“EU ESTAVA CANSADO PELA SAÚDE OU POR TUDO O QUE ACONTECIA LÁ?”: O bispo Francisco de Assis rompe com a Igreja Universal e revela os bastidores do ministério.

“EU ESTAVA CANSADO PELA SAÚDE OU POR TUDO O QUE ACONTECIA LÁ?”: O bispo Francisco de Assis rompe com a Igreja Universal e revela os bastidores do ministério.

A decisão de romper com uma instituição religiosa à qual se dedicou quase meio século de existência representa um dos movimentos mais dramáticos e complexos na trajetória de um líder eclesiástico. Quando décadas de fidelidade irrestrita, renúncias familiares e missões transcontinentais colidem com a rigidez burocrática, metas implacáveis e a falta de sensibilidade humana para com a velhice, o desfecho costuma ser doloroso. O caso que comoveu milhares de fiéis e sacudiu os bastidores do meio evangélico brasileiro traz como protagonista o bispo Francisco de Assis, pioneiro da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que decidiu tornar público o seu desligamento oficial após 47 anos de membresia e 46 anos ininterruptos de ministério pastoral.

Ao lado de sua esposa, dona Margarida, o religioso de 73 anos publicou um pronunciamento em tom de desabafo e reflexão, expondo a realidade oculta das jornadas exaustivas, as cobranças hierárquicas desmedidas e a deterioração de sua saúde física. Longe de demonstrar ódio ou desejar vingança contra a denominação, o bispo fez questão de traçar uma linha divisória entre a fé cristã e as engrenagens administrativas da organização, sintetizando o princípio que norteou seu desligamento:

“Não saí da igreja, saí da instituição Igreja Universal. Porque a igreja somos nós.”

Essa distinção fundamental abriu caminho para um relato minucioso sobre os sacrifícios acumulados ao longo de quase cinco décadas e o momento em que os limites físicos e emocionais foram ultrapassados diante de uma recusa administrativa da liderança.

Quase Meio Século de Suor: Dos Barracos de Padre Miguel às Missões pelo Mundo

Para dimensionar o impacto do rompimento de Francisco de Assis, é indispensável revisitar as origens da Igreja Universal no final da década de 1970. O bispo esteve presente nos primórdios da denominação, quando os cultos eram realizados em estruturas extremamente simples no subúrbio carioca, muito antes da construção de suntuosos templos e da consolidação de grandes impérios de comunicação. Ao lado de pioneiros históricos, ele ajudou a erguer as primeiras congregações em Padre Miguel com recursos escassos e trabalho braçal, afirmando que faria tudo novamente pelo propósito espiritual daquela época.

Com o passar dos anos, a trajetória ministerial de Francisco transformou-se em uma peregrinação contínua por diversas regiões do Brasil e do exterior. O líder atuou em campos missionários no continente africano, percorreu capitais e municípios do Nordeste, liderou trabalhos no estado de São Paulo por três ocasiões distintas e esteve à frente de templos em Campos dos Goytacazes, Realengo e Padre Miguel, até fixar sua última residência ministerial no Rio Grande do Norte. Contudo, essa rotina de sucessivas transferências e dedicação integral cobrou um tributo biológico severo com a chegada da terceira idade.

O Colapso Físico aos 73 Anos e a Rotina de 17 Horas Diárias

Aos 73 anos, o quadro clínico do bispo já exigia cuidados intensivos. Sobrevivente de dois infartos agudos do miocárdio e dependente do uso diário de onze medicamentos controlados, Francisco enfrentava limitações severas de locomoção e energia. Paralelamente, sua esposa Margarida atravessava uma condição de saúde delicada, tendo enfrentado mais de quatro cirurgias complexas e chegado a permanecer internada por onze dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Apesar dos laudos médicos que comprovavam a fragilidade do casal, a rotina de trabalho permanecia inflexível. O bispo precisava acordar diariamente às cinco da manhã para abrir o templo e iniciar os trabalhos pontualmente às seis, estendendo suas obrigações até o período noturno em núcleos de oração e reuniões administrativas, totalizando jornadas de quase 17 horas de trabalho contínuo.

Essa rigidez também recaía sobre dona Margarida, cuja ausência em cultos devido a tratamentos hospitalares chegava a ser questionada por lideranças regionais, forçando o bispo a realizar chamadas de vídeo diretamente dos leitos para comprovar que a esposa estava internada sob supervisão médica.

O Estopim das Bodas de Ouro: O Sonho de Margarida Negado pela Cúpula

Embora o cansaço e as pressões diárias viessem se acumulando há anos, o fator determinante para a saída ocorreu durante o aniversário de 50 anos de matrimônio do casal. Após meio século de dedicação ministerial ininterrupta, Francisco planejou presentear a esposa com uma viagem comemorativa ao Rio de Janeiro, com o objetivo de reunir filhos e familiares para celebrar as bodas de ouro.

Ao solicitar duas semanas de descanso para realizar a viagem em família, a administração concedeu apenas seis dias — um intervalo insuficiente para o deslocamento rodoviário de ida e volta e a realização do reencontro. Ciente do desgaste, o bispo decidiu viajar mesmo sob o risco de retaliações disciplinares.

Durante o período fora, o casal passou a receber constantes ligações e mensagens de cobrança de secretários e bispos auxiliares exigindo o retorno imediato, transformando o momento de descanso familiar em uma rotina de tensão psicológica.

VÍDEO DA CHOCANTE DECISÃO DO EX-BISPO FRANCISCO DE ASSIS CONFIRMA OFICIALMENTE SUA SAÍDA DO MECANISMO/ORGANIZAÇÃO UNIVERSAL DA IGREJA.

Cobranças Sem Trégua e a Decisão Irrevogável

Ao constatar que não havia mais espaço para o diálogo e que a hierarquia não respeitava suas limitações biológicas, Francisco comunicou formalmente que não retornaria para cumprir a rotina exaustiva de antes e que deixaria o ministério, recebendo da liderança uma resposta protocolar de aceitação.

Em suas reflexões, o bispo observou que a sobrecarga sobre ministros veteranos muitas vezes é intensificada por auxiliares mais jovens que buscam demonstrar produtividade a qualquer custo, desconsiderando o histórico de dedicação daqueles que construíram as bases da instituição:

“Tempo não conta, idade também não conta, só conta trabalho. Quando você não pode mais fazer, o que fazer?”

Mesmo externando a tristeza pelo rompimento de uma trajetória de 47 anos, o casal ressaltou que a decisão foi tomada em comum acordo, com a consciência tranquila e livre de qualquer sentimento de rancor ou mágoa pessoal.

O Futuro Longe das Amarras Institucionais e as Lições do Caso

Livre das obrigações corporativas, Francisco de Assis esclareceu que não pretende assumir o pastorado fixo em nenhuma outra denominação, apesar de ter recebido convites formais de outras lideranças evangélicas, como a Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Seu objetivo agora é utilizar as plataformas digitais e atender a convites esporádicos para pregações e louvores, exercendo a vocação cristã de forma livre e compatível com sua saúde.

O caso do bispo Francisco joga luz sobre um debate crucial nas grandes organizações religiosas contemporâneas: a necessidade de políticas humanizadas de acolhimento, cuidado e transição para pastores idosos que dedicaram suas vidas à expansão da fé. Para Francisco e Margarida, o encerramento desse longo ciclo representa o resgate da dignidade pessoal e a continuidade de um propósito de vida guiado pela fé, longe de exigências desmedidas e metas operacionais.

Como você avalia o tratamento dispensado a líderes e trabalhadores idosos dentro de grandes estruturas institucionais? Você considera que as denominações religiosas deveriam estruturar programas formais de suporte e aposentadoria para pastores veteranos? Deixe sua reflexão detalhada nos comentários abaixo, compartilhe esta reportagem com seus conhecidos e participe ativamente deste importante debate sobre fé, saúde e dignidade na terceira idade.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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