COVEIRO RELATA OQUE VIU NO ENETERRO DE UM ASSASSINO

A história completa

Eu já enterrei mais corpos do que consigo lembrar, mas existe um enterro específico em novembro de 2014, que até hoje, mais de 30 anos depois, eu não consigo esquecer. Mas antes de começar, se você gosta de relatos reais, estranhos e perturbadores, siga a página para não perder nenhum história. Meu nome é Ilomar, tenho 54 anos e trabalho como coveiro no cemitério municipal de Divinópolis, Minas Gerais, há 29 anos.

Durante todo esse tempo, enterrei gente de todos os tipos. Boas pessoas, más pessoas, gente que a cidade inteira chorou, gente que ninguém foi ver partir. Mas tem um enterro que ficou marcado na minha memória de uma forma que nunca vou esquecer. Foi em novembro de 2014. O corpo era de um homem chamado Valdeci Ferreira, 53 anos, assassino condenado, tinha matado três pessoas em diferentes ocasiões, crimes brutais, violentos.

Passou quase 20 anos na cadeia, morreu de infarto lá dentro. Quando corpos de presos chegam para sepultamento, geralmente não tem velório, não tem família, não tem ninguém. A prefeitura autoriza um enterro simples e pronto. Foi o que aconteceu com Valdeci. Caixão lacrado, barato, de madeira fina. Chegou de manhã cedo, enterro marcado para as 8 horas.

Caveia a cova, como sempre fazia, 2 m de profundidade, terra argilosa, vermelha, típica da região. Trabalho pesado, mas rotineiro. O carro da funerária chegou no horário. Desceu apenas o motorista. Nenhum familiar, nenhum padre, ninguém. Ajudei a descer o caixão. Estava leve demais.

Corpos geralmente tem um peso específico. Aquele parecia vazio. Comentei com o motorista. Ele deu de ombros, disse que o homem era magro, tinha morrido doente. Só aceitei a explicação e continuei. Posicionamos o caixão no fundo da cova. O motorista saiu logo, como se tivesse pressa de ir embora dali. Fiquei sozinho, peguei a pá e comecei a jogar terra.

Foi na terceira ou quarta pá que ouvi. Batidas vindas de dentro do caixão. Três batidas seguidas claras. Parei imediatamente. Fiquei imóvel prestando atenção. Silêncio. Pensei que tinha imaginado. Voltei a jogar terra. As batidas voltaram. Mais fortes agora. Ritmadas. como se alguém estivesse batendo de propósito, tentando chamar atenção.

Larguei a pá, o coração disparou, as mãos começaram a tremer. Olhei para o caixão lá embaixo, já meio coberto de terra. Fiquei parado ali na beira da cova, olhando para baixo, tentando processar o que estava ouvindo. As batidas tinham parado de novo, mas meu corpo inteiro estava tenso, esperando que voltassem.

O cemitério municipal de Divinópolis foi fundado em 1923, numa época em que a cidade ainda era pequena, vivendo basicamente da agricultura. Com o tempo, a cidade cresceu, virou polo industrial e o cemitério cresceu junto. Hoje tem milhares de túmulos espalhados por várias alas. Trabalho ali desde 1985, quando tinha apenas 25 anos.

Meu pai, seu Geraldo, trabalhou como zelador no mesmo cemitério por 30 anos. Foi dele que aprendi que cemitério é lugar de respeito e silêncio, que cada pessoa enterrada ali tinha uma história boa ou ruim e que nosso trabalho era dar o descanso final sem julgamento. Mas aquele caso era diferente. Valdeci Ferreira não era uma pessoa qualquer.

Toda a cidade conhecia o nome dele, conhecia os crimes que tinha cometido. Matou três pessoas. A cidade inteira sabia da história. Muita gente queria que ele apodrecesse lá dentro. Quando soube que o corpo dele viria para o cemitério, não dei muita importância. Era só mais um enterro, mais um corpo, mais uma cova.

Mas agora, ouvindo aquelas batidas vindas de dentro do caixão, tudo parecia diferente, mais pesado, mais errado. Respirei fundo, tentei me acalmar. Pensei em todas as explicações racionais. Gases do corpo se movendo, madeira arranjendo com o peso da terra, qualquer coisa. Mas no fundo eu sabia que não era nada disso.

Peguei a pá de novo, as mãos ainda tremendo. Precisava terminar o trabalho, precisava enterrar aquele [música] corpo e ir embora. Joguei mais uma pá de terra e as batidas voltaram mais fortes. Era uma sequência contínua, quase desesperada, como se alguém estivesse socando a tampa do caixão de dentro. Larguei a pá de novo.

Dei alguns passos para trás. Minha respiração saía pesada, ofegante. Olhei ao redor. O cemitério estava vazio naquela hora da manhã. Nenhum visitante, nenhum funcionário por perto, só eu e aquele caixão com as batidas vindas de dentro. Pensei em correr até a administração, chamar alguém, mas meus pés não obedeciam.

Fiquei ali paralisado, ouvindo aquele som que não deveria existir. As batidas pararam de repente. Silêncio total. Fiquei esperando 5 segundos, 10, 20, nada. Respirei aliviado. Talvez tivesse sido gases mesmo ou a madeira se acomodando. Alguma explicação lógica. Peguei a pá de novo, as mãos mais calmo. Agora voltei a jogar terra, tentando terminar logo aquilo.

Estava quase na metade quando ouvi algo diferente. Não era batida, era um som raspado, como se algo estivesse arranhando a madeira por dentro. Mas era devagar. Parei e então percebi algo que me fez o estômago revirar. Vi a tampa do caixão se mover. Recuei alguns passos. O coração batia tão forte que conseguia ouvir o som na cabeça.

Não foi muito, apenas alguns centímetros, mas se moveu. Tinha certeza absoluta. Saí correndo. Deixei tudo ali, a pá, as ferramentas, o trabalho pela metade. Corri até a administração sem olhar para trás. Encontrei seu Paulo, o administrador, tomando café. Contei tudo, atropelando as palavras, sem conseguir controlar a voz.

Ele me olhou com ceticismo no começo. Disse que era a impressão que gente morta não move. Mas quando viu o estado em que eu estava, tremendo, suado, pálido, concordou em ir verificar comigo. Voltamos juntos para a cova. Caminhamos devagar, eu atrás dele. Quando chegamos, o caixão estava quieto, imóvel, a terra ao redor, exatamente como eu tinha deixado.

Seu Paulo olhou para mim, não disse nada, mas a expressão dele era clara. Achava que eu tinha surtado, mas eu sabia o que tinha visto e o que tinha ouvido. Seu Paulo ficou ali por alguns minutos, observando a cova. Depois se aproximou da beira e olhou para baixo, para o caixão meio enterrado. Disse que precisávamos terminar o serviço, que não podíamos deixar aquilo assim.

Concordei, mas meu corpo inteiro resistia. Não queria chegar perto daquela cova de novo. Ele pegou a pá e começou a jogar terra devagar, observando o caixão a cada pá. Nada aconteceu. Silêncio total. Depois de alguns minutos, ele me estendeu a pá. disse que eu precisava terminar, que era meu trabalho.

Peguei com as mãos ainda tremendo. Comecei a jogar terra rápido, querendo acabar logo. Quando a cova estava quase completa, seu Paulo foi embora. Disse que tinha outras coisas para resolver. Deixou-me sozinho para finalizar. Assim que ele saiu, as batidas voltaram. Três batidas. Pausa. Três batidas de novo. Parei imediatamente.

Olhei ao redor. Não havia ninguém. As batidas continuaram agora acompanhadas daquele som raspado, como unhas na madeira. Joguei o resto da terra rápido, sem olhar muito para baixo. Cobri tudo, nivelei o chão, coloquei a placa provisória com o nome. Mas mesmo com 2 m de terra sobre o caixão, ainda conseguia ouvir, fraco, abafado, mas lá estava as batidas.

Saí dali o mais rápido que pude. No resto do dia, tentei trabalhar normalmente, mas não conseguia parar de pensar naquilo. Comentei com outros funcionários. Ninguém levou a sério. Disseram que era cansaço, calor, imaginação. Mas à tarde o Toninho, um dos zeladores, me procurou.

disse que também tinha ouvido algo estranho naquela área, que tinha passado perto do túmulo de Valdeci, que ouviu um murmúrio baixo, como um sussurro. Disse que olhou ao redor e não tinha ninguém, estava sozinho. Perguntei o que ele achava que era. Ele ficou em silêncio por um tempo, depois disse algo que nunca esqueci. Tem gente que morre, mas não aceita, principalmente gente ruim, fica preso, sem paz.

Toninho era mais velho que eu, tinham 60 e poucos anos, morava em Divinópolis a vida toda. Conhecia as histórias da cidade, as famílias, os crimes que marcaram época. Começou a falar sobre Valdeci, que o primeiro assassinato aconteceu em 1992. Valdecia entrou numa loja de material de construção na região central. Era final de tarde, quase na hora de fechar.

O dono, seu Joaquim, homem de 50 anos, pai de três filhos, estava sozinho no caixa. Valdeci pediu dinheiro. Seu Joaquim entregou tudo que tinha, quase R$ 2.000, mas não bastou. Valdecia atirou mesmo assim. Não foi um tiro só, foram cinco. Seu Joaquim caiu atrás do balcão, agonizando. Valdecia ainda pulou o balcão e deu mais dois tiros na cabeça dele.

A polícia só encontrou o corpo no dia seguinte. A família ficou destruída. A viúva nunca se recuperou. Toninho fez uma pausa, acendeu um cigarro, continuou. O segundo crime foi em 1995. Dessa vez foi a própria mulher, Cláudia, 28 anos. Moravam juntos há 3 anos, brigavam muito. Vizinhos ouviam gritos quase toda semana.

Numa noite de sábado, a briga foi longe demais. Valdecia espancou Cláudia com um pedaço de madeira. [música] bateu tanto que deformou o rosto dela. Depois, quando ela já estava no chão e inconsciente, continuou batendo na cabeça, no peito, nas costas. Só parou quando ela morreu. Depois tentou esconder o corpo, enrolou em lençol, colocou no porta-malas do carro, levou para uma área de mata, cavou um buraco raso e enterrou.

A polícia só encontrou o corpo duas semanas depois, porque cachorros farejaram e começaram a cavar. Toninho apagou o cigarro. Sua voz estava mais baixa agora, mais pesada. O terceiro crime foi o pior. Toninho respirou fundo antes de continuar. O terceiro crime aconteceu em 1998 num bar na periferia de Divinópolis. Valdeci estava jogando sinuca com outros homens, apostando dinheiro.

Perdeu várias partidas seguidas. Devia quase R$ 500 para um homem chamado Gilmar, mecânico de 34 anos, casado, dois filhos pequenos. Gilmar cobrou a dívida. Valdeci diz que não tinha o dinheiro naquele momento. Gilmar insistiu. A discussão esquentou. Valdec saiu do bar dizendo que ia buscar o dinheiro. Voltou meia hora depois, mas não trouxe dinheiro. Trouxe uma faca.

Entrou no bar direto, sem falar nada. Foi até Gilmar, que estava de costas conversando com amigos, e enfiou a faca nas costas dele. Gilmar caiu. Valdeci continuou. Esfaqueou mais sete vezes. Pescoço, peito, barriga. Não parou nem quando Gilmar já estava no chão, sangrando, pedindo ajuda. As pessoas no bar ficaram paralisadas.

Ninguém conseguiu reagir a tempo. Gilmar morreu ali mesmo, no chão do bar, antes da ambulância chegar. Valdeci foi preso horas depois em casa, dormindo com a roupa ainda suja de sangue. No julgamento, não demonstrou arrependimento. Disse que fez o que tinha que fazer, que Gilmar não deveria ter cobrado na frente de todo mundo, que isso foi desrespeito.

Pegou 20 anos, cumpriu 19, morreu de infarto na cadeia antes de completar a pena. Poninho terminou de contar e ficou em silêncio, olhando para o chão. Eu também fiquei calado, processando tudo. Três vidas tiradas com brutalidade, três famílias destruídas e nenhum arrependimento. Olhei na direção do túmulo de Valdeci, lá na distância e entendi porque aquele enterro tinha sido tão perturbador.

Não era só um corpo sendo enterrado, era alguém que tinha causado tanto sofrimento, tanta dor, sendo colocado na mesma terra que abrigava pessoas boas. Toninho acendeu outro cigarro, disse algo que ficou na minha cabeça. Gente assim, não descansa, nem deixa os outros descansarem. Nos dias seguintes, passei a evitar aquela área do cemitério.

Quando precisava trabalhar perto, fazia rápido e saía. Mas outras pessoas começaram a relatar coisas estranhas. Uma senhora que foi visitar o túmulo do marido, três fileiras atrás do túmulo de Valdecir, disse que sentiu um mal-estar forte, tontura, náusea, precisou ser socorrida. Um rapaz que trabalhava cortando grama reclamou que a máquina morria toda vez que passava perto daquela área.

Ligava de novo, andava alguns metros, morria outra vez. só voltava a funcionar normal quando se afastava. Seu Paulo, o administrador, começou a receber reclamações. Algumas famílias pediam para transferir seus entes queridos para outras áreas, longe dali. A situação estava ficando insustentável. Três semanas após o enterro de Valdecir, seu Paulo me chamou no escritório.

Disse que precisávamos fazer algo que não podia deixar aquela área virar problema. Sugeriu chamar um padre para benzer o local. Padre Onofre veio numa tarde de quinta-feira, homem de uns 70 anos, calmo, que trabalhava na paróquia há décadas, conhecia muita gente da cidade, tinha celebrado missas para várias famílias ali enterradas.

Levamos ele até o túmulo de Valdeci. Expliquei o que tinha acontecido. Sem entrar em muitos detalhes. Só disse que desde aquele enterro coisas estranhas vinham acontecendo. Ele ouviu em silêncio. Depois pediu água benta que seu Paulo tinha trazido. Começou a rezar. Orações em latim que eu não entendia.

jogou água benta sobre o túmulo, fez o sinal da cruz várias vezes, ficou ali por quase meia hora rezando, concentrado, sério. Quando terminou, olhou para mim e disse algo simples, mas que carregava peso. Algumas almas carregam tanta escuridão que mesmo a morte não consegue apagar. Só podemos rezar por elas e pedir proteção para os que ficam. Ele foi embora.

A tarde estava caindo. Fiquei ali sozinho por alguns minutos, olhando para o túmulo. A terra estava lisa, bem cuidada, a placa com o nome, nada de anormal, pelo menos na superfície. Mas eu sabia que embaixo, 2 m abaixo, algo não estava em paz e talvez nunca ficasse. Depois da bênção de padre Onofre, as coisas melhoraram um pouco.

Os relatos de mal-estar diminuiram. A máquina de cortar grama voltou a funcionar normalmente. As pessoas deixaram de reclamar, mas eu ainda sentia algo errado naquela área, um peso no ar, uma sensação ruim que não conseguia explicar. Dois meses após o enterro, em janeiro de 2015, uma mulher de uns 40 anos, magra, cabelos curtos, expressão cansada, perguntou onde ficava o túmulo de Valdeci Ferreira. Levei ela até lá.

No caminho, perguntei quem ela era. Disse que era a irmã dele, a única pessoa da família que ainda mantinha algum contato, que tinha vindo de longe só para ver onde estava enterrado. Ficamos parados diante do túmulo. Ela não chorou, apenas olhou em silêncio por um longo tempo. Depois disse com a voz baixa: “Ele meu irmão, mas era um homem ruim. Fez coisas terríveis. Sei disso.

A família toda sabe. Ela se ajoelhou, tocou a terra com a mão. Depois de alguns segundos, levantou-se, limpou a mão na roupa, olhou para mim. Acha que ele tá em paz? A pergunta me pegou de surpresa. Não sabia o que responder. Ela deve ter visto algo na minha expressão. Balançou a cabeça devagar. Não deve estar, né? Não, depois de tudo.

Não respondi. Ela não esperava a resposta. Fui embora sem olhar para trás. Fiquei ali sozinho, olhando para o túmulo. Uma semana depois da visita da irmana de Valdeci, aconteceu algo que me fez entender que aquilo nunca ia acabar. Era uma terça-feira, final de tarde. Eu estava terminando o expediente, guardando as ferramentas quando o Toninho veio correndo.

Estava pálido, ofegante. Disse que eu precisava ver algo urgente. Fomos até o túmulo de Valdeci. A terra tinha cedido, não toda, mas uma parte significativa, como se tivesse afundado de dentro para fora, formando uma depressão no centro, expondo parte da madeira do caixão. Toninho disse que tinha passado ali há 2 horas e estava tudo normal, que aquilo tinha acontecido de repente, sem motivo.

Olhei ao redor. O resto dos túmulos estava intacto. Apenas o de Valdeci tinha cedido. Seu Paulo chegou logo depois, examinou a situação, disse que precisaríamos consertar, jogar mais terra, nivelar tudo de novo. Mas quando nos aproximamos da depressão, sentimos um cheiro forte, pútrido, como carne podre. Seu Paulo recuou, disse que não era normal, que corpo enterrado há dois meses não deveria cheirar assim, não atravessando 2 m de terra.

Chamamos a administração da funerária. Eles mandaram um técnico no dia seguinte. O técnico desceu na cova com equipamento de proteção, examinou o caixão exposto, depois subiu com o rosto fechado. Disse que o caixão tinha rachaduras, que estava se decompondo rápido demais para o tempo de enterro, que aquilo não era normal.

Recomendou que lacrassem melhor, jogassem terra nova, talvez até cal para controlar o cheiro. Fizemos tudo isso. Levamos a tarde inteira. Quando terminamos, o túmulo estava nivelado novamente, bem cuidado. Mas naquela noite, Toninho me ligou. disse que tinha voltado ao cemitério para pegar algo que tinha esquecido e que quando passou perto do túmulo de Valdeci, viu algo que o fez sair correndo.

Havia uma figura parada ali, imóvel, de pé sobre o túmulo. Toninho não conseguiu ver o rosto direito por causa da escuridão, mas disse que a figura era de um homem magro, alto, com a mesma altura que Valdeci tinha. E quando ele gritou perguntando quem estava ali, a figura simplesmente desapareceu como se nunca tivesse existido.

Depois daquele dia, decidi que não ia mais trabalhar perto daquele túmulo. Pedi para seu Paulo me realocar para outras áreas. Ele entendeu, não perguntou muito. Toninho também começou a evitar aquela área. Dizia que não dormia mais direito, que toda a noite sonhava com aquela figura parada sobre o túmulo. Outros funcionários começaram a relatar coisas parecidas: sombras, sons, a sensação constante de ser observado naquela área.

Seis meses depois do enterro, a administração decidiu cercar aquela sessão com grades baixas. disse que era por questão de segurança, mas todo mundo sabia o motivo real. Poucos visitantes iam até lá. A área ficou praticamente abandonada. Trabalhei no cemitério por mais 3 anos depois disso. Em 2018, pedi transferência para outro cemitério da cidade.

Não aguentava mais estar perto daquele lugar. Hoje, 10 anos depois, ainda penso naquele dia, nas batidas que euou vi vindo de dentro do caixão, na figura que Toninho viu. Valdeci Ferreira matou três pessoas em vida, destruiu famílias inteiras sem demonstrar arrependimento. E acho que a morte não foi suficiente para pagar por tudo isso. Acho que ele continua ali preso, sofrendo e talvez seja exatamente o que ele merece.

Mas eu não quis mais estar perto disso. Hoje tenho 54 anos. Trabalho em outro cemitério, mais tranquilo, sem histórias pesadas, mas de vez em quando ainda ouço falar sobre o túmulo de Valdeci. Conhecidos me contam que a área continua estranha. Se gostou, eu realmente agradeceria se deixasse o like e se inscrevesse para receber mais relatos como este.

Isso é tudo por hoje, mas nos vemos em breve. No próximo.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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