“EU PASSO POR CIMA DE TUDO E ATÉ DELA!”: Pastor José Carlos de Lima gera revolta ao defender machismo no púlpito, e racha na Assembleia de Deus expõe crise do legalismo
“EU PASSO POR CIMA DE TUDO E ATÉ DELA!”: Pastor José Carlos de Lima gera revolta ao defender machismo no púlpito, e racha na Assembleia de Deus expõe crise do legalismo

A Assembleia de Deus, uma das maiores e mais respeitadas instituições evangélicas do Brasil e do mundo, atravessa um dos períodos mais conturbados de sua história recente. A proliferação de vídeos registrados em cultos presenciais e reuniões ministeriais tem exposto ao público conversas, contendas e posicionamentos doutrinários que desafiam a própria ética cristã. No centro do furacão está o pastor José Carlos de Lima, presidente da Assembleia de Deus na Paraíba, cuja liderança rústica, autoritária e inflexível virou motivo de debates inflamados entre teólogos, pastores e fiéis de todo o país.
Conhecido por suas falas sem rodeios e por um estilo de pregação moldado no antigo sistema militarista dos anos 1970, o pastor paraibano acumula controvérsias ao atacar comportamentos cotidianos.
Suas declarações sobre o papel da mulher no casamento, a obrigatoriedade financeira e a proibição rígida de usos e costumes levantaram acusações de machismo e abuso de autoridade pastoral.
A crise institucional aprofundou-se após episódios em que membros de congregações locais tentaram expulsar obreiros e chegaram a rebelar-se abertamente contra as decisões da convenção, desencadeando um racha entre os defensores da tradição rígida e os defensores de uma abordagem pastoral moderna.
A Fala do “Rei da Casa” e a Defesa da Intimidação Conjugal
Uma das declarações mais chocantes do pastor José Carlos de Lima que viralizou nas redes sociais envolve o ambiente doméstico e a hierarquia familiar. Durante um ensinamento em convenção, o líder religioso usou o microfone do púlpito para afirmar que o homem é o governante absoluto do lar e não deve aceitar qualquer tipo de restrição impostas pela esposa.
Para ilustrar seu ponto de vista, o pastor descreveu uma cena cotidiana na qual a mulher está higienizando o chão da residência e pede para o marido aguardar o piso secar antes de entrar.
Em tom agressivo, o líder evangélico defendeu a imposição da força física e moral do marido sobre a esposa.
Linha do Tempo das Controvérsias do Pastor José Carlos de Lima:
• O Púlpito do Rigor: Pastor defende que o homem deve "passar por cima da mulher" para impor autoridade.
• Menosprezo Financeiro: Afirma que fiéis e obreiros não dizimistas "não valem uma prata furada".
• Usos e Costumes Rígidos: Proibição severa do uso de barba, corte de cabelo feminino e prática de futebol.
• Revolta nas Congregações: Membros da AD Paraíba recusam novos pastores e fecham portas de templos.
• O Contraponto Teológico: Pastor Oziel Gomes critica o legalismo e alerta que a rigidez afasta jovens.
A postura do pastor gerou repúdio imediato entre fiéis e teólogos, que destacaram que a doutrina bíblica expressa no Novo Testamento ordena ao marido amar a esposa como Cristo amou a igreja, com mansidão e sacrifício, e não com truculência.
“Se o marido chegar do trabalho cansado e a mulher estiver passando o pano na casa pelo beco, e ela disser que ele não pode entrar, ele tem que passar por cima de tudo! O homem é o rei da casa! Se eu chegar e a mulher disser que eu não posso entrar, eu passo por cima de tudo, passo por cima até dela! Quem ela pensa que é para me impedir?”
O Menosprezo aos Não Dizimistas e o Constrangimento aos Obreiros
Além da defesa de condutas conjugais autoritárias, a condução financeira exercida pelo pastor José Carlos de Lima tornou-se outro ponto de forte desgaste. Em gravações de plenárias de obreiros, o líder evangélico costuma humilhar publicamente auxiliares e evangelistas que deixam de contribuir com ofertas ou dízimos nos cultos semanais.
Usando expressões depreciativas, o presidente da convenção paraibana chegou a declarar que a opinião de um membro da igreja só possui valor caso seu nome esteja devidamente cadastrado nos livros contábeis da instituição.
Para o pastor, quem não contribui financeiramente é qualificado como um “parasita” dentro da estrutura eclesiástica.
“Quando vejo alguém muito cheio de razão, eu digo: ‘Vá ver se o nome dele está lá no livro da igreja como dizimista!’. Se não está, não tem valor para mim. Pode ser quem for, para mim não vale uma prata furada! Como pagamos os impostos e ajudamos se não contribui? É um parasita na obra!”
ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO E VEJA O CONFRONTO ENTRE OS PASTORES E OS BASTIDORES DAS CONFUSÕES NAS IGREJAS NO VÍDEO EXIBIDO AO LONGO DESTA MATÉRIA!
A atitude de condicionar o valor espiritual do fiel à sua capacidade financeira diverge abertamente dos ensinamentos cristãos, provocando o afastamento de membros humildes que enfrentam dificuldades financeiras e desemprego.
Barba, Cabelo e Futebol: A Guerra contra os Usos e Costumes
A pauta ultraconservadora do pastor José Carlos estende-se ao controle minucioso da aparência física e do lazer dos congregados. Seguindo o antigo modelo da Assembleia de Deus Missão, o líder proíbe terminantemente que homens usem barba, deixem o cabelo crescer ou pratiquem desportos como o futebol.
Durante os cultos de doutrina, o pastor costuma ironizar membros jovens, alegando que a ausência de barbear e o cabelo comprido criam “confusão visual entre homens e mulheres”.
Ele também prega que praticar esportes ou usar calções é um desvio espiritual incompatível com a salvação.
Em contrapartida, teólogos e estudantes da Bíblia ressaltam que não existem bases escriturísticas para proibir a barba — visto que profetas e patriarcas do Antigo Testamento a ostentavam — ou para condenar a prática de atividades físicas para a saúde.
A imposição dessas regras de cultura local como se fossem doutrinas divinas tem provocado o esvaziamento progressivo dos templos e gerado revolta entre a juventude evangélica.
Revolta nas Congregações e Tentativa de Expulsão de Pastores
O ápice do descontentamento com a gestão do pastor José Carlos de Lima culminou em episódios de desordem e revolta no interior dos templos da Assembleia de Deus na Paraíba. Em diversas congregações locais, membros e oficiais da igreja recusaram-se a aceitar as ordens de substituição de pastores enviadas pela diretoria da convenção.
Em um dos vídeos mais graves gravados dentro de um templo no interior do estado, membros revoltados chegaram a fechar as portas da igreja no domingo, impedindo a realização dos cultos.
Os fiéis acusaram diretamente o pastor presidente de ser o único culpado pela desunião e exigiram a sua renúncia imediata do cargo.
A multidão recusou-se a receber o pastor substituto enviado pela convenção, exigindo a permanência do líder local que contava com a simpatia da comunidade.
O clima de tensão exigiu a intervenção do vice-presidente da instituição, que precisou mediar o conflito diante de gritos de protesto e acusações de autoritarismo impostas pelo sistema tradicional.
O Confronto de Visões: O Legalismo do Pastor José Carlos contra a Graça de Oziel Gomes
A crise na Assembleia de Deus expôs o contraste marcante entre duas gerações de líderes evangélicos no Brasil. De um lado, o pastor José Carlos representa o “coronelismo” e eclesiástico das décadas passadas, pautado pelo medo, pela rigidez e pela imposição do silêncio no púlpito.
Do outro lado, preogadores e teólogos contemporâneos, como o pastor Oziel Gomes, defendem um ministério focado na graça, na literatura bíblica e no acolhimento da juventude.
Em suas pregações, o pastor Oziel tem alertado para o perigo de líderes que “coam um mosquito e engolem um camelo”, cobrando aparências externas enquanto ignoram condutas éticas fundamentais.
Oziel ressalta que a tradição cega e os dogmas humanos estão esvaziando os templos brasileiros, pois os novos convertidos não suportam o peso de fardos religiosos que não possuem respaldo na Bíblia Sagrada.
O debate que divide a Assembleia de Deus demonstra que o futuro da instituição dependerá da capacidade de seus líderes em discernir entre os princípios eternos do Evangelho e a cultura de regras humanas que afastam as pessoas da fé.
Diante das polêmicas declarações do pastor José Carlos de Lima defendendo autoritarismo no lar, humilhando fiéis não dizimistas e proibindo costumes como barba e futebol, como você avalia o impacto do legalismo religioso na permanência dos jovens nas igrejas?
You acredita que a liderança eclesiástica deve priorizar o acolhimento e a doutrina bíblica essencial em vez de impor costumes e regras humanas sobre a vida dos fiéis?
Convidamos todos os leitores a participarem ativamente dessa reflexão sobre liderança religiosa, ética cristã e liberdade de fé, registrando suas opiniões e análises na seção de comentários abaixo.