CASO BERENICE: A TEIA DE MISTÉRIOS E AS NOVAS PRISÕES QUE ABALARAM UBATUBA
O trágico e complexo homicídio da senhora Berenice, ocorrido no dia 30 de junho de 2026 no litoral norte de São Paulo, ganhou novos e decisivos capítulos. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião concluiu o inquérito policial relativo ao crime, desencadeando uma série de mandados de prisão preventiva que lançam luz sobre uma intrincada rede de cumplicidade e ocultação de provas.
Após a manifestação favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva de três investigados centrais no esquema: Eliane, conhecida como a “patroa” da vítima (que já se encontrava em prisão temporária), seu atual companheiro, o bombeiro Irimar Castilho, e o sobrinho de Eliane, cuja identidade mantida sob sigilo investigativo não impediu sua inclusão na lista de procurados pela Justiça.
A Captura de Irimar Castilho e o Papel do Bombeiro no Crime

Diferente de especulações anteriores que apontavam para ex-companheiros de Eliane —, a Polícia Civil confirmou que o indivíduo capturado recentemente é Irimar Castilho. O relacionamento, iniciado no começo do ano segundo registros em redes sociais, colocou o bombeiro no centro das atenções das autoridades policiais.
Segundo as investigações apuradas até o momento, Irimar é acusado de responder pelos crimes de:
Homicídio (como coautor ou participante da ação delitiva);
Ocultação de cadáver;
Fraude processual.
A tese principal da polícia indica que, embora a autoria dos disparos/agressão fatal seja atribuída a Eliane, Irimar teria desempenhado papel fundamental na logística posterior ao crime. O bombeiro teria atuado ativamente na tentativa de apagar vestígios, incluindo o envio do veículo utilizado na ação para conserto e a manipulação de potenciais provas.
Apesar do período de cerca de vinte dias em liberdade após o crime — tempo no qual dados do celular do suspeito chegaram a ser apagados —, perícias técnicas da Polícia Civil conseguiram recuperar arquivos vitais para fundamentar o pedido de prisão preventiva.
O Sobrinho Foragido e as Lacunas da Investigação
Enquanto Irimar Castilho aguarda audiência de custódia e Eliane permanece custodiada, as atenções da polícia se voltam para a localização do terceiro envolvido: o sobrinho de Eliane, que se encontra foragido.
A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses sobre a exata participação do sobrinho:
Auxílio na ocultação: Apoio direto no transporte do corpo de Berenice até a área de matagal em Angra dos Reis (RJ), onde a vítima foi localizada após 15 dias de busca;
Condução e apoio logístico: Atuação como motorista ou cobertura durante o deslocamento entre o local do crime e o local de descarte;
Presença no momento da execução: Participação direta nas etapas iniciais do homicídio em Ubatuba.
A decretação da prisão do sobrinho indica que a análise dos dados resgatados e depoimentos colhidos já apontam indícios concretos de sua cooperação no planejamento ou na execução dos atos criminosos.
Próximos Passos do Judiciário
Com a conclusão do inquérito pela DIG de São Sebastião, o processo segue para a fase judiciária. A Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a celeridade e o rigor técnico na elucidação do caso, enquanto buscas prosseguem para capturar o suspeito foragido e fechar a dinâmica completa dos fatos que chocaram a região de Ubatuba e Angra dos Reis.