“FOI CULPA DELE!”: Sobrinho de empresária debocha ao ser preso, joga culpa em bombeiro aposentado e gera troca de acusações no Caso Berenice
“FOI CULPA DELE!”: Sobrinho de empresária debocha ao ser preso, joga culpa em bombeiro aposentado e gera troca de acusações no Caso Berenice

A dor da perda violenta e a busca por respostas para um crime motivado por ganância ganharam capítulos de profunda indignação e tensão no litoral de São Paulo. O brutal assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, uma trabalhadora idosa de 60 anos executada e arremessada de um penhasco por cobrar verbas rescisórias de sua ex-patroa, transformou-se em uma ruidosa disputa de versões e acusações cruzadas entre os próprios envolvidos na barbárie.
À medida que as peças do inquérito policial foram sendo encaixadas pela Polícia Civil, a postura de frio desdem e a tentativa descarada de empurrar a responsabilidade do homicídio para os cúmplices chocaram a opinião pública.
A captura de Nei Magnus, sobrinho da empresária Eliane e último integrante do trio a ser preso, acendeu um tenso confronto de narrativas com o bombeiro aposentado Erimar Castilho, namorado da ex-patroa, expondo a covardia daqueles que planejaram e executaram a tragédia de Ubatuba.
A Atitude Debochada do Sobrinho e a Tentativa de Exonerar-se
A prisão de Magno dos Santos Neri Barbosa, conhecido popularmente como “Nei Magnus”, ocorreu após dias de buscas intensas. Escondido em uma área de mata de difícil acesso e recebendo auxílio logístico de familiares para fugir das equipes policiais, o jovem percebeu que o cerco estava irreversivelmente fechado e decidiu entregar-se acompanhado por seu advogado na delegacia.
No entanto, o que mais chamou a atenção das autoridades e dos jornalistas presentes no momento de sua prisão preventiva foi a sua atitude e o seu semblante.
Nei caminhou pelas dependências policiais ostentando um sorriso debochado e uma postura de total desrespeito à gravidade do crime cometido contra a idosa.
Durante os questionamentos iniciais sobre a sua participação na agressão, sequestro e morte de Berenice, Nei tratou imediatamente de tentar lavar as mãos. Em tom inflamado, o jovem alegou ser apenas um passageiro inocente que se assustou com os acontecimentos, afirmando categoricamente que toda a idealização, os disparos de arma de fogo e a decisão de jogar a vítima no penhasco partiram exclusivamente do bombeiro aposentado Erimar, namorado de sua tia Eliane.
A Reação Indignada do Bombeiro Aposentado: “Esse debochado participou de tudo!”
A tentativa de Nei Magnus de se esquivar da responsabilidade e colocar o bombeiro reformado no centro de toda a execução provocou uma reação imediata e feroz por parte de Erimar Castilho. Detido anteriormente pela Polícia Civil após o rastreamento de seu aparelho celular e a apreensão do veículo utilizado no crime, o ex-militar não aceitou a versão apresentada pelo sobrinho da namorada.
Reagindo com indignação às declarações do jovem, Erimar rebateu o depoimento de Nei de forma contundente perante os investigadores.
O bombeiro aposentado acusou o rapaz de ser um mentiroso manipulador e reforçou que Nei teve uma atitude ativa e violenta do começo ao fim da agressão contra a cozinheira.
“Mentira! Esse debochado participou de tudo desde o primeiro minuto! Ele segurou a dona Berenice na porta do restaurante para ela apanhar, ajudou a empurrar a coitada para dentro do carro e estava do nosso lado quando tudo aconteceu! Ele não é nenhum coitadinho assustado!”
A troca de acusações entre os dois homens escancarou a fragilidade do pacto de silêncio montado pelo trio após o homicídio. Diante da iminência de penas severas em regime fechado, a cumplicidade que antes uniu a ex-patroa, o namorado e o sobrinho ruiu rapidamente em um jogo de empurra sobre quem de fato puxou o gatilho no banco traseiro da caminhonete.
A Troca de Acusações no Caso Berenice Ramos:
• A Postura de Nei Magnus: Entregou-se sorrindo, alegou surpresa e acusou Erimar de ser o único executor.
• A Resposta de Erimar: Reagiu indignado, chamou Nei de debochado e afirmou que ele segurou a idosa.
• A Versão de Eliane: Mentiu sobre pagamento em dinheiro e tentou mascarar a briga por verbas trabalhistas.
• As Provas Periciais: Sangue na caminhonete, armas apreendidas e geolocalização conectando o trio.
• As Decisões Judiciais: Prisão preventiva mantida para os três envolvidos por homicídio qualificado.
O Inquérito Técnico: As Provas Periciais que Desmentem os Suspeitos
Apesar da ruidosa lavagem de roupa suja travada entre Nei Magnus e Erimar Castilho, o trabalho minucioso e técnico da Polícia Civil de São Sebastião — liderado pelo comissário Tadeu Ricardo de Castro — não se pautou pelas versões de autoproteção contadas pelos criminosos. O conjunto probatório reunido no inquérito desmontou tanto o deboche do sobrinho quanto as justificativas do bombeiro aposentado.
A perícia balística confirmou que uma das armas de fogo apreendidas no imóvel da empresária Eliane foi a mesma utilizada para efetuar os dois disparos contra a região abdominal de Berenice.
Além disso, a análise de geolocalização das antenas de telefonia móvel comprovou que os aparelhos de Eliane, Erimar e Nei Magnus realizaram exatamente o mesmo percurso integrado.
Os três dados técnicos desmentiram a narrativa de passividade de Nei: as antenas e os registros de câmeras de monitoramento confirmam que ele esteve presente no momento do sequestro da idosa na porta do comércio em Ubatumirim, acompanhou o trajeto de agressões dentro da caminhonete até o litoral do Rio de Janeiro e participou do momento em que o corpo da cozinheira foi arremessado do penhasco em Angra dos Reis.
A Farsa da Funilaria e as Ameaças às Testemunhas
O desespero dos acusados para tentar ocultar as marcas da barbárie levou o grupo a cometer uma série de fraudes processuais. Após jogarem a idosa ferida do alto da ribanceira sem prestar qualquer tipo de socorro médico, os três retornaram para Ubatuba e tentaram apagar os vestígios de sangue no veículo.
Erimar ficou encarregado de levar a caminhonete a uma oficina de funilaria e bate-chapas, retirando as placas do veículo e alegando aos mecânicos que as perfurações de projétil haviam sido causadas por um “disparo acidental”.
Trabalhadores e vizinhos do estabelecimento que estranharam as manchas de sangue foram alvo de graves ameaças veladas por pessoas ligadas aos suspeitos para que não relatassem o fato às autoridades.
A tentativa de silenciar a comunidade e forjar um pagamento fictício de R$ 2.600 em dinheiro para Berenice não resistiu ao trabalho de inteligência policial. Com a confirmação das agressões físicas testemunhadas por comerciantes locais e o encontro das armas de fogo na casa de Eliane, a farsa do trio ruiu por completo.
A Cobrança por Justiça Implacável e o Fim da Impunidade
A atitude debochada de Nei Magnus ao ser preso e a troca de acusações entre ele e o bombeiro aposentado Erimar reavivaram a revolta de familiares, amigos e de toda a população que acompanhou o Caso Berenice Ramos. A imagem de uma senhora idosa que trabalhou exaustivamente no restaurante da família para no fim ser agredida, alvejada e jogada em um penhasco por exigir seus direitos trabalhistas tornou-se um símbolo da luta contra a violência e o arbítrio patronal.
A Justiça manteve a prisão preventiva dos três envolvidos — Eliane, Erimar e Nei Magnus —, que responderão perante o Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima, sequestro e ocultação de cadáver.
A expectativa da comunidade e dos órgãos de defesa dos direitos humanos é de que a responsabilização penal do trio seja severa e exemplar, provando que nem o deboche, nem o empurra-empurra de culpas podem apagar a gravidade de uma vida ceifada pela ganância.
Diante da postura debochada de Nei Magnus ao ser preso e do tenso confronto de acusações travado entre ele e o bombeiro aposentado Erimar sobre a responsabilidade pela morte da cozinheira Berenice Ramos em Ubatuba, como você avalia o comportamento de criminosos que tentam culpar uns aos outros quando são encurralados pela polícia?
You acredita que a decretação da pena máxima e a rigidez da Justiça para todos os envolvidos — executores e cúmplices — são fundamentais para dar uma resposta à altura para a família da idosa e para a sociedade?
Convidamos todos os leitores a participarem desta reflexão e a deixarem suas opiniões e análises sobre o caso na seção de comentários abaixo.