“ELA SAIU DO ARMÁRIO ATIRANDO!”: Mulher se esconde em guarda-roupa e tenta matar ex-marido a tiros na frente do filho de 8 anos
“ELA SAIU DO ARMÁRIO ATIRANDO!”: Mulher se esconde em guarda-roupa e tenta matar ex-marido a tiros na frente do filho de 8 anos

A crônica jurídica e policial brasileira frequentemente se depara com conflitos passionais e disputas de guarda de extrema complexidade, mas poucos casos atingiram níveis tão estarrecedores de frieza, premeditação e violência quanto o atentado cometido pela médica Lenise Fernandes Sampaio contra o ex-marido, o empresário Wellington Cruz. O crime, ocorrido no interior de um condomínio residencial na cidade de Jaraguá do Sul, no norte do estado de Santa Catarina, reuniu elementos dignos de um suspense cinematográfico: inconformada com o direito de visitação assegurado judicialmente ao pai no fim de semana de Dia dos Pais, a profissional de saúde alugou um imóvel no mesmo edifício, monitorou a rotina das vítimas, arrombou a fechadura do apartamento utilizando um cartão rígido, escondeu-se dentro do guarda-roupa por mais de uma hora e abriu fogo à queima-roupa com uma pistola calibre 9mm no momento em que o homem preparava o banho do filho do casal, uma criança de apenas oito anos que presenciou toda a tragédia.
As imagens gravadas pelo circuito fechado de televisão (CFTV) do edifício, requisitadas e periciadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, desestruturaram de forma contundente e imediata a versão inicial de legítima defesa apresentada pela acusada. Os vídeos comprovam a médica caminhando com calma pelos corredores, verificando o miolo da fechadura, manuseando telefones celulares e carregando bolsas onde ocultava o armamento letal. O choque entre a formação médica — cuja missão primordial é salvar vidas humanas — e o planejamento metódico de uma execução premeditada causou profunda indignação pública, reabrindo debates essenciais sobre a alienação parental extrema, os limites da obsessão no pós-divórcio e a proteção integral de menores de idade em contextos de litígio familiar severo.
Apesar de alvejado de surpresa a menos de um metro de distância e de travar uma luta corporal violenta enquanto a agressora tentava asfixiá-lo no chão do mezanino, Wellington Cruz encontrou forças na presença desesperada do filho para desarmar a mulher e gritar por socorro aos vizinhos do prédio. O empresário sobreviveu aos disparos, passou por procedimentos cirúrgicos de emergência e garantiu a guarda provisória do menino, enquanto Lenise foi detida em flagrante, tendo sua custódia convertida em prisão preventiva por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A repercussão do caso expôs as feridas abertas de um processo de separação que se arrastava há anos nos tribunais, demonstrando como o ódio desmedido e a recusa em aceitar a convivência paterna podem transformar disputas cíveis em episódios de violência armada irreversível.
O Histórico Conjugal e o Calvário da Alienação Parental
Para compreender a sequência de acontecimentos que culminou na emboscada no quarto duplex, é necessário reconstituir a trajetória de dez anos de casamento entre Wellington Cruz e Lenise Fernandes Sampaio. O casal viveu junto durante uma década em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde construiu patrimônio, estabeleceu laços profissionais e teve um filho. No entanto, o término do matrimônio marcou o início de uma batalha judicial litigiosa e agressiva pela definição da guarda e do regime de visitas da criança.
Após a separação formal, Lenise tomou a decisão unilateral de transferir sua residência para Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, levando consigo o filho menor. A mudança de estado impôs uma barreira geográfica que dificultou drasticamente o contato entre pai e filho. A partir desse momento, o empresário relatou ter vivido um calvário emocional e burocrático: a mãe passou a bloquear chamadas telefônicas, ignorar mensagens de aplicativos, recusar correspondências e descumprir deliberadamente os acordos de visitação homologados pela Justiça de Família.
Wellington chegou a relatar publicamente que permaneceu por mais de dez meses ininterruptos sem ter notícias concretas sobre o bem-estar do filho: “Fiquei dez meses sem saber se meu próprio filho estava vivo, porque ela não atendia nenhuma ligação e não retornava qualquer contato. É uma sensação desesperadora para um pai colocar a cabeça no travesseiro sem ter a certeza de que a criança está bem e em segurança”. Diante das sucessivas recusas, o empresário registrou mais de vinte boletins de ocorrência formais contra a médica por alienação parental e desobediência a ordens judiciais.
Lenise foi penalizada reiteradamente com multas pecuniárias aplicadas pelos magistrados em razão dos descumprimentos sistemáticos. Como resposta aos processos movidos pelo ex-marido, a médica formalizou três boletins de ocorrência nos quais acusava Wellington de calúnia, perseguição e violência psicológica, obtendo inclusive medidas protetivas de urgência no âmbito da Lei Maria da Penha para restringir a aproximação física do empresário.
O ambiente de conflito permanente nas esferas cível e criminal alimentou uma espiral de ressentimento que transformou a convivência familiar em uma disputa de poder destrutiva.
O Reencontro no Dia dos Pais: A Viagem de 1.100 km e a Falsa Calmaria
A oportunidade de reencontro entre Wellington e a criança ocorreu após o corpo jurídico do empresário obter uma decisão judicial expressa e favorável, assegurando a visitação no fim de semana comemorativo do Dia dos Pais. Pelo despacho do juiz da vara de família, o pai foi autorizado a buscar o menino diretamente na escola em Jaraguá do Sul na tarde de sexta-feira, devendo devolvê-lo no mesmo colégio na manhã de segunda-feira.
Mesmo visivelmente contrariada com a determinação da Justiça, Lenise liberou a saída do filho na instituição de ensino. Wellington viajou mais de 1.100 quilômetros a partir de Campo Grande para desfrutar daquele momento tão aguardado ao lado do filho. Com o objetivo de proporcionar conforto e privacidade à criança durante os dias de lazer, o empresário reservou um apartamento duplex mobiliado através de uma plataforma digital de hospedagem por temporada em um edifício residencial da cidade catarinense.
No entanto, a aparente aceitação da médica ocultava uma articulação sigilosa e criminosa. Incapaz de tolerar que o ex-marido exercesse o direito de conviver com o próprio filho, a profissional de saúde deu início a uma operação de rastreamento e espionagem para descobrir o local exato onde Wellington e o menino estavam instalados.
Utilizando artifícios de locação, a mulher alugou outra unidade no mesmo edifício residencial em que o ex-marido havia se hospedado, garantindo acesso livre às dependências comuns do condomínio, ao elevador, às garagens e aos corredores de circulação interna, passando a cronometrar as entradas e saídas do pai e da criança.
O Arrombamento com Cartão e a Espera no Guarda-Roupa
A reconstituição pericial elaborada a partir das gravações do circuito interno de câmeras do condomínio revelou a cronologia minuciosa dos atos praticados pela médica na tarde do atentado. As imagens registraram Lenise circulando com passos calculados pelo corredor do andar onde ficava o duplex de Wellington.
Em um primeiro momento, a médica aproximou-se da porta do apartamento, examinou atentamente o batente, a lingueta e a fechadura mecânica, desceu até as áreas comuns e passou horas sentada manipulando o aparelho celular enquanto aguardava que o ex-marido e a criança saíssem para um passeio de lazer na cidade.
Assim que o veículo do empresário deixou a garagem, Lenise retornou ao andar superior empunhando um objeto rígido metálico e plástico, semelhante a um cartão de crédito. Com movimentos treinados de alavanca, a mulher forçou o trinco lateral da porta e obteve êxito em destrancar o apartamento sem quebrar a fechadura ou provocar ruídos perceptíveis na vizinhança.
As câmeras registraram a acusada adentrando o imóvel carregando uma bolsa volumosa, dentro da qual transportava a pistola 9mm e a munição. Ela permaneceu no interior da unidade por aproximadamente seis minutos para inspecionar o mobiliário e selecionar o ponto cego ideal para a emboscada. Na sequência, saiu momentaneamente desprovida da sacola, conferiu o saguão e o pátio externo e, cerca de três minutos antes do horário em que o ex-marido e o filho retornariam, entrou definitivamente no duplex, trancou a porta por dentro e ocultou-se no guarda-roupa da suíte no piso superior.
Lenise permaneceu confinada na escuridão do guarda-roupa por mais de sessenta minutos em silêncio absoluto, aguardando pacientemente o momento exato em que a vítima estivesse desprevenida e desarmada.
“Eu vi um vulto no armário e quando falei calma ela começou a atirar a menos de um metro na frente do nosso filho!”
ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO DAS CÂMERAS DE SEGURANÇA QUE MOSTRARAM A INVASÃO E O CONFRONTO NO VÍDEO DESTA MATÉRIA!
A Emboscada a Tiros: Luta Corporal e o Desespero no Mezanino
Às 16h51, Wellington Cruz e o filho de oito anos retornaram ao apartamento duplex após o passeio. Pai e filho conversaram na sala de estar do andar térreo por alguns momentos. Em seguida, o empresário ouviu um estalo discreto vindo do piso superior, mas imaginou que se tratasse de sons comuns da estrutura predial ou de vento nas janelas.
Disposto a organizar o banho do menino antes do jantar, Wellington subiu as escadas em direção ao mezanino onde ficava a suíte principal. Ao alcançar o centro do quarto, o empresário foi subitamente surpreendido pelo movimento brusco das portas do guarda-roupa. De dentro do compartimento, Lenise surgiu com a pistola calibre 9mm empunhada com ambas as mãos, apontando o cano diretamente para o tórax do ex-marido a uma distância inferior a um metro.
Ao reconhecer a mãe de seu filho empunhando a arma de fogo, o empresário tentou intervir verbalmente em tom desesperado: “Calma, Lenise, calma!”. No entanto, a mulher acionou o gatilho de imediato, efetuando disparos consecutivos. Sem qualquer margem para fuga pela escada estreita, Wellington adotou a única reação possível de sobrevivência: projetou seu corpo contra a atiradora para conter os tiros.
Mesmo ferido pelos projéteis que perfuraram seu corpo, o homem travou uma luta corporal violenta no piso do quarto, conseguiu torcer o braço da agressora e arremessar a pistola para longe, fazendo o armamento deslizar para debaixo de uma cama. Desprovida da arma de fogo, Lenise avançou com as duas mãos sobre o pescoço do ex-marido ensanguentado, tentando asfixiá-lo e sufocá-lo enquanto o homem perdia forças sobre o chão.
Alertado pelo estrondo dos disparos de arma de fogo e pelos gritos desesperados do pai ecoando pelo imóvel — “Socorro, socorro, eu vou morrer, chama o SAMU!” —, o menino de oito anos subiu as escadas correndo e encontrou a cena aterradora de seus próprios pais ensanguentados em combate físico no piso do mezanino.
O Socorro dos Vizinhos, a Prisão em Flagrante e o Resgate da Criança
O som dos cinco disparos de pistola 9mm e os pedidos de socorro foram ouvidos com clareza por moradores de apartamentos vizinhos e pelo síndico do edifício residencial. A administração do condomínio acionou imediatamente a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), informando a ocorrência de tiros com vítima grave em uma das unidades locadas.
As viaturas da Polícia Militar chegaram ao local em menos de cinco minutos. Ao perceber a movimentação tática dos policiais armados no corredor, Lenise Fernandes Sampaio foi a primeira a abrir a porta e deixar o apartamento duplex, apresentando-se descalça, despenteada e com arranhões resultantes da luta corporal com a vítima.
Logo atrás da mãe, o menino de oito anos saiu em estado de choque e pânico absoluto. Testemunhas e policiais registraram o momento comovente em que a criança recuou o corpo e evitou ativamente o abraço da mãe no corredor, buscando abrigo imediato e proteção junto aos policiais militares que ingressavam na unidade para prestar socorro.
No mezanino, os socorristas e policiais encontraram Wellington deitado no chão ensanguentado, lúcido porém muito debilitado pelos ferimentos a bala. A equipe médica do SAMU realizou os primeiros procedimentos de estabilização hemodinâmica no local e transferiu o empresário com urgência para o Hospital São José de Jaraguá do Sul, onde ele passou por cirurgias para drenagem e reparação das lesões causadas pelos projéteis.
A médica Lenise Fernandes Sampaio recebeu voz de prisão em flagrante no próprio corredor do condomínio e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil para a formalização do auto de prisão em flagrante por tentativa de homicídio qualificado.
A Falsa Legítima Defesa e o Indiciamento por Crime Premeditado
Em seu interrogatório na delegacia e por meio de comunicados emitidos por sua defesa técnica, Lenise Fernandes Sampaio tentou construir uma narrativa de legítima defesa. A médica sustentou que teria ido ao imóvel apenas para conversar sobre a rotina da criança e que Wellington teria iniciado uma discussão agressiva, tentando estrangulá-la, momento em que ela teria efetuado os disparos para preservar a própria vida. A defesa anexou fotografias de escoriações no corpo da investigada para tentar respaldar a tese.
No entanto, o delegado de polícia responsável pelo inquérito e o Ministério Público de Santa Catarina descartaram de plano a hipótese de legítima defesa após confrontarem as declarações com o laudo pericial do Instituto Geral de Perícias (IGP) e as imagens das câmeras de segurança:
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O arrombamento clandestino com cartão e a entrada não autorizada no imóvel configuraram invasão premeditada;
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A ocultação voluntária dentro do guarda-roupa por mais de uma hora evidenciou a intenção deliberada de montar uma emboscada letal;
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Os disparos foram realizados de surpresa, à queima-roupa, sem qualquer discussão prévia ou espaço para diálogo;
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As marcas e arranhões no corpo da médica decorreram unicamente dos atos de autodefesa praticados pela vítima para desarmá-la e cessar a agressão.
Diante da robustez das provas materiais e testemunhais, Lenise foi denunciada formalmente por tentativa de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada que impossibilitou a defesa da vítima), sob a capitulação do artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal Brasileiro. Em caso de pronúncia e condenação pelo Tribunal do Júri, a médica poderá cumprir uma pena privativa de liberdade que varia de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado.
O Impacto Emocional na Criança e a Guarda Provisória com o Pai
Após receber alta hospitalar e passar pelos procedimentos de recuperação física, Wellington Cruz retornou para Campo Grande ao lado do filho de oito anos. A Vara de Família concedeu a guarda provisória exclusiva da criança ao pai, garantindo que o menino permaneça em ambiente familiar acolhedor sob os cuidados do genitor e da avó paterna enquanto o processo criminal contra a mãe segue em tramitação.
Apesar do alívio pela sobrevivência, o empresário expressou a dor profunda de administrar o impacto psicológico da tragédia sobre o filho, que presenciou a luta física e a violência armada: “Hoje eu estou feliz por estar vivo ao lado dele, mas meu coração se aperta ao pensar no futuro. O que eu vou dizer para o meu filho quando ele me perguntar por que a mãe está presa? Vou dizer que foi um acidente ou que ela tentou tirar a minha vida na frente dele?”, desabafou Wellington.
O menino recebe suporte psicológico profissional contínuo para tratar os traumas decorrentes do episódio. O caso de Jaraguá do Sul permanece como um alerta severo e estarrecedor sobre os perigos da alienação parental levada ao extremo e sobre a necessidade inegociável de respeito às decisões judiciais antes que disputas familiares degenerem em tragédias irreversíveis.
Como você avalia a premeditação da médica ao invadir o apartamento e se esconder no guarda-roupa para atirar contra o ex-marido?
Você acredita que a Justiça deve aplicar o rigor máximo da lei em casos de tentativas de homicídio decorrentes de disputas de guarda e alienação parental?
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