EQM PROFESSORA MORRE E VOLTA CHOCADA COM OQUE VIU DO OUTRO LADO.
Eu conseguia ver todas as coisas, todas as coisas. Não tinha parede em nada. tudo. Eu podia ver sem que sequer me mexer, me mexer. Ficou aquilo assim como se fosse um uma planta baixa. Tudo podia ser visto por mim. A ala feminina e masculina de de observação ficava uma do lado da outra e só tinha uma parede que separava as duas alas.
Eu podia ver. Eu olhei para trás de mim, tinha uma senhora que que na hora um pouquinho antes de eu passar por esse processo, ela estava fazendo, a filha dela fechou o biombo para trocar ela. Ela já estava em estágio terminal de de câncer e a filha tava trocando a mãe. E nesse meio tempo eu vi a filha fazendo a trança, colocando a a camisola na mãe.
De repente, uma senhorinha passou por mim, passou pela frente da minha, passou assim pelo meio daquela mova, foi no banheiro que estava ali na ali pertinho. Eu vi ela dentro do banheiro, eu vi a dificuldade que ela teve dentro do banheiro, eu vi as enfermeiras lá, tudo. Eu consegui ver todas as coisas que estavam acontecendo naquele hospital simultaneamente, tudo ao mesmo tempo.
Eu via todas as coisas ao mesmo tempo. O que mais me chamou atenção foi que de repente na ala masculina e eu vi um homem que começou a passar mal, não. Primeiro antes dele passar dele entrar nessa crise e do lado abriu uma espécie de um portal, parecia um um grande buraco de muita luz assim onde saiu dois espíritos.
Eu fiquei olhando para aqueles dois espíritos eles saíram, eles desceram voandinho assim, levitando, né, que nós chamamos levitar. Eles estavam levitando, eles foram voandinho e não tocaram no chão em nenhum momento. É, se fosse alguém da terra teria que ter pisado no chão, não era? E eles foram na direção de um homem que estava do lado da cama assim.
E de repente aquele homem começou a passar mal e eles simplesmente um segurou de daí o ele ficou deitado e o espírito dele levantou, sentou na cama. E aquilo chamou atenção, eu fiquei observando, achando aquilo muito interessante. E de repente o senhor, os dois senhores que tinham descidoquele portal, pegaram um por cada ombro deles para levar eles para pr para levar eles para aquele portal.
E eu achei aquilo muito legal. Eu falei: “Nossa, que legal”. Eu pensei: “Eu vou atrás”. E quando eu pensei, quando eu pensei em ir atrás daqueles três que estavam entrando naquele portal, eu senti, alguém colocou a mão no meu ombro e disse, e disse bem no meu ouvido, ainda não. Quando disse ainda não me empurrou.
Eu quando me empurrou eu voltei pro meu corpo. Mas durante todo esse processo aconteceram muitas coisas, muitas. Se eu for relatar aqui tudo que eu ouvi ouvi, nós ficaríamos um tempão falando sobre isso. Mas foi a questão maior foi que eu pude observar tudo. Eu não tinha os olhos e eh o não eram, eu não via com os olhos, com esses olhos aqui, eu via com todo o meu corpo, com cada parte dele, eu conseguia sentir o som.
A coisa mais fascinante era o som. O som até hoje eu não consigo, nunca consegui em lugar nenhum ter a forma do som daquele momento. Perguntaram, já me perguntaram se eu senti medo. Não, eu não senti medo nenhum. Eu senti uma sensação de paz tão grande, tão profunda, tanto que eu quis seguir os homens. Eu só fiquei fascinada com o que estava acontecendo, com a experiência.
Eu não me, eu não me ative ao fato de eu estar, o meu corpo está ali deitado. Eu vi a médica aplicando o desfilibrilhador e e todo aquele processo de ressuscitação e injeção e tudo mais, adrenalina, tudo aquilo. Eu não me não tive aquele a a situação ou eu estou morrendo. Não, não tinha noção de. Hum não tinha não.
Não sei se não era a noção. tinha noção de que eu estava morta naquele momento. Eu não tinha conhecimento espiritual que depois desse desse fato chegou na minha vida. Mas ali naquele momento eu não tinha essa, eu não tinha esse conhecimento, mas eu tinha certeza de que aquele lá era meu corpo e que eu estava fora dele. E como eu sempre de alguma forma, de forma inconsciente, isso foi muito forte na minha existência, eu sabia que que existia espíritos. Eu sabia disso.
Eh, na minha na minha fé, que naquele momento eu professava, não dizia para mim que existiam espíritos, que a morte era assim, mas aqui e aqui no meu coração, eu sentia que a morte era não era aquilo ali, eh, não era e não era só morrer e dormir ou enfim, céu e inferno. Era uma coisa que eu que eu tinha. Tanto que depois desse episódio eu fiquei muito dividida.
Eu fiquei muito dividida. Eu procurei dentro da minha religião respostas, respostas para aquele fenômeno. Eh, passei por psiquiatra dentro do hospital, porque daí depois eu relatei pro médico e tudo mais, passei por psiquiatra e eles diziam que eram só foi fruto do da adrenalina da minha imaginação. Mas por que não foi fruto da minha imaginação? para comprovar o que realmente eu tinha visto.
No momento que eu voltei, que parou, que das enfermeiras saíram, tudo mais, daqui a pouco começaram a ser demonstrados os fenômenos, aquilo tudo que eu tinha visto no alto começaram a aparecer. A moça abriu o biombo. Quando a moça abriu o biombo, eu consegui ver exatamente a trança que ela tinha feito na na mãe, a camisola que ela tinha trocado e da posição onde eu tava com o bioma na frente, não teria como ter visto de hipótese nenhuma.
Isso para mim já foi um uma grande uma grande resposta àquilo que eu estava me perguntando quando eu vi, porque daí a senhorinha saiu do banheiro e ficou conversando com uma outra, uma outra senhora que tava do lado ali. Bem na hora ela depois ela passou e voltou lá pra cama dela, porque ela estava na cama no outro na outro no outro lado da onde eu estava deitada.
Isso já por si só já responderia os meus questionamentos. Mas o mais interessante foi o que aconteceu depois. Eu estava eh pensando e e lembrando e e reestruturando de tudo que tinha acontecido. Daqui a pouco, para chegar no nicrotério, precisava passar pela nossa ala, a ala masculina, ala feminina e o necrotério vinha logo a seguir.
Quando eu olhei a enfermeira, eu vi um carrinho eh com um homem, uma pessoa com lençol azul em cima, né? E a enfermeira parou bem na minha frente, na frente da minha cama, para conversar com uma outra enfermeira. Aqui, coincidentemente o lençol saiu destampando o rosto, mostrando para mim o rosto daquele homem que estava deitado naquela maca.
E aquele homem que estava deitado naquela maca na minha frente era o homem que eu tinha visto entrar no portal. era o homem que eu ia seguir, que foi acompanhou aqueles dois espíritos. Então, naquele momento, isso para mim foi o que mais me deixou atônito, assim, buscando respostas, porque foi muito forte, foi muito evidente.
Então, aquilo que tudo que eu estava vendo não era fruto da minha imaginação. Desde criança eu tive uma mediunidade, só que eu nunca minha religião isso não se falava. Então eu não entendia isso. Esse e essa essa propriedade mediúnica eu não entendia. Eu entendia apenas como falhas. Às vezes até pensava que era um pouquinho louca e eu era assim, eu não me aava normal por conta disso. Então eu não entendia.
Mas a partir desse acontecimento, o a minha mediunidade, que já era um um pouco o extensiva, ela se tornou muito mais extensiva. Eh, eu passei a a perceber e ver coisas muito mais do que eu via antes. Eu comecei a adquirir um diferencial de fala com pessoas e e me despertou interesses totalmente diferentes do que eu estava vivenciando.
E eu fui procurar, mas antes de procurar a resposta em outro lugar, eu procurei dentro da minha religião. Eu procurei dentro da minha fé e eu não consegui encontrar. As pessoas as pessoas que professam a fé comigo me diziam para mim que aquilo tudo era fruto da minha imaginação, que aquilo não existia. que aquilo não foi verdade, mas o passar do tempo, a ao a quanto mais forte ficava essa capacidade que eu tinha, mas isso me angustiava e aí me deixou me fez procurar em outros lugares.
Depois desse processo todo, houve uma a minha mediunidade, ela começou a apurar muito mais. Como eu sou uma médium que tenho claridência e psicofonia, eu consigo ouvir e ver espíritos. eu consigo conversar com eles tanto quanto estou conversando com vocês. E depois desse fato, isso começou a ficar mais forte, mais latente.
Eh, ficou tão tão forte que às vezes, eh, eu dizia coisas pras pessoas das quais eu não tinha lembrança. Depois as pessoas chegavam para mim, dizia: “Mas, Eliane, tudo que você disse que ia acontecer aconteceu”. E eu não lembrava absolutamente nada. E tudo isso foi foi florescendo, foi florescendo, foi foi conduzindo cada vez mais para busca disso.
Porque se eu não se o que eu estava vendo, o que eu estava ouvindo natural, não era normal, eu eu estava enlouquecendo. Aí veio do autoconhecimento, da até onde era imaginação e loucura e on e para onde isso estava conduzindo. Porque dentro da minha religião, dentro daquela que eu proferava, professor, dizia assim para mim que esse tipo de fenômeno é loucura, é obra do maligno.
Então você imagina, na minha concepção, eu estaria indo pro lado ruim. Eu estaria sendo uma pessoa ruim, mas eu não sentia essa arruindade no meu coração. Eu não sentia raiva, eu não sentia inveja, eu não sentia as coisas negativas com relação às pessoas. Mas mesmo assim eu estava sendo possuída por espíritos.
Eu estava sendo, eles falavam comigo, eles apareciam para mim. Então, como eu podia justificar isso? foi onde eu encontrei e busquei o espiritismo e ele me mostrou no caminho. Ele me disse onde estava a verdade. Ele me Ele me fez perceber quem eu era. E quando você dá o primeiro passo em busca de si mesmo, você não vai acreditar. Mas a espiritualidade te conduz.
Ele começa a te pôr em caminhos, em situações em que você se vê obrigada. Ou você vai pra frente ou você regr, não tem outra opção. Você não consegue permanecer parado. Eu não podia mais ficar parado esperando que as coisas acontecessem na minha vida, porque eu precisava resolver. Eu fiz eh regressão, eu fiz, eu eu procurei para psicólogos, eu procurei psicólogos, eu procurei todas as gamas de que poderiam ter aqui, hum, na questão humana.
E eu fui encontrar as respostas quando eu, em vez de preocupar com o meu corpo físico, eu fui me preocupar com o meu espírito. Eu uni físico, porque nós temos, estamos juntos. O físico e o espírito, eles são ligados. Não dá, não dá para separar os dois. Bom, como eu falei para vocês antes, eh, a vida nos leva quando nós escolhemos, quando eu escolhi o autoconhecimento, quando escolhi o Espiritismo como eh eh caminho, trilha para encontrar, para me encontrar, hã, aconteceu o seguinte, nós fomos, frequentamos uma casa chamada Maria de
Nazaré, lá em Araquari, maravilhosa, abençoada, lindíssima, grandiosa. Conselho que quem não conhece conheça. O Maria de Nazaré foi onde eu encontrei todas as respostas. No Maria de Nazaré, nós aprendemos a fazer o evangelho no lar. Para proteger e blindar a nossa casa, aprendemos a fazer o evangelho no lar.
Começamos a fazer um evangelho no lar, mas junto conosco começou a aparecer pessoas para fazer o evangelho. Vocês não acreditam, mas é como eu disse, aí a espiritualidade vai mostrando os caminhos e nós começamos e cada vez mais, cada vez mais nós estávamos, enfim, era feito o evangelho na minha casa, na casa das minhas duas irmãs, da Juliana e da Silvana.
Um dia na casa da Ju, nós estávamos lá, apareceu uma médium que veio visitar a casa, mas até então não havia nenhum fenômeno mediúnico, não havia nada de espiritismo, era apenas um grupo de pessoas estudando o evangelho. Nesse dia, esse grupo de eh estava estudando lá, a médium disse assim: “Olha, ah, tem um espírito aqui que se chama irmã Susete.
Ela disse que este grupo vai formar uma casa e que e que alguém do grupo vai psicografar. Mas nós todos ficamos espantadíssimos com a revelação e tudo mais. Nós estávamos apenas nem gatinhando, nós apenas tinha um recém-nascido que tinha aberto os olhos. Aberto os olhos. Nós já estávamos na parte de abrir os olhos. Não tínhamos ainda conhecimento de nada.
Zero, nenhum. Como a mais a mais próxima da mediunidade, a mais próxima desse fenômeno era eu, as pessoas começaram a deixar caneta de papel durante o evangelho do meu lado para que eu eu psicografasse. No entanto, nas duas semanas depois de desse episódio, a a nós estávamos no meio do evangelho, minha filha na Gabriela na época que tinha 16 anos, >> 14 anos. 14, desculpa, marido. 14 anos.
Minha filha tinha 14 anos. De repente ela começou, mãe, mãe, ela começou a chorar e de repente todo mundo parou, olhou para ela, a mão dela começou a tremer, tremer, tremer, tremer, tremer. Ela segurou a mão por a mão não tremer. A mão dela sozinha pegou a caneta e a outra mão pegou o papel e ela tremendo, porque ela não queria escrever e ela fez os primeiros rabisco.
Foi uma cena assustadora. Foi uma cena para mim como mãe. Eu me senti. E agora o que eu vou fazer? Que que é o que nós vamos fazer? Que nós vamos fazer. Daí eu falei pro meu esposo, eh, vamos achar, vamos achar um, nós precisamos ajudar a nossa filha. Não podemos deixar a nossa filha a mercer daquilo que nós não conhecíamos, porque nós nunca tínhamos, eu nunca tinha visto um fenômeno espiritual como a psicografia na minha vida.
Aí resolvemos o quê? Naquela semana meu filho tinha mudado aqui da minha casa, tinha saído e deixado a casa vazia. Resolvemos então nas segundas-feiras, porque o o evangelho era feita toda quarta-feira, segundas-feiras fazer um estudo mediúnico para nós podermos ensinar a nossa filha, porque nós não sabíamos, eu não sabia. Resumindo a ópera, a partir daí mais fenômenos aconteceram e a casa alvorada se formou.
O espírito, a mentora disse que a nossa casa deveria se chamar alvorada, porque era a primeira luz que ele vinha no caminho. E que o e que um médico espiritual que nos auxilia aqui era o Luís Augusto de Medeiros. Ele era um médico eh desencarnado e ele que está ia nos auxiliar nos trabalhos e que Luís Augusto de de Medeiro significava.
A luz medianeira do caminho. A primeira luz medianeira do caminho. A luz primeira. Luz primeira, aquela que você vê por primeiro, luz medianeira do caminho. E a partir daí surgiu a alvorada e o trabalho em ajudar nas pessoas. Eu tinha uma, eu tinha uma concepção de Deus em que Deus era um ser vingativo, um ser punidor.
O Deus que eu conhecia dentro da religião era um Deus punidor, era um Deus que castigava, um Deus que escolhia filhos. Mas quando eu encontrei o espiritismo, eu percebi que ele está aqui, que eu sou parte dele, ele é parte de mim, que somos um só, que o universo todo está conectado e que a fonte de energia de consciência que chamamos Deus, é que comanda todas as coisas na nossa existência e que tudo, tudo, absolutamente tudo que acontece comigo são minhas escolhas, são os meus passos.
Eu sou hoje o que eu fui lá atrás, o que eu estou sendo agora, vai gerar o que o amanhã. A Eliane, hoje é Eliane, mas eu já fui João, já fui Pedro, já fui Isaque, já fui Maria, já fui Crotilde, eu já fui quantas e quantas existências. E isso que eu sou hoje é um um continuar. A Eliane é as várias existências anteriores, a existência atual e a existência futura.
Passei por muitos momentos difíceis de angústia, de medo, de insegurança, de alegrias e tristezas. Porque quando você faz um uma busca para dentro de você, você tem que se descobrir. E quando nós começamos a nos descobrir, a gente consegue ver coisas desagradáveis. A gente se percebe pequeno, a gente percebe as falhas enormes que a gente vem cometendo.
E por conta dessas falhas, nós ficamos ainda mais deprimidos. Então você compreender que é uma centelha divina, você compreender que a falha faz parte do seu processo de evolução, que faz parte do seu conhecimento, que faz parte de do que você é. Porque nós nos tornamos quem nós somos por conta das nossas falhas.
O os nossos erros é que nos levam a ser quem somos. Os nossos erros é que nos levam à mudança. Porque enquanto estamos ali seguindo no mesmo caminho, no mesmo trote, pocotó, pocotó, pocotó, o cavalinho seguindo sem olhar pros lados, nós perdemos muitas coisas. Nós deixamos de evoluir, porque a evolução do cavalo não está no trotar, está na corrida, está no vencer os obstáculos.
Quando nós, como cavalos, vamos e vamos eh superando os obstáculos e fomos correndo, nós conseguimos encontrar as respostas. Mas nós não precisamos passar por um um um quase morte. Nós não precisamos passar por um acidente. Nós não precisamos passar pela dor para buscar isso. Em qualquer momento da nossa existência, em qualquer lugar, em qualquer estado em que nós estejamos, nós podemos decidir e escolher o amor.
Por que você precisa ir pelo caminho [música] certo, pela dor? Passar por uma situação de morte me exigiu depois uma reflexão sobre minha existência, sobre quem eu era, sobre [música] o que eu fazia, qual era a minha responsabilidade, porque eu tive uma nova chance e o que queriam de mim, o que o universo desejava de mim, o que eu tinha que fazer.
Então eu fui em busca [sino] ajudar a auxiliar. E durante esse autoconhecimento, nós percebemos que só conseguiremos encontrar a paz quando nós nos tornarmos paz, quando nós podermos fazer alguma coisa pelo outro, se nós não pudermos fazer nada pelo outro, se nós não podermos orar pelo outro, se nós não podemos ouvir o que o outro tem dizer, se nós não podermos levar uma comida quando alguém está precisando, se a gente não puder levar uma pessoa no hospital, se nós não pudermos fazer nenhum um benefício ao outro de que vale a sua existência.
Viver por viver é um desperdício tão grande de encarnação, porque tudo aquilo que você perde a oportunidade de fazer agora vai fazer uma falta tremenda lá na frente, nas tuas outras existências, porque a nossa existência é como um uma grande, vamos imaginar, como uma grande um uma grande bola. E se fica ar, nós precisamos preencher.
Então, para que nós fiquemos completo, para que nós possamos nos tornar uma grande bola, nós precisamos preencher todos os pontinhos, todo aquilo que ficar vazio. Então, os espaços que nós deixarmos de ser preenchidos nas existências, nós temos que voltar para preencher. >> O que que é a vida, pessoal? A vida, a vida para mim é a oportunidade de evolução.
É a oportunidade que eu tenho de me tornar melhor. A vida ela é o momento de experiência. A vida é a escola. é onde eu me onde eu venho para me formar, para estudar, para aprender. Cada existência é uma série, cada vida é uma vida. Em todos os momentos das das minhas vidas, eu aprendi e eu sou Eliane porque eu já fui tantas outras vidas, porque eu já tive outras vidas.
>> E o que que é a morte para ti? Ah, a morte, ela é apenas a passagem, não. E é troca de mundos. Eu estou na carne porque eu enquanto espírito sou eterno. >> Me chamo Christian and Scott Pec. Vamos retroceder até o dia 18 de junho de 2013. Me deitei ao lado da minha encantadora e querida companheira de alma.
Ela e eu compartilhávamos a vida há uma década. Há pouco mais de um mês, havíamos retornado de uma expedição pelo norte da Índia, explorando lugares sagrados, ashrams e templos ao longo do Nepal e da Índia. Meu filho, que então tinha 19 anos, repousava em seu quarto no andar de baixo, dedicando-se ao treinamento para se tornar bombeiro.
Eu, por minha vez, sustentava uma carreira consolidada como conselheiro privado, gozando de grande respeito. Era uma honra desempenhar tal função que salvava vidas, envolvendo-me em atividades significativas. Meu sucesso pessoal e profissional era notável e minha vida era plena, especialmente após minha renovação espiritual durante a estadia na Índia, onde aprofundei práticas espirituais, tornando-me versado em muitas delas ao longo dos anos.
16 horas mais tarde, me encontrava em coma com minha família sendo informada que possivelmente jamais despertaria. E caso o fizesse, dificilmente voltaria a andar, falar ou teria uma vida independente, correndo o risco de permanecer em estado vegetativo. Na manhã daquele dia fatídico, segui de motocicleta para o escritório, guiando minha peculiar moto italiana, conhecida como MP3500 na Europa e na Ásia, mas rara nos Estados Unidos.
Naquela manhã específica, vesti uma camiseta do Museu da Morte em Hollywood, parte de minha coleção global que inclui peças do SER na Suíça e de Stoneh na Inglaterra. Essa camiseta, uma de muitas de lugares inusitados que visitei, foi a escolhida para aquele dia. Conduzi minha motocicleta ao trabalho e estava preparado para um dia cheio de consultas, cerca de 10 horas, sem intervalos, pois sabia que estaria ocupado com sessões contínuas com clientes.
Entretanto, três deles enviaram mensagens para reagendar, um evento raro de acontecer em sequência. Isso me deixou com quatro a 5 horas livres. Então decidi aproveitar esse tempo inesperado para fazer um exame físico de rotina que eu estava postergando. Há 7 anos eu trabalhava naquele escritório. Ao sair do estacionamento pela primeira vez, virei à direita em vez de à esquerda, algo que nunca fizera antes.
Normalmente evitava essa rota por ser mais movimentada, com cruzamentos e avenidas. Por algum motivo inexplicável, naquele dia, fiz a escolha contrária. Menos de 800 m adiante, parei num semáforo com uma seta verde exclusiva para mim, facilitando a curva à esquerda. Foi então que um grande SUV avançou o sinal e colidiu comigo, causando minha morte instantânea.
Eu estava lá, sem vida, mutilado e sangrando na rua. Coincidentemente, na esquina havia um homem ao telefone, sentado em frente a uma loja de pneus, persuadido por sua filha após uma discussão para ajudá-la com os pneus do carro. Ele era pastor e acreditava que Deus o colocara ali por um motivo. Ele se apressou até os destroços para retirar meu corpo, enquanto eu sangrava pelos olhos, nariz e boca.
Pessoas gritavam ao redor, mas ele insistiu em ficar, crendo que Deus tinha um propósito para ele ali. Em frente, no drivethrough de um fast food, dois paramédicos estavam na fila esperando por seu pedido. Se eles tivessem escolhido outro lugar ou outro item do menu, minha história teria terminado ali.
Eles chegaram a tempo de reanimar meu corpo e trazer-me de volta à vida. Eu não estava consciente, não tive uma experiência fora do corpo. Minha consciência simplesmente saltou para outro plano instantaneamente após o impacto. Eu estava completamente alheio ao que ocorria ao meu redor. Na verdade, não me importava que os socorristas estivessem lutando para me trazer de volta à vida.
Encontrava-me no terceiro estágio do comad de Glasgow, considerado praticamente um estado de morte. Neste nível, os socorristas geralmente fazem o que podem para reativar o coração e após isso, dizem que só resta esperar pela vontade divina, pois pouco mais é possível fazer. Cerca de 80% dos pacientes neste estágio jamais recobram a consciência.
E assim fui encaminhado para o hospital, onde permaneci em coma na UTI. Quando minha família foi notificada e chegou ao hospital, foi recebida por dois médicos e um sacerdote. Um prúncio nada promissor. Informaram-lhes que se por um acaso eu despertasse, o que era improvável, eu ficaria severamente incapacitado pelo resto da vida.
Você pode observar que enviei uma foto minha naquele estado. Acredito que tenha sido meu filho quem a tirou. Nela apareço com equipamento de respiração e meu rosto exibe cortes e sangue evidentes. Os médicos advertiram que mesmo se eu recuperasse a consciência após extensas cirurgias plásticas, ainda assim permaneceria desfigurado permanentemente.
No entanto, nove dias depois, no dia do meu aniversário, eu despertei milagrosamente, sem nenhum arranhão. As cicatrizes, cortes e lacerações tinham desaparecido como por encanto. Este é um conjunto de fatores que fazem meu relato de experiência de quase morte parecer tão extraordinário em comparação com outros que já ouvi.
Não estamos falando apenas de um breve lampejo. No dia seguinte, ao meu despertar, eu já estava vestido e pronto para retornar ao trabalho, reencontrando e redescobrindo uma nova evidência de Deus. Desde muito jovem, eu já era profundamente espiritual e havia dedicado minha vida ao misticismo e à consciência espiritual, viajando pelo mundo em busca de sabedoria.
O pastor estava lá, os paramédicos do outro lado e acordar nove dias depois, exatamente no meu aniversário, vestindo a camiseta que os socorristas haviam cortado. Posso mostrar também a foto dessa camiseta. Após contar essa parte da história à editora do livro que escrevi, nos tornamos bons amigos. Ela perguntou se eu ainda tinha a camiseta e ao confirmar ela pediu que eu a enviasse.
Ela a costurou de volta, marcando as cicatrizes como um monstro de Frankenstein, um símbolo da minha persistência. Durante os nove dias em que estive em coma, minha consciência estava completamente ativa no outro lado, num lugar que no budismo tibetano chamam de bardo e no cristianismo de purgatório, um estado intermediário para onde todos vamos e alguns se lembram, enquanto outros não.
Essa experiência intermediária, que eu chamo de portal, foi marcada por uma paz e tranquilidade constantes em comunicação direta com o que denomino de entidades akáxicas, seres do espaço acá onde todo o conhecimento e o tempo são armazenados. Eles me revelaram múltiplas verdades sobre a vida, a morte, o mundo e Deus, mantendo um diálogo contínuo durante todo o período de meu coma.
Uma característica comum das experiências de quase morte é a revisão da vida, onde você vê sua existência passar diante de seus olhos em um instante. Enquanto estava nesse estado, os agentes acá me ofereceram a oportunidade de visualizar múltiplas vidas passadas, relevante apenas para minha jornada espiritual, para me aproximar ainda mais de Deus, excluindo aquelas de natureza material ou trivial.
Eles concordaram e me proporcionaram uma espécie de download mental dessas experiências passadas, onde presenciei alguns dos momentos mais significativos da história religiosa e espiritual, atravessando milênios como budista, cristão ou simples espectador de grandes eventos. Eles também me deram uma prévia da vida, com pistas do que eu poderia esperar ao retornar.
Foi devastador. Eu não queria voltar. Quando questionei a possibilidade de escolha, eles explicaram que, embora algumas pessoas pensem que escolhem voltar, na verdade, se não for sua hora, você será enviado de volta de qualquer maneira. Isso ajuda as pessoas a se comprometerem mais profundamente com um caminho virtuoso e espiritual.
E quando despertei no dia do meu aniversário, após o coma, não sabia meu nome, não reconhecia meu filho, nem meu companheiro de 10 anos, não sabia em que hospital estava, não conseguia andar nem falar. Não era apenas o trauma físico, era como se minha identidade tivesse sido apagada, como acontece na reencarnação, onde sua memória é praticamente zerada.
Tudo está lá, em algum lugar, suas vidas passadas contidas na consciência. mas inacessíveis devido à magnitude do que isso representa. Era extremamente arriscado para mim possuir todo aquele conhecimento acumulado. Então, de certa forma, eu renasci como a mesma pessoa que era antes. Meu espírito e alma haviam deixado meu corpo e, ao retornarem, foram destilados e condensados novamente em minha forma material.
Um processo intrincado para uma energia vital tão intensa ser restringida dentro de um corpo físico. Esse é o motivo pelo qual o esquecimento de vidas anteriores e identidades passadas ocorre. Assim como é comum ao reencarnar, eu não sabia quem eu era. Tinha apenas uma vaga noção. Mesmo acordando de um coma, eu estava 70% consciente de estar dentro da dimensão acá e apenas 30% talvez consciente de estar no planeta Terra.
Ajustar-me foi um desafio quando me reintroduziram a minha companheira de 10 anos [música] e a meu filho, que na época tinha 19 anos e que criei sozinho. Apesar de ser apresentado a eles, não reconheci quem eram. Via-os como almas espirituais, com múltiplas identidades que conhecia ao longo de muitas vidas e não conseguia compreender como eles se percebiam apenas como aquelas pessoas.
O mesmo ocorreu com a equipe de enfermagem e o pessoal do hospital. Não entendia como eles podiam se ver apenas como seres humanos, porque eu via o que realmente são. Almas espirituais com identidades de múltiplas vidas. Estava tão confuso com essa consciência ampliada que nem sabia em qual vida estava.
As primeiras palavras que tentei articular quando mal conseguia falar foram: “O que vocês estão fazendo em Londres?” Então, pensei que estivesse em Londres, não porque estivesse lá, mas porque foi onde vivia em minha última vida. Isso me deixou confuso sobre em qual eu estava. Para que você entenda minha experiência de quase morte, que na época eu nem sabia o que era.
Nunca havia ouvido falar disso, embora estivesse envolvido com espiritualidade, misticismo, meditação e com Daline yoga ao longo da minha vida. Essa era uma área que nunca havia explorado. Estou certo de que a vivenciei, mas não retive na memória. Temos uma coleção, você poderia dizer, de milagres que compartilhei com você. Desde a camiseta que usava até acordar no meu aniversário, tudo isso documentado.
Perder minha identidade não foi como se eu tivesse morrido por um momento. Tive uma experiência fora do corpo, observei a cena, retornei ao meu corpo e então descobri os desígnios de Deus e comecei a viver uma vida totalmente nova, como Ebenaser Scroo ver o fantasma do Natal passado, presente e futuro.
Eu já era uma pessoa espiritual, já estava comprometido com minha vida. praticando, viajando, ensinando e compartilhando. Minha vida era dedicada a isso e não apenas retomei de onde parei. Fiquei no hospital por um mês e já tinha estabelecido uma carreira sólida de ajuda. Meus clientes eram como minha família, eu os amava.
Não conseguia me lembrar de nenhum deles, mas eles vinham me visitar no hospital, oravam por mim e imploravam: “Não morra! Você faz parte da nossa família. Você nos ajudou a criar nossos filhos. Trabalhei com muitas dessas famílias por 5 6 7 8 9 anos. Uma coisa que eu sabia enquanto estava do outro lado era que essas pessoas estavam implorando e orando por mim.
Eu podia sentir o amor deles, a preocupação e o cuidado. E isso foi uma força enorme para me fazer comprometer, não apenas a voltar, mas a me esforçar enquanto estava deitado no hospital por aqueles 30 dias, ouvindo que eu nunca seria capaz de cuidar de mim mesmo, que seria um fardo para minha família. Pensei comigo mesmo.
Bem, vou dar uma olhada. Não vou deixar este hospital sem encontrar uma maneira de apenas acabar com isso e não ser um fardo para eles. Decidi que não seria um fardo. Antes disso, meu parceiro estava frustrado comigo por muitas coisas. Éramos almas gêmeas, muito próximos. Como nos conhecemos, está no meu livro, que vou compartilhar com você em um minuto.
Tudo sobre nós era simplesmente um milagre mágico. As pessoas ouvem a história e ficam maravilhadas. Eu era o cara confiável que cuidava dos meus clientes, sempre disponível para todos que precisavam de mim. E de repente ia ser um fardo, sem saber quem eu era, sem poder tentar aprender a andar e a falar, sendo informado de que seria um fardo.
Enquanto ponderava sobre formas de cessar minha respiração e assim evitar ser um fardo para minha família, os ecos dos agentes acá reverberavam em minha mente, questionando o que aconteceria se eu superasse isso e que tipo de inspiração eu poderia se tornar. Apesar disso, todos os médicos insistiam que minha recuperação não era viável de um ponto de vista humano, devido a um traumatismo cerebral severo, uma lesão axonal difusa, onde a substância branca e cinzenta do cérebro se desintegra.
90% dos indivíduos com este diagnóstico nunca recobram a consciência. >> [música] >> E dos 10% que despertam, poucos têm recuperação significativa. Eu tinha sobrevivido a um coma severo e a tal lesão, mas os sussurros dos senhores acáos me desafiavam. E se você se recuperasse, qual inspiração você representaria para aqueles que agora o amam? Uma das primeiras frases que pronunciei enquanto reaprendia a falar e estava confinado a uma cama de hospital da qual não conseguia sair, foi para minha parceira.
Se eu conseguir dar um passo, isso será prova de que posso dar dois. Vou testar meus limites e ver até onde consigo chegar com muito esforço e dedicação. Infelizmente, perdi um disco da coluna e tive que retornar ao hospital meses depois para uma experiência traumática e horrível de quase morte, onde enfrentei demônios e outras entidades.
Contudo, minha compreensão é que estando frequentemente dentro desse portal, quase existindo parcialmente lá o tempo todo, é como estar em uma sala de aula contínua. Tornei-me consciente durante minhas horas de sono e às vezes até quando estava acordado, como se estivesse entrando em uma conversa já em andamento.
Entendi então que a visualização é um procedimento padrão para a experiência que todos recebem, embora poucos se lembrem dela. Todos têm uma conexão ou experiência com o outro lado e com entidades espirituais, mas muitos que morrem e retornam não se recordam disso. Foi sugerido pelos agentes acáos que eu estava recebendo um tratamento especial devido ao meu compromisso prévio e desenvolvimento espiritual significativos.
Eles estavam entusiasmados por poderem me oferecer mais do que o usual, pois sabiam que eu valorizaria e aproveitaria essas revelações. A visualização da vida não é uma série fixa de eventos destinados a ocorrer, mas sim um panorama do que pode acontecer se certos caminhos forem seguidos. Já vivendo uma vida espiritual e comprometida, não me mostraram nada terrível.
Pelo contrário, foi revelado que eu enfrentaria perdas significativas, provavelmente perdendo minha alma gêmea com quem estava há 10 anos. Não posso enfatizar o suficiente o quão mágica era a nossa conexão, algo que encanta todos que leem sobre nós. Outro dia, durante uma sessão via Zoom, uma estudante mencionou ter lido sobre a sessão da Águia Careca no capítulo em que estou em Washington.
Ela ficou perplexa com o milagre contínuo das experiências que narrei. Foi então revelado a devastação e as perdas que eu enfrentaria ao retornar. não seria capaz de andar, falar e eu estava sem sentir dor, sem arranhões no rosto e sem sangue, diferente da foto que mostrei com minhas cicatrizes. Estava destroçado, sem dor física e sem cicatrizes, mas ainda assim estava perdendo tudo, lutando para coexistir entre duas dimensões, a espiritual e a material.
Esse é o desafio severo das pessoas com experiências de quase morte, tentar equilibrar esses dois mundos, o que muda dramaticamente seus paradigmas. Foi me mostrado que muitas das perdas que provavelmente ocorreriam. Enquanto refletia sobre como simplesmente deixar de respirar para não ser um fardo para minha família, os ecos dos agentes acáos me provocavam, questionando o impacto se eu superasse essa fase e qual inspiração poderia emergir disso.
Ainda assim, os médicos insistiam que tal recuperação era praticamente impossível devido à grave lesão cerebral que eu havia sofrido, a lesão axonal difusa, onde as substâncias branca e cinza do cérebro se separam. 90% das pessoas com essa condição nunca recuperam a consciência e os 10% restantes raramente se recuperam totalmente.
Eu sobrevivi ao coma e a tal lesão, mas os murmúrios dos agentes acá me desafiavam a pensar no potencial inspirador de uma recuperação. Enquanto eu reaprendia a falar, ainda confinado, a cama de hospital disse à minha parceira: “Se eu conseguir dar um passo, será a prova de que posso dar dois. Vou ver até onde posso chegar, trabalhando arduamente.
Infelizmente, após um incidente com um disco da coluna, retornei ao hospital meses depois para enfrentar uma terrível experiência de quase morte, onde encontrei demônios e outras visões aterradoras. No entanto, compreendi que frequentemente visitando esse portal, eu quase existo parcialmente lá, como se estivesse em uma sala de aula contínua.
Tornei-me ciente durante minhas horas de sono e às vezes até mesmo durante a vigília, sentindo como se estivesse entrando em uma conversa já em andamento. Entendi que a visualização é uma prática comum para todos que passam por isso. Embora muitos não se recordem, todos têm alguma conexão ou experiência com o outro lado e com entidades espirituais, mas muitos que morrem e voltam não retém essas memórias.
Foi sugerido pelos agentes acá estava recebendo um tratamento especial devido ao meu compromisso e desenvolvimento espiritual já estabelecidos antes dessa experiência. Eles estavam entusiasmados por poderem me oferecer mais insightes do que usualmente disponibilizam a outros, pois sabiam que eu valorizaria e utilizaria essas revelações adequadamente.
A visão de vida que me foi mostrada não consistia em um conjunto fixo de eventos que certamente ocorreriam, mas sim em uma série de possibilidades baseadas nas escolhas que eu poderia fazer. Já vivendo uma vida dedicada à espiritualidade, não foram mostrados eventos terríveis. mas sim que eu enfrentaria perdas significativas, incluindo possivelmente a perda da minha alma gêmea, com quem estava há 10 anos.
Não posso subestimar o quão mágico é nosso vínculo, algo que fascina todos que leem sobre nós. Outro dia, durante uma sessão via Zoom, uma estudante mencionou estar confusa após ler sobre a sessão da Águia Careca no capítulo em que estou em Washington, admirada com a sequência de milagres que narrei. Foi então que me revelaram as devastadoras perdas que enfrentaria ao retornar, a incapacidade de andar e falar, desafios que enfrentei sem dor física ou cicatrizes visíveis, ao contrário da foto que mostrei com cicatrizes e sangue
no rosto. Estava devastado, mas fisicamente intacto, lutando para coexistir entre duas dimensões, a espiritual e a material. Esse é o grande desafio para aqueles que têm experiências de quase morte, tentando equilibrar esses dois mundos, o que muda dramaticamente seus paradigmas. Foi demonstrado que muitas das perdas que provavelmente ocorreriam seriam inevitáveis, mas outras dependiam das escolhas que eu fizesse.
Alguns eventos na vida são como destinos difíceis que são certos de acontecer, como a morte, enquanto outros são mais suaves, influenciados pelas decisões que tomamos diariamente. encontrava-me numa encruzilhada crítica, onde a fronteira entre a vida e a morte se tornava tênue, e o peso de ser um fardo para minha família pesava em meu coração.
No entanto, uma decisão firme emergiu de meu íntimo. Eu não me limitaria a simplesmente sobreviver, mas buscaria descobrir até onde minha resiliência e determinação poderiam me levar. Se eu conseguir dar um passo, certamente poderei dar dois”, pensei, alimentando minha esperança com a perspectiva de superar as limitações físicas e mentais impostas pela minha condição.
Estava disposto a explorar todas as possibilidades, a expandir os limites de minha existência até onde pudesse alcançar. Nesse momento de introspecção profunda, percebi que a escolha de viver ou morrer, de lutar ou desistir, repousava exclusivamente em minhas mãos. Essa realização trouxe uma mistura de temor e empoderamento.
Decidi lutar com todas as minhas forças, engajando-me em uma batalha diária contra as adversidades que me confrontavam. Essa decisão reflete uma verdade fundamental sobre a existência humana. Embora certos aspectos de nossas vidas pareçam predestinados, como o tempo e o espaço que ocupamos, a maneira como escolhemos viver cada dia é totalmente definida por nós.
Este momento decisivo ocorreu em um quarto de hospital, um lugar que eu conhecia intimamente após meses de tratamentos e recuperações. O ambiente era estéril, marcado por paredes pálidas e o constante zumbido de máquinas que monitoravam minha vida. Apesar disso, esse cenário se transformou no palco de minha resolução. Ali, entre aparelhos e medicamentos, resolvi que minha vida teria um propósito maior que minha própria sobrevivência.
Cada respiração, cada pequeno movimento tornou-se parte de um esforço consciente para moldar meu destino. Não como uma série de eventos aleatórios, mas como uma narrativa de superação e esperança. Inspirado por histórias de pessoas que superaram grandes adversidades, visualizei-me não apenas andando, mas correndo.
Não apenas sobrevivendo, mas vivendo plenamente. Essa visão de recuperação não era apenas um sonho, mas um plano a ser meticulosamente executado. Com cada terapia, cada exercício de reabilitação, eu estava redigindo capítulos de uma história de triunfo pessoal. Minha jornada também foi alimentada por reflexões sobre a natureza da existência.
ponderava sobre o conceito de destino e livre arbítrio, questionando até que ponto nosso caminho está prédeterminado e quanto podemos influenciar através de nossas decisões. A experiência no limiar entre a vida e a morte ampliou minha compreensão de que, embora certos eventos na vida sejam imutáveis, muitos aspectos de nosso destino podem ser moldados e redefinidos por nossas ações e escolhas.
Este processo de autoavaliação e determinação não foi apenas sobre recuperação física, foi uma profunda transformação espiritual e mental. Aprendi que cada dia traz consigo oportunidades para escolher entre a resignação e a renovação, entre aceitar um destino supostamente predeterminado ou lutar para criar um novo.
No silêncio do meu quarto de hospital, com a luz do sol filtrando-se tenuamente pelas cortinas, prometi a mim mesmo que cada escolha que fizesse seria um passo em direção à vida, um testamento da minha resiliência e um desafio às probabilidades. Este episódio de minha vida, repleto de reflexão e decisão, tornou-se um exemplo vívido do poder da vontade humana.
Estava claro para mim que, mesmo em circunstâncias desafiadoras, cada indivíduo tem a capacidade de escolher seu caminho, de influenciar seu destino. Ao compartilhar minha história, espero inspirar outros a perceberem que, mesmo nas situações mais sombrias, a luz da esperança e da determinação pode emergir, guiando-nos através das sombras para um futuro repleto de possibilidades.
Portanto, cada passo que dou agora é carregado de significado. Cada decisão é uma afirmação de minha jornada, não apenas para sobreviver, mas para viver de maneira plena e significativa. A vida, eu aprendi não é apenas o ato de respirar, mas o ato de fazer cada respiração contar em uma tapeçaria rica e colorida de experiências, escolhas e transformações pessoais.
Isso ressalta que não precisamos enfrentar a morte para encontrar evidências de Deus, pois a espiritualidade pode ser uma presença constante em nossas vidas, influenciando nossas ações e escolhas diárias. Como um dos meus mestres espirituais, um Suami me aconselhou anos atrás. Devemos ser orgulhosos no mundo exterior, mas humildes em nossos corações.
Uma lição que levo profundamente a sério em minha jornada espiritual e humana.