SORTE NO JOGO, AZAR NO AMOR: O CASO RENNÉ SENNA
O Renê Sena se tornou um dos nomes mais marcantes da história do país quando o assunto é prêmio milionário, sorte tragédia. O caso parece uma novela e eu já adianto a vocês que o vídeo de hoje vai ficar longo. Então senta e entenda a história deste homem que antes de ser conhecido como ganhador da Mega Cena, ele tinha uma realidade muito distante de qualquer fortuna.
Eu quero agradecer aqui o meu amigo e queridíssimo Lindolfo, que nos indicou esse caso. Agora, dados os recados da missa, vamos para o caso. O Renê, ele nasceu em Tomascar, uma localidade rural do estado do Rio de Janeiro, descrito como um recanto cortado por um rio que divide os municípios de Tanguá e Rio Bonito. Era uma região de roça afastada do centro urbano, onde a vida, né, muito simples, dura e marcada pelo trabalho do campo.
A casa onde o Renê nasceu e cresceu era feita de estuque, uma construção muito simples, onde se utiliza barro e madeira para construção. E ali viviam os pais e os 11 filhos. Algumas fontes citam que eram 14. A Folha de São Paulo informou que essa casa tinha três quartos, os pais eram analfabetos, mas ainda assim colocaram os filhos na escola.
O Renê inclusive chegou a frequentar as aulas e a duras penas que conseguiu ler. Era uma criança faltante. Isso porque ele precisava ajudar os pais na lida do trabalho e garantir o sustento na mesa. O pai do Renê, o seu estelito Sena, era um tropeiro e o Renê, ele chegou inclusive a montar emburro para poder ajudar o pai a distribuir comida.
Já a mãe dele era do lar, cuidava dos filhos, que conforme iam crescendo já seguiam no caminho da roça. Tanto que as crianças logo nos primeiros anos de formação escolar largavam os estudos, né, para poder trabalhar no campo. E foi o que aconteceu com o próprio Renê, que aos 11 anos de idade, né, nem sequer ele ia mais pra escola, ele trabalhava diariamente na roça de outras pessoas.
porque a família não tinha terra própria. Então ele levantava, saía cedinho já levando a enchada e voltava no final da tarde. Depois permanecia naquele lar muito simples, sem energia elétrica. E foi assim que o Renê atravessou a infância e a adolescência, longe de qualquer luxo, de lazer. O máximo de lazer que essas crianças tinham era jogar futebol no campo daquela localidade.
Na fase adulta, a vida do Renê começa a mudar quando ele conhece a Malvina de Almeida, que é filha da dona Sônia. Então, a Malvina foi a primeira companheira do Renê, a primeira mulher, a primeira namorada, né? E foi com ela, portanto, que ele construiu uma relação séria. E foi nesse contexto que o Renê, ele deixa aquela localidade rural e foi tentar uma nova fase em Niterói, também estado do Rio de Janeiro.
Nesse local, ele conseguiu com facilidade um trabalho em uma floricultura. E o que parecia um recomeço mais tranquilo foi aos poucos sendo atravessado por um problema seríssimo, que é a desgraça da cachaça. O hábito de beber, que talvez no começo parecesse apenas parte da rotina, foi crescendo e tomando espaço, se transformando em dependência.
De gole em gole, o Renê, ele foi se afundando no álcool. E aquele relacionamento que um dia representava uma esperança de vida melhor começou a se desgastar. E ainda assim, em meio a brigas por conta do álcool, que sempre foi um fardo para essa mulher, o casal teve uma filha, essa chamada Renata. A Malvina engravida mais uma vez, porém esse segundo bebê, ele não vingou, nasceu com problemas de saúde e veio por falecer.
A sogra do Renê, a dona Sônia, tentava ajudar o genro. Era como uma mãe pro Renê, que chegava aí aos 40 anos de vida e seguia ano após ano sendo entregue ao alcoolismo, contribuindo assim para um desgaste absurdo dentro de casa. O resultado foi malvina, sobrecarregada, sem paz e sem conseguir sustentar sozinha uma relação que se deteriorava ao longo dos 20 anos de união.
Ela desiste de permanecer casada com Renê. E foi assim que este homem precisou tocar a vida a partir daí sozinho. Então ele começa a ser vendedor de produtos de margem de rodovia. Com 40 e poucos anos de idade, o Renê pensa que seria melhor voltar a trabalhar na roça, que por mais que fosse pesado, ele sabia desenvolver muito bem aquele serviço.
Mas havia um grave problema. Ele tinha diabetes, ele fumava, ele bebia e não se cuidava. Quando ele retorna então para esse trabalho na roça, certo dia ele estava arrumando uma cerca de arame, né, quando acaba caindo um moirão no pé dele. Atingiu em cheio, causou um machucado grave no dedo e a princípio podia até apecer ali um acidente de trabalho comum, mas no caso dele o negócio era mais embaixo.
A ferida não cicatrizava, a dor aumentava e a falta de cuidado era tão absurda que era visível os bichos naquele machucado. E logo ficou claro que a diabetes impedia a recuperação, o que resultou na amputação daquele dedo. E a partir disso, o Renê não tinha mais condições de continuar morando sozinho. E ele passa a depender das irmãs.
Primeiro, ele se abriga na casa da irmã dele chamada Ângela. Ela trabalhava em um salão de beleza, tinha três filhos e morava no Boqueirão em Rio Bonito. Era a Ângela quem cuidava do pai dela, que já era viúvo nessa época, o seu Estelito Sena, com 90 anos de idade, o homem já estava cego, fraco demais, necessitando ficar a maior parte do tempo deitado na cama.
E ainda nessa realidade pesada dessa guria trabalhar fora, criar aqueles filhos, cuidar do pai, a Ângela ainda acolhe esse irmão que tempo depois passou por outra cirurgia, dessa vez numa amputação que tirou metade daquele pé que ele tinha amputado anteriormente o dedo. Só o que acontece é que essa família vivia com muito pouco, basicamente com dois salários mínimos.
Esses dois salários mínimos vinha do aposento do seu estelito e da pensão de viúvo que ele recebia. O Renê nessa fase ele não recebia R$ 1. Ele não conseguia contribuir com nenhum tipo de despesa, nem dele próprio. E foi nesse período que o Renê conhece a Adriana Ferreira Almeida. A Adriana, gente, ela trabalhava como cabeleireira lá em Rio Bonito.
Ela era colega da irmã do Renê, da Ângela. E é por isso que ele conhece a Adriana. Ela era uma mulher separada, tinha dois filhos, nova, muito bonita e vaidosa. E logo chama a atenção dele que se encanta por Adriana, mesmo vivendo, né, ele ali uma fase de extrema pobreza, já adoecido e morando de favor, ele tenta se aproximar dela, demonstrando o interesse por sua pessoa, querendo a namorar.
Porém, a Adriana não demonstrou sequer nenhum interesse. Ela não queria ficar com Renê até aí. Ainda naquele ano de 2002 veio um golpe ainda maior. Uma das pernas do Renê precisou ser amputada inteira. E aí a rotina de cuidados com ele exigia mais empenho e foi preciso então que ele fosse acolhido na casa de outra irmã, essa a Miriam.
Mas as dores, a diabética avançava, né? O Renê continuava sem se cuidar. Ele acaba indo parar na casa da outra irmã. que é a Adneia Sena. Esta irmã dele, gente, trabalhava como merendeira em uma escola pública estadual chamada Antônio Francisco Leal em Tanguá, no estado do Rio de Janeiro. Analfabeta, ela levava uma vida difícil, só que como ela era a merendeira daquela escola estadual, ela morava de graça em uma pequena casa que ficava nos fundos dessa escola.
E a realidade de vida dessa mulher, gente, da Aldineia Cena não era nada fácil. Era uma vida marcada por muito trabalho, simplicidade e superação. Ela foi casada, mas se separou bem cedo do marido, tendo então que criar sozinha cinco filhos com um salário de R$ 900. E ainda assim, em meio a essa vida dura, ela abriga o irmão Renê Sena, que passava por um momento muito crítico de sua vida.
Segundo essa irmã, Renê, não se cuidava e mesmo com a orientação médica, ele continuava comendo gordura, não controlava bem o diabetes e parecia que ele não levava a sério a gravidade da doença como deveria. Para se locomover, nesse período, ele usava de moletas, o que ajudava ele a chegar até no bar do Flávio, que ficava quase em frente à casa, onde eles viviam.
E aí, meus amigos, era 7 horas da manhã, ninguém encontrava o Renê, ninguém sabia onde ele estava. Ele tava lá no bar, tomava 500 ml de cachaça, tá? É isso mesmo. L de cachaça, 7 horas da manhã. É uma barbaridade, né? É. Ainda assim essa irmã seguia ali, ó, cuidando dele ao longo de 5 anos. Em 2003, o diabetes avançou mais uma vez.
Aí o Renê, ele teve que amputar outra perna. Ele fica sem nenhuma das pernas. A partir daí tudo mudou profundamente, né? ele já não circulava de jeito nenhum em meio aos moradores. Ele passa a se isolar sem ter como trabalhar. Ele se aposenta, mas continuava morando de favor e se transformou num homem muito triste, abatido, diferente, né, daquela versão que ele sempre foi muito animado, falava com todo mundo.
Ainda nesse período ele recebia a visita de vez em quando da filha da ex-sogra Sônia, que inclusive nunca deixou de visitá-lo. A companhia fiel de Renê mesmo era os sobrinhos que amavam a presença do tio naquela casa. E embora o Renê tivesse se aposentado, né, devido à incapacidade de trabalho, o que ele recebia era muito pouco e mal dava para cobrir os gastos dele mesmo.
E aí chega um dia comum de julho de 2005, o Renê Sena, ele tinha R$ 2 e ele precisava de R 1,50 para apostar na Mega Cena. há 15 anos ele tinha aquele mesmo hábito, ele jogava, jogava, jogava e sempre nos mesmos números. Então ele se direciona com auxílio da cadeira de rodas até uma vendinha onde ele compra um pão porque ele queria um troco de 1,50.
Esse valor ele entrega pro sobrinho dele Edu, que tinha 11 anos. Esse é filho da Audineia. E o Renê escreve no papelzinho ali os números que eram 03, 21, 25, 37, 54, 58. E essa sequência, ela era baseada em marcos da história pessoal dele, familiar. Inclusive era data de nascimento, data de falecimento, eh número de túmulo. E aí ele faz essa jogada e entrega, né, pro sobrinho dele e diz assim: “Ó, tu vai até na lotérica, joga aqui na Mega”.
E embora fosse um jogo de sorte, ele ousou apelar pra fé também. Ele faz uma promessa ali pra Nossa Senhora de Nazaré. Inclusive, ele diz o seguinte, ó: “Se eu ganhar o jogo, eu atiro vários e vários vários foguetes numa quantidade significativa em forma de agradecimento. E mais tarde, quando se encerra o tempo da aposta, veio o momento de conferir o jogo.
E acredite ou não, esse cara tinha acertado as seis dezenas, era um novo milionário de um prêmio de 52 milhões deais. Bom, esse resultado não foi motivo de comemoração. O Renê, ele não acreditava que havia ganhado, né? E nem sequer ele tinha noção da quantidade de grana. ingênu como ele era e sem condições físicas para chegar até a lotérica.
que ele envia no dia seguinte o sobrinho dele, aquele de 11 anos, para confirmar se aquele bilhete era realmente o premiado. E na lotérica eles conferem que sim, que era o premiado. Rapidamente o Renê ele foi levado para a Caixa Econômica para tratar desse prêmio de milionário. No local, o gerente perguntou assim para ele se ele tinha um sonho.
Logo ele responde que gostaria de conhecer as praias de Fortaleza, mas ele não sabia se aquele valor que ele ganhou daria para pagar uma passagem de avião. Daí vocês olhem só como ele não tinha noção do dinheiro. E a partir disso, tanto o Renê quanto a irmã dele, Aldineia, junto dos filhos, eles foram levados para um hotel de luxo na Barra da Tijuca.
Eles não tinham como voltar paraa casa deles. E essa atitude causou uma estranheza na escola e entre os vizinhos que não entendiam a ausência daquela família que não dava notícias. O Renell ficou bem assustado com a nova realidade, porque ele nunca tinha saído da roça, né? Ele nunca chegou assim numa cidade grande.
Então, logo ele sente um imenso choque cultural. A primeira coisa que ele fez foi celebrar a Vitória estourando 20 caixas de fogos de artifício em homenagem à Santa Nossa Senhora de Nazaré. E só depois disso que os amigos e moradores de Tanguá tiveram conhecimento que o Renê era o novo milionário da Mega Cena. Uma das primeiras compras que ele fez foi um quadriciclo que ele pagou R$ 19.
000 R$ 1.000 para facilitar o seu próprio transporte. E depois ele passou a recompensar os familiares que o ajudaram no tempo de miséria. Então ele deu casas de presente para quase todos os irmãos, um imóvel de 300.000 e um carro zero pra única filha dele. Agora pra Neia que cuidou dele, né, nesse momento dos últimos 5 anos até ali, o Renê a apresenteou com 500.000 000.
E esse valor ela utilizou para comprar a casa própria em Saquarema. A ex-soa Sônia, o Renê, levou ela até o imóvel e chegou na frente dessa casa. Ele entrega a chave dizendo que era o presente dela. Além da ex-so Renê também presenteou uma mulher lá da terra natal dele que trabalhava na roça com um tanque. Ainda em 2 de setembro de 2005, 2 meses depois de se tornar o novo milionário, o Renê ele registra o primeiro testamento oficial, onde ele destina 50% da fortuna pra única filha, Renata Almeida Sena, e a outra parte dos 50% deveria ser
dividida entre os oito irmãos dele. E quanto ao Renê, ele adquiriu o seu primeiro imóvel na vida, mas olha que imóvel localizado no condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. Ele compra por R$ 550.000, um lugar belíssimo e luxuoso. A casa estava situada em um terreno de 600 m², conhecido por abrigar artistas, jogadores de futebol e empresários bem-sucedidos.
Inicialmente, ele leva toda a família para morar com ele rapidamente. Quem sabe que o Renê se tornou milionário foi a cabeleireira Adriana, aquela que tinha descartado a possibilidade há tempos atrás de namorar ou ter uma paquera com aquele homem que estava doente e tinha o péssimo hábito do uso de álcool. Agora, né, que ele se tornou milionário, parece que nem defeito seu homem tinha.
Conforme alegou a Ângela, a irmã do Renê, a colega dela, né, que trabalhava no salão, passou a demonstrar um interesse súbito pelo irmão dela depois que ele ganhou o prêmio. E o Renê, com a grana que recebeu, passou a ajudar muitas pessoas. Inclusive, ele distribui várias cestas básicas. Em uma ocasião, a família junto com o Renê foi até a casa da Adriana deixar ali uns alimentos.
E foi nesse momento que a cabeleireira teria perguntado se ele não precisava de uma empregada. Daí o Renê disse assim: “Ah, não, empregada eu não preciso, eu preciso de uma mulher”. E aí ela, sem perder tempo, disse assim: “Ah, se puder ser eu, se servir eu, tá tudo certo.” Deixando claro aí a intenção dela de namorar com ele.
Nesse período, um dos irmãos do Renê faleceu. E como o Renê ele tinha essa vontade de manter uma ajuda à família, ele retorna ao cartório para alterar aquele documento. que como esse irmão falece, ele coloca o nome do sobrinho Josimar no lugar desse irmão falecido, porque se caso ele viesse a falecer, o sobrinho poderia receber aquela parte da herança.
Então o novo milionário, depois de fazer essa documentação, ele organiza uma festa de Natal naquele ano de 2025. E esse evento marcou não só a festividade do Natal, como também a Adriana, cabeleireira, que se fazia presente naquela data, foi pedida em namoro e a partir daí o novo casal Adriana e Renê se forma.
A mulher não perde tempo, tá? nos dois dias depois, ela abandona a casa, abandona serviço e junto com os dois filhos que ela tinha do primeiro casamento, ela se muda para a residência luxuosa, tanto que na virada do ano de 2005 para 2006, ela já estava morando naquele local. O relacionamento entre Renê Sena e Adriana Ferreira Almeida tinha uma grande diferença de idade entre um e outro.
O Renê, bem mais velho que a Adriana, quase que imediatamente afastou o até então administrador dos investimentos de Renê e assume a gerência das contas e bens do marido. Uma outra mudança brusca que se deu foi nela própria, que passa a circular em carros de luxos, frequenta academias de ginástica, ela coloca silicone, pinta os cabelos de loiro e junto do marido ela passa a ter uma conta conjunta com ele.
Tudo isso passou a chamar a atenção dos familiares de Renê. A Miriam, por exemplo, afirmou que a união ela era muito desigual, baseada só no interesse financeiro que Adriana tinha para com o irmão dela. A filha do Renê, a Renata, também declarou que percebia desde o começo que as intenções da madrasta eram enganosas e não eram sinceras.
E segundo as informações, em meio a este caso, havia ali uma discordância que foi surgindo e não se demorou muito entre os próprios irmãos pela questão financeira. Foi assim que a Adriana teria convencido o marido de que os parentes dele estavam interessados apenas em sua fortuna. E a forma de acabar com aquela briga era desvincular os irmãos desse testamento e deixar somente a filha dele, a Renata, como alguém, né, que receberia toda a herança.
Resultando assim para que o Novo Testamento fosse feito em 16 de março de 2006, onde o Renê nomeou somente a sua filha Renata como única e legítima herdeira universal. Excluiu totalmente os irmãos daquela divisão de partilha de 50% que até então eles tinham direito. A partir daí, esses irmãos não tinham mais direito de nada. Enquanto o Renê, embora com muita grana e morando naquele lugar que era um sonho de consumo para qualquer um, ele não via aquela nova vida como algo bom ou agradável.
Muito pelo contrário, ele se sentia frustrado, ele não se habituava de jeito nenhum, inclusive ele se sentia incomodado de estar ali deslocado, assustado com aquela realidade de muito luxo onde ele vivia. E para ele, nenhum lugar nesse mundo era melhor do que o lugar onde ele nasceu. Por isso, acaba comprando uma fazenda de R 9 milhões deais em Rio Bonito, onde batizou essa fazenda com o nome de Nossa Senhora da Conceição.
Esse lugar era descrito como uma propriedade cinematográfica, assemelhando-se aí às fazendas retratadas em novelas devido ao luxo. A propriedade era vasta, abrangendo uma área de 930 ha, possuindo pastagens, onde ele tinha quase 1000 cabeças de gado, cerca de 12 cavalos, tem estábulo, pomar, campo de futebol, uma quadra de vôlei e uma grande área de churrasqueira com forno a lenha.
E a casa principal, ela é de dois andares, estilo colonial, extremamente espaçosa, mobiliada com móveis planejados de alto valor, espalhados naqueles 58 cômodos. Havia área de lazer com piscina principal, com bar interno e na entrada que dá acesso à casa tem uma casa, gente, de material para abrigar o caseiro, que é uma casa maravilhosa e grande, com área, com tudo.
E em maio de 2006, o Renê com a esposa Adriana e os filhos dela mudam-se para a fazenda, onde ele com receio de sofrer alguma violência, se assaltado alguma coisa, ele conta pra esposa que talvez eles precisassem de seguranças para viver ali. Ela então teria indicado o companheiro de uma amiga dela, que é o Anderson Silva Souza, ex-policial.
Algumas fontes da época informaram que ele havia sido expulso da corporação por porte ilegal de arma, enquanto outras fontes trataram que ele foi expulso porque estava envolvido em crime. Mas o Anderson, ele foi contratado, por fim pelo Renê para formar uma equipe fixa de 10 seguranças para guarnecer a propriedade, tendo ali um espaço próprio para esses seguranças ficarem.
E depois que esses homens são contratados, a Adriana ela contrata mais pessoas. Só que essas pessoas são familiares dela que passam a viver ali na fazenda. E esses familiares da Adriana recebiam salários altos, se somando a mais de 20 funcionários que com tempo, né, dificultavam que os irmãos do Renê o visitassem.
O Renê, ele foi ficando cada vez mais sozinho, tá gente? Embora muito feliz, porque ele estava morando num paraíso, ele usava do quadriciclo para percorrer a fazenda e as estradas de terra do distrito de Lavras. Todo lugar que ele ia estava sempre acompanhado de seguranças. Agora, duas a três vezes por semana, ele se jogava lá pro bar do penco, onde bebia no máximo duas cervejas.
Não dá para acreditar, né? O cara bebia a pinga e agora tomava só duas cervejas. Nesse momento ele batia um papo com a galera ali, mas como o bar ele era retirado e só quem realmente lá conhecia esse caminho, o Renê costumava ir nesse bar sozinho, sem segurança, porém carregava uma arma dentro de uma pochete onde ele colocava na cintura.
Sempre era assim. Essa arma ele ganhou de um, dois seguranças. A partir de agosto de 2006, a vida do Renê começa a entrar em uma fase de tensão dentro da própria fazenda. Segundo algumas fontes do caso, a Adriana, esposa dele, já levava aí uma vida paralela e em algum momento ela teria se envolvido com o Anderson Silva Souza, o ex-policial militar que atuava como segurança do marido.
E juntos eles teriam inclusive planejado um falso sequestro dos próprios filhos da Adriana, porque assim eles conseguiriam estorquir um valor alto do milionário. Mas havia um outro segurança que é o Davi Vilena da Silva, que era policial militar e um homem de confiança de Renê. E havia uma desconfiança por parte do Davi com relação ao ex-policial, né, o Anderson, com a Adriana.
Então ele alerta o Renê sobre esse possível sequestro. Esse segurança teria contado aí ao patrão que o Anderson e o Edney é outro ex-PM também que era segurança, contando a ele o seguinte: “Olha, eles não são policiais, eles possuem antecedentes criminais, eles não fazem mais parte da corporação.
” Preocupado com aquilo, o Renê procurou um advogado para confirmar formalmente essas informações e aí veio a confirmação. Diante disso, ele decidiu demitir os dois seguranças da fazenda. Então, o falso sequestro que ocorreria sequer aconteceu. A saída do Anderson e de Ednei, no entanto, não encerrou o problema.

Muito pelo contrário, cinco dias depois da demissão, em 4 de setembro de 2026, o David Vilena, o policial, ele foi parado numa falsa blitz e covardemente alvejado por várias vezes. O corpo dele foi encontrado dentro do porta-malas de um carro, na ilha do governador, na zona norte do estado do Rio de Janeiro. O Renê, ao saber do ocorrido, ficou assustado e o medo era que o Anderson e outros homens ligados a ele invadissem a fazenda para matá-lo.
Por causa disso, chegou a abandonar temporariamente a propriedade na fazenda e volta para aquela casa que ele tinha lá no Recreio dos Bandeirantes. Mas nem mesmo com Anderson fora da fazenda, o Renê estava seguro. Segundo a investigação, a Adriana, ela continuava mantendo contato com exsegurança e, enquanto o milionário tentava se proteger de ameaças externas, não percebia que o risco também poderia estar dentro da própria casa dele.
Ainda assim, em 9 de outubro de 2006, influenciado por Adriana, Renê faz o terceiro testamento. O novo documento estabelecia que 50% da herança ficaria para a filha Renata e os outros 50% ficaria para Adriana Ferreira Almeida, sua esposa. A Adriana seguiu a vida mantendo uma relação extraconjugal, só que com o Robson de Andrade Oliveira, que era proprietário de uma van de transporte de passageiro.
E com ele, Adriana tinha já aí a longa data traz um relacionamento antes até de se envolver com o próprio Renê. Eh, os dois acabaram se reconciliando aí, né, quase que no final de 2006. O Robson, ele chegou a afirmar que em seu aparelho celular ele salvava o nome da amante como Égua loura. Égua loura. Ele chamava ela égua loura.
E ele conta isso publicamente, né? Tanto que ele dizia que o Renê era impotente. Já a Adriana, pensando em um local de encontro seguro, usou daquela conta conjunta que ela tinha com o marido e arremata em segredo uma cobertura em Arraial do Cabo na região dos lagos do Rio de Janeiro. O imóvel custou cerca de 300.
000 naquela época tinha 177 m² e ficava no edifício Estilos. O que chamou atenção foi a pressa dessa mulher de mobiliar o apartamento. A loja onde a Adriana comprou os eletrodomésticos pediu uma semana para fazer essa entrega, mas ela não queria esperar. Ela preferiu alugar um caminhão por conta própria e levar tudo naquele mesmo dia.
A partir disso, os encontros com o amante, que até então ocorriam em motéis, passaram a acontecer nessa cobertura. E tanto que no dia 31 de dezembro de 2006, véspera então da virada do ano, a Adriana sai da fazenda Nossa Senhora da Conceição para viajar com amante Robson. E o plano deles inicial era passar a virada do ano em Angra dos Reis.
Mas devido à chuva intensa naquela região, eles decidiram ir para essa cobertura que ela havia comprado. Enquanto isso, o marido dela sequer sabia da existência, né, daquele imóvel. Ele ficou em casa profundamente chateado por ter sido deixado sozinho na fazenda durante aquela festa de fim de ano.
Quando a Adriana volta pra fazenda nos primeiros dias de janeiro, o Renê inicialmente não queria deixar ela entrar, né? Ela teve que implorar para ser aceita de volta. Acredito que ele já desconfiava, né, que ela tivesse um amante. Chega então o dia 3 de janeiro de 2007. E foi nessa data que o Renê, em uma conversa com o gerente do banco, descobre um saque de R$ 300.
000 R feito por Adriana em segredo paraa compra, né, deste imóvel onde ela teria acabado de passar o rei veion com o amante. E a notícia abalou o Renê que ainda no dia 5 de janeiro de 2007 teria expulsado Adriana de casa e disse a ela: “Ó, eu vou te tirar do testamento e cancelar essa conta conjunta”. Mas ela ainda permaneceu naquela residência.
Foi a partir desse rompimento dele com ela e dessa ameaça de tirar ela do testamento, que segundo a investigação, Adriana teria passado a articular uma execução do marido e para isso ela teria recorrido a pessoas de sua confiança e a homens que já conheciam a rotina dele na fazenda. Entre esses nomes apontados estava o do Anderson, o ex-policial militar, né, que trabalhava ali como segurança da propriedade também o Edney, que é aquele outro que havia sido demitido pelo milionário meses antes.
A Adriana fala também com a Janaína Oliveira, que era uma amiga dela, esposa, né, desse ex-policial Anderson. essa amiga teria ajudado ela a tramar toda aquela desgraça. E segundo as investigações, ainda citaram que a Adriana mantinha um contato com o Anderson e com a Janaína mesmo depois que ele foi demitido, repassando todas as informações sobre a rotina de Renê e sobre o que ocorria dentro da fazenda.
chega dia 7 de janeiro, dois dias depois que o Renê tinha dito que tiraria o nome dela desse testamento. Naquele dia 7 de janeiro, logo nas primeiras horas da manhã, o Renê pediu pra Adriana comprar cigarros. Ela sai acompanhada de um segurança, faz a compra desse cigarro e volta pra propriedade.
Mais tarde, por volta das 10 horas da manhã, o Ren ele quebra a rotina, né? ele sai para ir lá pro bar e ela sabia disso. Só que ele indo pro bar, ele não usava seguranças. Enquanto a própria Adriana, ela também deixa a fazenda logo depois que ele sai, ela vai para um supermercado e, segundo os relatos policiais, ela faz questão de exigir uma nota fiscal em seu nome, um comportamento considerado fora do padrão habitual.
para a polícia, aquela nota podia ser usada, por exemplo, para criar um álibe, né? O Renê, que se direcionou lá pro bar do Penco, ele devido à condição física, ele vai de quadriciclo, mas ele não tinha como descer, ele precisava de outras pessoas. Então o Renê, ele permanece em cima desse quadriciclo e pede uma cerveja e fica ali conversando com os conhecidos.
Segundo a polícia conta, o Anderson Silva de Souza, ele foi avisado que o Renê estava naquele bar. Então, junto com o Ednei, que também era exsegurança, eles pegam uma motocicleta, inclusive de uma outra pessoa, só que eles vão encapuzados. O Edney era o piloto da moto enquanto o Anderson foi na garupa. Os dois chegam em frente ao bar em torno das 11 horas da manhã.
Encontram então o Renê de 52 anos em cima do quadriciclo. O Edney permanece na moto enquanto o Anderson desce, se aproxima do ex-patrão, o ex-policial, o Anderson, teria apalpado a cintura do Renê, provavelmente para ver se ele estava armado, né? Porque ele tinha a pochete. Ele sabia que o Renê sempre tinha aquela arma na pochete.
Logo depois o Anderson efetuou quatro disparos a queima roupa contra Renê. Os tiros atingiram a nuca, a tempor esquerda, o olho esquerdo e o queixo. O Renere caiu do quadriciclo enquanto Anderson voltou rapidamente pra moto, onde Ednei e seu comparsa levam com eles a pochete do milionário que agora estava morto, e dão fuga do local.
Imediatamente o seu Luís Penco, dono do bar, ele chama a polícia. O corpo do Renê foi encaminhado ao IML e depois liberado paraas despedidas. E aí, minha gente, até o sepultamento em Velório foi uma confusão, um conflito, porque a família queria sepultar o Renê junto dos pais. A Adriana, por outro lado, tomou frente, comprou um jazigo, né, em um cemitério considerado de elite lá em Rio Bonito. Pelo valor de 5.
000, ela faz essa compra, mas os familiares não aceitavam aquela ideia. E por fim, o Renil acabou sendo sepultado no cemitério do Rio Seco, em um campo simples, em Rio Bonito, ainda no túmulo 701, onde estavam sepultados já, né, o pai e a mãe dele. E o custo desse local foi R$ 106 na época. E por ironia ou não do destino, quem enterra o milionário foi o Paulo Correa de Castro, que é amigo de infância do Renê, antigo companheiro de lavoura, que trabalhou com ele tanto tempo e naquele período era coveiro do local. Enquanto a
investigação seguia, desde o momento em que a ocorrência foi atendida, o caso ficou inicialmente sob a responsabilidade do delegado Nilton Silva da delegacia do Rio Bonito. E logo no começo ele descartou a possibilidade de um assalto comum. Por quê? O Renê, ele tava usando um anel de ouro e um relógio.
E sequer aqueles objetos foram levados de local. Depois do funeral, no dia 9 de janeiro de 2007, a Renata, a filha do Renê e um dos irmãos do Renê, prestaram depoimento oficial, onde eles acusavam a Adriana de ser mandante daquele crime. Eles citaram o interesse dela pela herança e também o fato de Renê pretender expulsar ela de casa e retirar do testamento.
O irmão do Renê sabia disso. E com a repercussão do caso, os investigadores Dr. RAF e Guimarães, superiores lotados do DPI coordenaram o envio de equipes extras pro Rio Bonito com objetivo de auxiliar na agilidade e na elucidação do assassinato de René Sena. E foi diante desses relatos que alguns pontos ali começaram a chamar a atenção ainda mais da equipe investigativa e um deles era a descoberta de uma compra de um imóvel feito poucos dias antes do assassinato.
A Adriana, ela foi chamada a depor na delegacia e aí esperta que era, gente, ela faz, olha, a mulher é não, a mulher é uma atriz. Olha bem, ela alegou o seguinte, que ela não tinha qualquer e sequer envolvimento com a morte daquele homem, que era ai maravilhoso. Ela amava esse marido, ela disse que ela amava, que era muito bom estar casada com ele, que para ela era melhor ele vivo do que morto, porque ela tinha tudo que ela precisava.
Para reforçar a versão, ela apresenta aquela nota fiscal, né, lá do mercadinho que ela foi. E também ela afirma o seguinte, que o Renê contou para ela que tinha a intenção de realizar um exame de DNA na filha Renata, porque desconfiava que não era o pai biológico dela. E segundo a viúva, o motivo do divórcio do Renê com a primeira esposa Malvina não foi por conta da bebida alcoólica, e sim por conta de uma traição.
O Renê, ele teria pego a mulher dele com outro homem. Então ele tinha dúvida se aquela filha realmente era dele. Por isso que ele queria fazer o exame de DNA. E a Renata sabia disso e ela sabia que essa era a intenção do pai, né? o que lhe daria um motivo, por exemplo, para executar o próprio pai milionário e não perder a herança.
A versão apresentada por Adriana era brutalmente contestada pela família de Renê, que alegava que a ex-mulher o deixou porque não tinha mais condições de manter um casamento com aquele homem devido à bebida alcoólica. Havia pessoas que queriam adentrar aquela delegacia e quebrar a cara da Adriana a todo custo. E nem assim sequer Adriana se intimidava, minha gente, ao ser questionada sobre o nome dela no testamento, ela, né, que ela teria ali os 50%, esse 50% pra filha dele.
Ela disse o seguinte: “Olha, eu nem sabia que o Renê havia feito um documento em meu benefício. Eu não sabia de nada. Até tomei conhecimento tanto da morte quanto do meu direito à herança pela imprensa. E sobre a compra secreta, né, da cobertura lá em Arraial do Cabo, ela alegou que o imóvel foi um presente do próprio marido.
Porém, essa versão foi contestada pelo próprio gerente do banco, que relatou que Renê ficou furioso descobrir daquele saque feito na conta conjunta sem a autorização dele. Foi então que o aparelho celular da Adriana foi apreendido pela polícia com quebra de sigilo telefônico e a investigação teve acesso a oito ligações feitas no dia da morte do milionário e esse contato batia com o número do Anderson Silva de Souza, ex-funcionário da fazenda, explicial.
E aí, gente, a localização dessa ligação se dava próximo à casa do Anderson. Ainda com essas provas, a Adriana negava categoricamente que jamais manteve contato com insegurança desde que ele foi demitido. Quando o nome do Anderson vem à tona, o outro crime passa a ser observado com uma nova perspectiva, que é o assassinato do policial militar da Vivilena.
né? Aquele segurança de confiança do Renê, que foi morto ali em setembro. A morte do Davi passa a ser analisada pelos agentes da delegacia de homicídios como possível peça dentro daquele cenário de ameaça em torno do milionário. Uma outra situação que chamou muito atenção foi o movimento de uma quantia absurdamente alta de dinheiro.
E a investigação tem acesso a essas transferências bancárias feitas da conta conjunta para uma conta pessoal da Adriana. logo depois da morte do Renê, um valor aproximado de 1.800.000. É isso aí. Aí questionado Adriana sobre esse valor, ela disse que preferiam manter o dinheiro aplicado e disse que o gerente do banco teria mentido sobre a intenção de Renê de cancelar a conta, que o Renê jamais cancelaria aquela conta conjunta.
Uma outra questão de valor não passou despercebido, que foi o seguinte: o REN ele teria quitado uma confissão de dívida no valor de R$ 4.500.000, R$ 1.000, ou seja, um documento que ele reconheceu uma dívida desse valor que acabou sendo pago antes do assassinato. E pra família, esse era mais o elemento que reforçava o interesse financeiro da Adriana naquela relação.
A investigação também contou com um investigador chamado Rogério, que foi peça chave na descoberta dos segredos da viúva, da viúva da Mega Cena. O Rogério ele estranhou as atitudes daquela mulher de 29 anos e, segundo os relatos, ela não chorava e sequer demonstrava tristeza pela morte do marido. Ao analisar com calma os interrogatórios, os dados telefônicos, o investigador Rogério percebeu indícios de que Adriana mantinha um relacionamento extraconjugal e mesmo depois da morte do marido, ela teria dado continuidade a esses
encontros com Robson de Andrade Oliveira, um motorista da V. O Robson, ele foi chamado para esclarecer os fatos. Ele confirma que os dois sim eram amantes e contou que tinha o contato dela como égua loira. Ele informou publicamente aí nesse momento que então aquela mulher era maravilhosa, maravilhosa, mas o marido ele era impotente, mas nada tinha com envolvimento aquele crime.
O investigador Rogério e sua equipe foram enviados a Rio Bonito para auxiliar na investigação, né? E aí foi lá que ele recebeu uma informação de que uma pessoa de Itaboraí sabia de muita coisa daquele caso. Então, ao ser procurado, o informante teria afirmado categoricamente que o investigador poderia ir até lá, porque ele sabia sim realmente de muitas coisas. E é isso que acontece.
Esse informante, ele fala nome dos responsáveis, detalhes de tudo que teria ocorrido, eh, desde o suposto planejamento lá para sequestrar os filhos da Adriana, para estorquear o marido. Ele fala também do envolvimento dela com segurança Anderson. E chega então dia 26 de março de 2007, o inquérito policial foi concluído.
Adriana apontada como mandante do assassinato do marido. E aí, segundo as investigações, para conseguir executar o crime, ela teria oferecido recompensas financeiras aos comparsas. Embora esse valor exato ele não fique claro naquele momento nem em que momento Adriana teria pago esses comparsas, mas já chamava atenção aquela movimentação de conta bancária de alto valor.
Adriana, ela acaba presa dia 20 e poucos de janeiro de 2007, alguns dias depois do assassinato. E com o encerramento do inquérito, a polícia apontou então o Anderson Silva de Souza como atirador, o Ednei Gonçalves como piloto da moto usado na execução, onde utilizaram, né, a moto que pertencia a Ronaldo Amaral. Ainda segundo a investigação, a Adriana, ela teria contado com a ajuda da Janaína Oliveira, professora e amiga dela, né, esposa de Anderson, para arquitetar aquele crime.
E a acusação da polícia também se estende ao cabo da PM, Marco Antônio, que trabalhava na segurança da fazenda e que teria participado do planejamento tático e da execução. Por fim, o motorista da van, Robson de Andrade Oliveira, o amante da Adriana, também entrou naquele círculo de suspeitos da trama. Ele foi investigado por quê? Porque ele estava ligado, né, à viúva e aqueles acontecimentos que antecederam a morte do Renê.
Em 27 de junho de 2008, a Adriana, ela consegue a liberdade, minha gente. É isso mesmo. Um pouquinho mais de um ano. Ela consegue essa liberdade por meio de um Abias Corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. E a decisão não significava uma absolvição, mas também não encerrava uma acusação.
Mas o fato é que ela presa não ficou, né? E isso se dá porque havia um excesso de prazo na prisão cautelar, né? Ou seja, Adriana estava presa por muito tempo sem que o processo tivesse chegado ao julgamento definitivo. Até que em 9 de julho de 2009, uma das primeiras grandes respostas judiciais desse caso acontece quando os ex-seguranças Anderson Silva e Souza Ednei Gonçalves Pereira, eles foram condenados a 18 anos de prisão como executores desse crime.
Em 2010, Renata Sena, a filha do Renê, ela realizou o exame de DNA, que confirmou que ela sim era filha biológica do milionário. Ainda naquele ano, a Adriana, que estava em liberdade volta a chamar a atenção da polícia, porque chega dia 24 de fevereiro de 2010, ela registra um suposto roubo na fazenda Nossa Senhora da Conceição.
Segundo o relato apresentado por ela, vários eletrodomésticos tinham sido roubados da fazenda, roupas e até o quadriciclo do Renê, né? E aí o delegado [roncando] Newton Silva da DP de Rio Bonito, o mesmo delegado que havia atuado na fase inicial de investigação do assassinato do Renê, ele vai atender a ocorrência. E aí ele acha muito estranho, porque como é que as pessoas retirariam aqueles imóveis de dentro da fazenda? Só se fosse uma mudança, um caminhão que tivesse passando com muitos móveis roubados, né? e aquilo não fazia muito
sentido. Eles também não encontram ali o responsável pelo roubo. Dava até uma impressão assim que as coisas foram vendidas, sei lá, desapareceram, enfim, ou doadas várias possibilidades. Por fim, 3 de dezembro de 2011, a Adriana Ferreira Almeida, ela foi levada ao primeiro julgamento pelo Tribunal do Júri em Rio Bonito, acusada de matar o marido rico dela.
E nesse julgamento ela admitiu, tá, que ela sim tinha um amante meses antes da morte do marido. E mesmo assim, naquele primeiro júri, a tese da acusação não foi suficiente para convencer os jurados que decidiram absolver essa mulher. Só o que acontece é que depois do julgamento surgiu uma denúncia feita pelo Otávio dos Santos Pereira, genro do Renê Sena, que acaba apontando ali uma quebra de incomunicabilidade entre os jurados.
No Tribunal do Júri, os jurados, eles precisam permanecer isolados e não podem conversar entre si, com testemunhas ou com pessoas de fora sobre o caso. E essa regra existe para evitar qualquer influência indevida na decisão. E segundo essa denúncia feita por ele, dois dos jurados teriam ido a um posto de combustível em frente ao hotel onde eles estavam hospedados.
E a situação foi considerada irregular, acabou servindo de fundamento paraa anulação do julgamento pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2014. E nesse período a Adriana, ela chega a tentar ali um acordo para dividir a fortuna com a filha do Renê, que acabou recusando a proposta. Com isso, a absolvição de Adriana caiu e ela teve que ser submetida a um novo tribunal do Júri que ocorreu lá em dezembro de 2016.
Durou 3 dias de julgamento. Eu não vou me adentrar nesse assunto porque vai ficar gigantesco o vídeo, mas dessa vez a Adriana, ela foi condenada a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Porém, a defesa recorre e aí na prática Adriana, ela não fica presa naquele momento. condenada, mas em processo de recurso, a disputa pela fortuna continuou na vara cível.
Em 7 de fevereiro de 2018, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anula o testamento de outubro de 2006, aquele que beneficiava Adriana com 50% da herança. E pra justiça, o documento havia sido resultado de uma fraude manipulação, já que o Renê teria sido influenciado pela esposa que planejava aí a sua morte. Aquele ano de 2018, depois do avanço dos recursos, saiu uma determinação de cumprimento de pena pra Adriana presa, só que aí ela não foi encontrada, considerada inclusive foragida até que ela foi localizada em Tanguá, na região
metropolitana do Rio de Janeiro e acaba detida, sendo levada à prisão. Aí o que acontece, minha gente, é que em 2020 ela consegue uma progressão de regime. Ela recebeu uma autorização para passar o Natal com a mãe dela em Tanguá e deixa então o regime fechado para cumprir pena no regime semiaberto e depois disso ela passa a cumprir pena em prisão bergue domiciliar sem tornozeleira eletrônica, aguardando a progressão para regime aberto.
E ainda que se somar o tempo de prisão, vocês vão ver que é pouco, mas bem pouco, mas o Brasil é assim mesmo. Em março de 2021, a Fazenda Nossa Senhora da Conceição, que já estava abandonada e havia sido saqueada ao longo dos anos, foi vendida em leilão judicial por R milhões deais. E aí vem 11 de maio de 2021, o Superior Tribunal de Justiça nega o recurso que a Adriana tenta, né, ali validar ainda o testamento a favor dela.
E na prática ela perdia ali mais uma tentativa, né, de retomar aquele direito à fortuna deixada pelo marido. Em novembro daquele ano, a justiça autoriza então que a Renata, filha de Renê, recebesse 43,6 milhões deais correspondente à metade da fortuna corrigida. E essa parte era considerada a parte da filha, os 50%. Quanto a Adriana, ela foi declarada oficialmente indigna.
Ela ali não receberia de jeito nenhum nenhum valor do marido. Esse documento ele foi divulgado em 2022. Sem direito da fortuna de Renê, a Adriana já carregava até outro sobrenome, porque ela se casa novamente e passa a assinar como Adriana Ferreira Almeida Nascimento. Um ponto bem curioso nessa disputa apareceu depois disso, porque segundo a reportagem da Record, a Renata Sena, ela entra com recurso, a filha do Renê entra com recurso depois de toda essa briga judicial, onde ela tentava dividir a herança com a Adriana.
É isso mesmo, com a madrasta. E esse argumento citado era porque a Adriana, ela não teria ali uma intenção de matar o Renê no momento que o testamento foi assinado, três meses antes do crime, né? Mas sem acesso a esse recurso, eu não sei dizer para vocês exatamente o por que a Renata fez esse pedido, embora ela odiasse essa madrasta.
A herança ainda daria muito pano pra manga, porque em setembro de 2023, o que que a Renata faz? A filha do Renê, ela apresenta uma petição, alegando que os testamentos anteriores, que incluíam os tios dela, os primos, né, um primo, na verdade, se perdeu a validade. Então, ela defende que ela era a nova herdeira. Tanto que no dia 4 de junho de 2024, o advogado dos irmãos de Renê entraram com um pedido de nulidade desse testamento, tentando impedir que a Renata ficasse com toda a fortuna e que os irmãos, né, ficassem com a metade, ela com a outra
metade. Em 30 de julho de 2024, a primeira vara cívil do Rio Bonito negou o pedido dos irmãos e manteve válido qual? O testamento feito em março de 2006, onde a Renata Sena era a única e legítima herdeira da fortuna do pai que hoje é estimada a R$ 100 milhões deais. Portanto, a partir disso, cada um seguiu a sua própria vida.
Adriana, ela não recebeu esta herança, mas ela sabe que o que ela adquiriu enquanto casada levaria muitos anos para ela conseguir, né, em trabalho comum, ou talvez nem conseguisse. A filha do Renê, portanto, é a única beneficiada da herança do pai milionário. Os irmãos do Renê não tiveram direito nenhum. E como se nota, o Renê, ele não estava preparado para aproveitar quando a sorte lhe bateu a porta.
Ele não sabia lidar com dinheiro, não valorizou quem de fato cuidou de suas feridas, literalmente. E sequer ele se atentou que quando a gente tá com a vida boa, meu amigo, ah, quando a gente tá com a vida boa, brota amor até do quinto dos infernos. Eu inclusive busquei saber se ele tinha, né, presenteado aí a ex-mulher Malvina, que por anos conviveu com ele em meio a dificuldade e as cachaçadas, mas eu não encontrei nada.
Segundo os moradores locais da terra natal lá da família do Renê, o túmulo dele é pouco visitado e tão simples como tantos outros daquele cemitério. Isso não é sobre dinheiro, é sobre ingratidão. Que queira ou não queira, o Renê, ele substituiu os irmãos que sempre cuidaram dele para com uma mulher nova, bonita e carinhosa, que conseguiu dar fim nele em um pouco mais de um ano e meio por conta de um dinheiro que ele ganhou e sequer deu tempo deste homem realizar os seus sonhos.
Me conta o que que tu pensa a respeito desse caso. Vou ficando por aqui. Um grande beijo e que o universo nos abençoe. He.