“TODO MUNDO ERRA!”: Mulher que escondia Dog Dog diz em depoimento que ele pretendia se entregar mesmo continuando nos crimes

“TODO MUNDO ERRA!”: Mulher que escondia Dog Dog diz em depoimento que ele pretendia se entregar mesmo continuando nos crimes

A caçada policial que mobilizou as forças de segurança pública de todo o estado do Paraná nos últimos meses teve um dos desdobramentos mais estarrecedores, revoltantes e complexos já registrados na crônica policial brasileira. O caso do desaparecimento brutal e assassinato das jovens primas Letícia e Estela, que chocou o município de Cianorte e ganhou repercussão nacional, atingiu seu ponto culminante com o cerco e a morte do principal executor, Cleiton Antônio da Silva Cruz, amplamente conhecido no submundo pelo vulgo de “Dog Dog”. No entanto, para além do desfecho letal proporcionado pela intervenção do Grupo TIGRE da Polícia Civil, foi o depoimento frio e desconcertante de Jéssica Pereira de Oliveira, mulher que convivia e mantinha sob seu teto o foragido mais procurado da região, que gerou uma onda de profunda indignação popular e perplexidade nos meios jurídicos.

Jéssica foi presa em flagrante durante a mesma megaoperação que localizou o esconderijo de Cleiton. Dentro da residência da mulher, os investigadores encontraram um verdadeiro arsenal do crime organizado e evidências materiais contundentes de delitos patrimoniais graves: joias de alto valor, relógios de grife roubados de fazendas da região, artefatos explosivos de grande poder destrutivo e um veículo com alerta de roubo ostentando placas grosseiramente adulteradas. Contudo, ao ser colocada frente a frente com o delegado de polícia para formalizar seu interrogatório oficial, a suspeita adotou uma postura de aparente normalidade e cinismo que estarreceu os investigadores: admitiu que sabia perfeitamente que Dog Dog estava foragido após matar as duas garotas em Cianorte, mas justificou o acolhimento sob a alegação de que “todo mundo erra” e que o criminoso mantinha a suposta intenção de se entregar espontaneamente à Justiça.

A narrativa apresentada por Jéssica contrasta de maneira gritante com a crueldade revelada pelos fatos e pela confissão simultânea do outro comparsa, Michel dos Reis Costa, o “Magrão” ou “Primo”, que relatou em minúcias como Cleiton retornou sujo de terra após o crime e como ambos ocultaram os corpos das primas em uma cova rasa em uma plantação de Paraíso do Norte. A frieza das declarações de Jéssica, que permitiu que um homicida perigoso e armado convivesse no mesmo ambiente que sua própria filha de apenas 11 anos, desnudou a faceta mais sombria da conivência criminosa e da absoluta falta de empatia para com as famílias dilaceradas das vítimas.

O Depoimento Frio: “Para Que Eu Ia Ligar Para a Polícia?”

O conteúdo do interrogatório gravado em vídeo pela Polícia Civil do Paraná expôs de forma crua os diálogos mantidos entre a autoridade policial e Jéssica Pereira. Questionada logo nos primeiros instantes pelo delegado sobre o tempo de permanência de Dog Dog em seu imóvel, ela respondeu com naturalidade que o abrigava há cerca de uma semana. Diante da indagação sobre o histórico de convivência com o fugitivo, a mulher afirmou conhecê-lo há muitos anos, alegando que mantinham uma relação de amizade de longa data e que apenas atendeu a um pedido desesperado de socorro feito pelo comparsa por meio de contato telefônico.

O momento de maior tensão e repulsa no interrogatório ocorreu quando o delegado confrontou a acusada sobre a intensa divulgação midiática em torno do duplo homicídio das primas de Cianorte. Sem demonstrar qualquer constrangimento, Jéssica admitiu que assistia aos noticiários de televisão e que tinha plena ciência de que Cleiton era apontado pelas autoridades como o assassino de Letícia e Estela. Quando questionada de forma incisiva sobre o motivo de nunca ter acionado o número de emergência da polícia para denunciar o paradeiro do homicida, ela disparou uma resposta que viralizou como símbolo de desfaçatez: “Não liguei para a polícia. Para quê? A gente ajuda uma pessoa que conhece há muito tempo, fazer o quê? Todo mundo erra, não é? A intenção dele era se entregar, só não sei quando”.

A tentativa de justificar a cumplicidade com um assassino procurado por meio de um argumento moralmente vazio causou espanto até mesmo nos policiais mais experientes da delegacia. Jéssica tentou ainda minimizar sua responsabilidade sobre os explosivos, armas e produtos de roubo encontrados em seus cômodos, afirmando que nunca mexia nas malas de Cleiton e que desconhecia a origem ilegal dos automóveis que ele utilizava para circular pela cidade em plena luz do dia.

A Falsa Promessa de Rendição e a Rotina Descarada do Crime

A alegação de Jéssica de que Dog Dog pretendia se entregar e que não representava perigo revelou-se uma mentira desfeita pelas próprias evidências de campo colhidas pela Polícia Civil. Enquanto permanecia homiziado na casa da mulher, Cleiton Antônio não apenas não esboçava nenhuma intenção real de procurar as autoridades judiciais, como expandia ativamente suas ações criminosas na região Noroeste do Paraná.

Os relatórios de inteligência da polícia demonstraram que, durante os dias em que esteve escondido sob a proteção de Jéssica, Dog Dog atuava em duas frentes de alta periculosidade: envolvia-se com o tráfico internacional de armas na fronteira e executava roubos violentos contra propriedades rurais e empresários locais. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o criminoso invadiu a residência de um fazendeiro, rendeu a família sob a mira de armas de fogo com extrema agressividade e subtraiu um lote expressivo de joias, relógios e dinheiro vivo — os mesmos bens que acabaram sendo apreendidos na casa de Jéssica.

Além disso, a rotina de fuga de Dog Dog era marcada pelo descaramento. Ao contrário do que se espera de um foragido procurado por forças policiais estaduais, ele não permanecia trancado no quarto: saía regularmente durante o dia a bordo de um automóvel branco clonado, realizava encontros criminosos e retornava para a residência de Jéssica sem ser questionado. A mulher inclusive admitiu que chegou a trocar quantias em dinheiro para viabilizar as despesas do comparsa, funcionando como apoio logístico essencial para a sustentação de sua vida na clandestinidade.

“Todo mundo erra, pra que eu ia chamar a polícia? Ele disse que ia se entregar qualquer hora! A declaração chocante de Jéssica que revoltou familiares das vítimas e a polícia!”

O Cerco do Grupo TIGRE e o Confronto Fatal em Cianorte

A localização do esconderijo de Dog Dog resultou de um trabalho meticuloso de cruzamento de dados realizado pelo setor de inteligência policial, que rastreou o padrão dos roubos recentes e os veículos utilizados na fuga. Quando as equipes do Grupo TIGRE (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) e da Polícia Civil cercaram o perímetro da residência em Cianorte, o criminoso demonstrou mais uma vez sua índole violenta e desesperada.

Ao perceber o cerco tático inegociável montado pelas forças especiais, Cleiton tentou romper o bloqueio, invadiu uma propriedade vizinha e fez um morador civil refém sob a mira de sua arma de fogo, utilizando a vítima inocente como escudo humano para tentar negociar sua fuga. Diante da ameaça iminente à vida do refém e da recusa expressa do bandido em baixar o armamento, os atiradores de elite do Grupo TIGRE agiram com precisão técnica e neutralizaram o agressor no local, encerrando a trajetória de terror de um dos criminosos mais sanguinários do estado.

Na mesma ação sincronizada, os policiais cumpriram o mandado de busca na casa de Jéssica, apreendendo os explosivos de pedreira, as armas municiadas e os materiais subtraídos nas ações criminosas anteriores, formalizando a prisão em flagrante da comparsa pelos crimes de receptação qualificada, favorecimento pessoal e posse ilegal de artefatos explosivos.

A Confissão de Magrão: O Maior Erro da Vida e a Cova Rasa

Enquanto Jéssica sustentava em seu depoimento que Dog Dog jurava inocência e negava ter assassinado as primas Estela e Letícia, outra peça-chave do inquérito policial revelou a verdade nua e crua dos fatos. Michel dos Reis Costa, conhecido no submundo pelo vulgo de “Magrão” ou “Primo”, foi capturado pela Polícia Civil simultaneamente à ação que culminou na morte de Cleiton.

Diferente de Jéssica, Magrão quebrou o silêncio perante os delegados e relatou em detalhes o momento exato em que foi procurado por Dog Dog horas após o crime. Segundo o depoimento oficial, Cleiton apareceu em sua porta em estado de choque, com as roupas e o corpo inteiramente sujos de terra, pedindo ajuda urgente para resgatar sua caminhonete que havia atolado em meio a uma área de mata densa. Durante o trajeto até a zona rural de Paraíso do Norte, Cleiton desabafou com o comparsa e confessou o duplo homicídio: “Cometi o maior erro da minha vida! Matei as duas garotas que estavam comigo na boate!”.

A reconstituição fática apontou que Magrão concordou em auxiliar na ocultação dos cadáveres, possivelmente para amortizar dívidas anteriores com o mundo do crime. Enquanto Cleiton retirava os corpos das primas do interior da caminhonete, Magrão utilizou pás e ferramentas para cavar uma cova rasa no meio de uma plantação de difícil acesso. Os corpos de Letícia e Estela foram arremessados na vala e cobertos com terra fofa e folhagens secas para dificultar a localização visual.

Foi o próprio Magrão quem conduziu os policiais civis e os peritos do Instituto Médico Legal (IML) até as coordenadas exatas da cova na zona rural de Paraíso do Norte, permitindo que os restos mortais das duas jovens fossem finalmente resgatados e periciados após semanas de incerteza agonizante.

O Sofrimento das Mães: Planos de 18 Anos Ceifados Pela Covardia

A confirmação da localização dos corpos e a elucidação da dinâmica do crime trouxeram um alívio doloroso para as famílias de Estela e Letícia, que viviam o tormento da incerteza desde o momento em que as jovens desapareceram após saírem de uma casa noturna. As declarações prestadas pelas mães das vítimas comoveram profundamente a opinião pública paranaense.

Em lágrimas durante entrevista coletiva, a mãe de uma das jovens relembrou os últimos momentos compartilhados em família antes da tragédia: “A gente sofre demais, nosso coração tá despedaçado, mas agora pelo menos temos um lugar para nos despedir e sabemos onde elas estão. No último dia em que a vi com vida, as duas estavam deitadas no quintal de casa fazendo planos, falando sobre o futuro, com apenas dezoito anos de idade. Ela tinha tantos planos para a vida dela, e esse homem acabou com o futuro das nossas filhas em uma madrugada de covardia. Se eu soubesse que aquele seria o último abraço, teria beijado mais, teria segurado minha filha no colo”.

A dor inconsolável dessas mães expôs o abismo moral existente entre o sofrimento de famílias honestas e a frieza de indivíduos como Jéssica, que tratavam um duplo homicídio de jovens de 18 anos como um simples “erro comum” que qualquer pessoa poderia cometer.

A Audiência de Custódia e a Indignação Social com a Cumplicidade

Após a conclusão dos procedimentos na delegacia, tanto Jéssica Pereira quanto Michel dos Reis Costa foram submetidos à audiência de custódia perante o Poder Judiciário do Paraná. O Ministério Público manifestou-se com extrema rigidez contra qualquer pedido de liberdade provisória formulado pelas defesas, sustentando que a liberdade dos acusados representava um risco evidente à ordem pública e à instrução criminal.

O magistrado responsável acolheu integralmente a representação ministerial e converteu as prisões em flagrante de Jéssica e Magrão em prisões preventivas por tempo indeterminado. Jéssica permanecerá recolhida em uma unidade penitenciária feminina, onde responderá por receptação qualificada, associação criminosa e favorecimento pessoal de foragido da Justiça, enquanto Magrão responderá perante o Tribunal do Júri pelos delitos de ocultação de cadáver, posse ilegal de armas de uso restrito e concurso no duplo homicídio.

O caso encerra um capítulo trágico na segurança pública do Paraná, deixando uma lição definitiva para a sociedade: o crime não se sustenta apenas pela violência do executor armado, mas pela rede covarde de cumplicidade, acolhimento e desfaçatez daqueles que escolhem colocar assassinos dentro de seus lares e fechar os olhos para a dor alheia.

Como você avalia a declaração de Jéssica ao dizer que “todo mundo erra” para justificar o acolhimento de um assassino foragido?

Você acredita que a legislação brasileira deveria punir com penas muito mais severas aqueles que dão abrigo a criminosos perigosos em suas casas?

Deixe sua reflexão detalhada e fundamentada sobre este caso nos comentários abaixo, compartilhe sua opinião e participe ativamente deste debate sobre a justiça e o combate à impunidade no Brasil.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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