Chico Xavier – A história como nunca te contaram!
O pai de Chico infelizmente não tinha capacidade para cuidar e criar os nove filhos (Maria Cândida, Luzia, Carmosina, José, Maria de Lourdes, Chico, Raimundo, Maria da Conceição e Geralda) e acabou entregando seis deles a padrinhos e amigos.
O pequeno Chico viveu nos dois anos após a morte de sua mãe com sua madrinha, Rita de Cássia, que, segundo os biógrafos, era uma mulher muito cruel que batia no garoto diariamente, além de fazê-lo se vestir como uma menina, usando como justificativa para essa maldade que ele tinha o diabo no corpo.
Nesse período vivendo sob os cuidados dessa pessoa severa e desequilibrada emocionalmente — que provavelmente era obsediada, o que significa quando espíritos desencarnados de baixa vibração influenciam pessoas encarnadas a agirem de uma determinada forma, geralmente muito negativa e prejudicial tanto para a pessoa quanto para quem está à sua volta —, Chico era açoitado com vara de marmelo e tinha garfos cravados em sua barriga, resultando em muitos e graves ferimentos em seu corpo.
Os únicos momentos de conforto que Chico tinha eram quando o espírito de sua mãe vinha visitá-lo, trazendo um pouco de alívio e conversando com a criança sempre com palavras de paz e serenidade.
Na maioria dessas conversas, a mãe de Chico dizia que iria mandar um anjo para reunir toda a família, e assim aconteceu: o pai de Chico se casou novamente, desta vez com Cidália Batista. Desse novo casamento, Chico ganhou mais seis irmãos: André Luiz, Lucília, Neusa, Cidália, Doralice e João Cândido.
Com essa nova formação da família, Chico Xavier conseguiu voltar a morar com o pai, seus irmãos e sua segunda mãe, Dona Cidália, que tratava todos com muito carinho.
O tempo foi passando e Chico Xavier começou a ter muitos sonhos durante a noite; ele se levantava agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava seus sonhos para a família.
Por causa dessas histórias de sonhos estranhos, seu pai, assustado, resolveu levar Chico até o vigário de Matozinhos, que pediu para que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros.
Ao conversar com o espírito de sua mãe sobre sua frustração em ser sempre desacreditado, Chico escutou que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada para não atrair a antipatia dos outros, que deveria aprender a se calar e, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Depois disso, durante sete anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais nenhum contato com sua mãe.

Chico estudou apenas até o primário porque, desde os 8 anos de idade, precisava ir para a escola na parte da manhã e, à tarde, trabalhar em uma indústria de fiação e tecelagem para ajudar com os custos da casa.
Em 1922, quando estava no quarto ano, recebeu menção honrosa por uma redação em um concurso estadual sobre o Centenário da Independência do Brasil, a qual confidenciou ao professor ter sido ditada por um homem do outro mundo.
Em 1925, Chico deixou a fábrica e começou a trabalhar na venda do senhor José Felizardo. As perturbações noturnas voltaram e, depois de dormir, ele caía em transe profundo.
Na sua vida adulta, Chico Xavier teve quatro empregos, mas durante 32 anos trabalhou na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo e, a partir de 1959, em Uberaba, para onde foi transferido por orientação dos benfeitores espirituais.
Foi lá que Chico começou de verdade as suas atividades mediúnicas em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Nessa época teve início a famosa peregrinação: todos os sábados ele saía da Comunhão Espírita Cristã e visitava alguns lares carentes, levando a alegria da sua presença amiga, acompanhado por um grande número de pessoas.
A cidade de Uberaba se transformou em um polo de atração para inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.
Mesmo com a crescente fama, Chico sempre se sustentou com seu modesto salário, sem cobrar ou exigir dinheiro de qualquer pessoa. O seu trabalho espiritual era honesto e sincero; ele acreditava que ajudar as pessoas, seus irmãos, era o grande propósito da sua vida.
Chico se aposentou como datilógrafo do Ministério da Agricultura. Jamais se aproveitou de sua mediunidade: ganhava dos mais simples aos mais valorizados presentes — canetas, fazendas, carros —, mas recusava cada um deles de forma muito educada e com muita gratidão.
Chico psicografou mais de 450 livros. De acordo com a lei dos homens, todos os direitos autorais eram dele, mas o médium nunca fez questão de lucrar absolutamente nada com isso; doou os direitos de todas as suas obras para as federações espíritas e instituições assistenciais beneficentes — um verdadeiro exemplo vivo de cidadania e amor ao próximo.
Chico foi católico até o ano de 1927 e sempre cumpria as obrigações indicadas pela igreja: confessava-se, comungava, comparecia pontualmente às missas, acompanhava as procissões e tinha o Padre Sebastião Scarzelli como seu orientador religioso.
Mas, nesse mesmo ano, quando Chico estava no auge de seus 17 anos de idade, presenciou a completa perturbação de uma de suas irmãs, causada por um processo de obsessão espiritual. Então, ele e sua família tiveram que recorrer ao casal de espíritas Sr. José Hermínio Perácio e Dona Carmen Pena Perácio, que, depois de algumas reuniões e muito esforço da família de Chico, curaram a jovem obsediada.
Na mesa das sessões estavam dois livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Foi então que Chico ouviu sua mãe dizer: “Meu filho, eis que estamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.”
Dessa forma, nesse mesmo ano, Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga. A sede foi construída no local onde ficava a antiga casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico realizou sua primeira atuação pública em sessão mediúnica.
A mediunidade de Chico Xavier se manifestou pela primeira vez quando ele tinha apenas 4 anos de idade, nas formas de clarividência e clariaudiência — ou seja, ele via e ouvia o espírito desencarnado de sua mãe. Aos 17 anos, realizou sua primeira reunião pública mediúnica, começando a psicografar, o que consiste em escrever no papel aquilo que os espíritos ditam. Aos poucos, ele foi aperfeiçoando essa faculdade.
Em uma das reuniões realizadas em janeiro de 1929 no Centro Luiz Gonzaga, Dona Carmen Perácio teve uma visão simbólica da futura missão de Chico: afirmou ter visto muitos livros ao redor dele trazidos por amigos desencarnados. Chico não imaginava nada a respeito, mas as mensagens psicografadas começaram a se multiplicar a cada dia, trazendo o amor e a fraternidade como temas centrais.
O médium se encontrou diante de um dilema: por que não divulgá-las? Mas quem constaria como autor? O público aceitaria a mensagem se ela não fosse atribuída diretamente a ele, mas sim a espíritos amigos?
Para sanar a dúvida, resolveu escrever para o Aurora, um jornal espírita do Rio de Janeiro, expondo a questão. Inácio Bittencourt, diretor do jornal, respondeu que não via nenhum inconveniente em publicar aquelas páginas com o nome do médium, afinal, ninguém poderia julgar a autenticidade de antemão.
Foi a partir daí que a assinatura “F. Cândido Xavier” começou a aparecer em várias publicações, sobretudo textos de poesia. Seus trabalhos figuraram no Jornal das Moças, no Suplemento Literário de O Jornal (ambos do Rio de Janeiro) e no Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, editado em Portugal.
Não demorou muito para o médium sintonizar com as mais diversas vibrações espirituais. Foi então que o espírito Emmanuel se tornou seu guia espiritual definitivo.
O primeiro encontro com Emmanuel aconteceu no final de 1931. Em uma tarde, enquanto o médium descansava debaixo de uma árvore próximo a um açude na saída de Pedro Leopoldo, viu um espírito se aproximar. O benfeitor trajava uma túnica semelhante à dos sacerdotes e perguntou se Chico estava realmente disposto a usar sua mediunidade para divulgar o Evangelho de Jesus. Chico respondeu afirmativamente e perguntou se Emmanuel o considerava apto; o guia respondeu que sim, enfatizando que com disciplina tudo daria certo.
Segundo Chico, até aquele momento a última encarnação do espírito Emmanuel fora como o jesuíta Manuel da Nóbrega, figura de destaque na história do Brasil e um dos fundadores da cidade de São Paulo.
Antes disso, Emmanuel havia encarnado há mais de 2.000 anos em Roma com o nome de Públio Lêntulo, ocupando o cargo de senador. Pouco depois, reencarnou como escravo cristão, morrendo na arena dilacerado por feras sob o aplauso da corte romana. A reencarnação é um tema tão marcante que, nos dias atuais, o médium Divaldo Franco, companheiro de ideal de Chico, afirmou que Emmanuel já se encontra novamente reencarnado na Terra para uma nova jornada de trabalho anônimo.
Ainda em 1931, Chico psicografou o primeiro poema assinado por um autor desencarnado: Casimiro Cunha, poeta cego desde os 16 anos, nascido em 1880 e falecido em Vassouras em 1914.
Com o tempo, foram surgindo poesias assinadas por expoentes da literatura brasileira e portuguesa, como Castro Alves, Alphonsus de Guimaraens, Olavo Bilac, António Nobre, Fagundes Varella, João de Deus, Guerra Junqueiro, Dom Pedro I, Raimundo Correia, Casimiro de Abreu, Júlio Dinis, Cruz e Sousa, entre outros.
As notícias se espalharam rapidamente por Pedro Leopoldo e, logo em 1932, Manuel Quintão, da Federação Espírita Brasileira, reuniu todas as poesias psicografadas no livro de título emblemático: Parnaso de Além-Túmulo.
A repercussão foi imediata, causando grande impacto nos círculos literários brasileiros. Jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo enviaram repórteres e fotógrafos a Pedro Leopoldo para conhecer de perto aquele jovem do interior de apenas 22 anos, que surgia dividindo opiniões entre a genialidade e a fraude.
Como era previsível, as reações mais duras vieram de setores católicos. O Padre Júlio Maria, da cidade mineira de Manhumirim, em seu periódico O Lutador, criticou asperamente Chico com ironia, dizendo que o médium precisaria ter “couro de rinoceronte” para suportar tantos espíritos.
As acusações se repetiram com tamanha intensidade que Chico chegou a adoecer, desanimado. Contudo, após uma exortação fraterna e firme de seu guia espiritual, recuperou as forças para seguir adiante.
Mesmo diante de ataques, em 1935 publicou seu segundo livro psicografado: Cartas de uma Morta, ditado pelo espírito de sua mãe, Maria João de Deus. Além disso, lançou a segunda edição ampliada de Parnaso de Além-Túmulo, contendo acréscimos expressivos como os versos de Olavo Bilac e a crônica De pé, os mortos!, do recém-desencarnado Humberto de Campos.
Enquanto isso, a procura por Chico Xavier crescia dia a dia em Pedro Leopoldo. Segundo seu orientador espiritual, a meta inicial de Chico para a difusão da doutrina seria a psicografia de 100 livros — marca que ele não apenas cumpriu, mas superou em quase cinco vezes ao longo da vida.
Na residência onde morou, foi instalado um memorial que preserva o acervo de seus 71 anos de dedicação mediúnica, reunindo mais de 450 obras psicografadas. Após sua desencarnação em 2002, vieram a público mais 62 obras inéditas.
Seus livros alcançaram grande projeção internacional, com traduções em mais de 30 idiomas. No Japão, o romance Nosso Lar, ditado pelo espírito André Luiz, ultrapassou a marca de 3 milhões de exemplares vendidos, tornando-se um best-seller. O idioma italiano foi o que mais reuniu títulos traduzidos (cerca de 80), com edições lançadas também em inglês, francês, alemão, finlandês, russo e hebraico.
Uma de suas produções mais conhecidas é Nosso Lar, adaptada para o cinema em 2010. Psicografada em 1944, a obra abre a série A Vida no Mundo Espiritual e descreve a colônia homônima sob a ótica do médico André Luiz, narrando desde o seu despertar no umbral até a sua adaptação às atividades em diferentes ministérios da cidade espiritual.
O livro alcançou vendagens expressivas no país e a versão cinematográfica atraiu mais de 4 milhões de espectadores aos cinemas, gerando uma arrecadação de 25 milhões de reais — montante cujos rendimentos de direitos foram direcionados a iniciativas de assistência social.
A trajetória de Francisco Xavier foi marcada pelo desprendimento e pela constante recusa de compensações materiais. Quando o empresário Fred Figner lhe destinou uma vultosa quantia em testamento, o médium repassou integralmente o valor à Federação Espírita Brasileira para aplicação em obras sociais. Figner, fundador da Casa Edison e pioneiro fonográfico no Brasil, manteve longa correspondência com Chico e, um ano após sua morte (1948), ditou o livro Voltei, sob o pseudônimo de Irmão Jacob.
Destaca-se também Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, psicografada na década de 1930 e atribuída a Humberto de Campos, interpretando a formação histórica brasileira por uma perspectiva espiritual.
A obra motivou uma ação judicial movida pela viúva do escritor maranhense, reivindicando eventuais direitos autorais caso a autoria do falecido fosse reconhecida. Com a assistência jurídica da FEB, o caso originou a publicação de A Psicografia Perante os Tribunais, de Miguel Timponi.
A decisão judicial assentou que os direitos patrimoniais incidiam apenas sobre as obras produzidas em vida pelo autor, não cabendo à Justiça julgar o mérito da comunicação mediúnica. Por precaução editorial, o espírito passou a assinar suas produções seguintes como Irmão X.
O interesse público em torno de Chico Xavier intensificou-se nas décadas seguintes, culminando em momentos de grande audiência na televisão.
Em 28 de julho de 1971, sua participação no programa Pinga-Fogo, da TV Tupi, atingiu 35 pontos de audiência, motivando reprises e transmissão em rede nacional. Na ocasião, Chico relatou o episódio de um voo entre Uberaba e Belo Horizonte no qual, sob forte turbulência generalizada, ouviu de Emmanuel a clássica advertência para manter a serenidade: “Se é hora de morrer, morra com educação, em silêncio, sem afligir os demais.”
O impacto garantiu uma segunda edição do programa em 21 de dezembro de 1971, que alcançou recorde histórico estimado em 86% dos aparelhos ligados, segundo o jornalista Saulo Gomes. Questionado sobre a situação social e política do país, o médium sustentou posições de apelo à concórdia e à preservação institucional.
Em 1994, o tabloide norte-americano National Examiner publicou matéria intitulada “Fantasmas escritores fazem romancista milionário”, repercutida no Brasil pela revista Manchete sob o título “O Secretário dos Fantasmas”, sugerindo receitas milionárias com a venda de livros.
A Federação Espírita Brasileira e demais editoras desmentiram formalmente as insinuações por meio de seus diretores, reiterando que Chico Xavier abriu mão formalmente de todos os direitos autorais em favor de entidades beneficentes e da difusão doutrinária a preços acessíveis.
A trajetória do médium também atravessou contestações públicas. Em 1958, seu sobrinho Amauri Xavier concedeu entrevista ao jornal Diário de Minas afirmando que suas próprias manifestações mediúnicas — e as de seu tio — decorriam apenas de talento literário e capacidade mnemônica de imitação.
A repercussão ganhou as páginas de grandes periódicos, como a manchete de O Globo de 16 de julho de 1958 (“Desmascarado Chico Xavier pelo sobrinho e auxiliar”).
Posteriormente, familiares e contemporâneos esclareceram a instabilidade emocional e os hábitos desregrados do jovem, conforme registrado pelo biógrafo Marcel Souto Maior em As Vidas de Chico Xavier, restabelecendo o apoio público à conduta do médium mineiro.
Francisco Cândido Xavier faleceu no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos, em decorrência de parada cardiorrespiratória em sua casa em Uberaba, sendo encontrado por seu filho adotivo, Eurípedes Higino.
O médium costumava expressar o desejo de partir em um dia de júbilo nacional — coincidindo a data com a conquista do pentacampeonato mundial pela Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Japão.
Sobre o desencarne, Chico costumava lembrar as instruções dos amigos espirituais de que o sono e o despertar matinal funcionam como um ensaio diário para a transição definitiva da alma, desmistificando o receio da morte.
Em manifestação oficial, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, declarou: “Grande líder espiritual e figura querida e admirada pelo Brasil inteiro, Chico Xavier deixou sua marca no coração de todos os brasileiros, que ao longo de décadas aprenderam a respeitar seu permanente compromisso com o bem-estar do próximo.”
Estima-se que mais de 120 mil pessoas compareceram ao velório realizado em Uberaba nos dias 1º e 2 de julho. O cortejo até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por mais de 30 mil pessoas a pé ao lado do caminhão do Corpo de Bombeiros, sendo acolhido por uma chuva de pétalas de cerca de 3 mil rosas lançadas de uma aeronave oficial.
Marcado pelo altruísmo e pela caridade prática, o legado de Chico Xavier ultrapassou fronteiras confessionais, consolidando-o como uma das personalidades mais reverenciadas da história brasileira contemporânea.
Até 1980, calculava-se que mais de 2.000 instituições assistenciais haviam sido fundadas, amparadas ou mantidas com o auxílio das doações e da renda de seus livros psicografados.
Nos anos de 1981 e 1982, uma ampla mobilização nacional e internacional, que reuniu cerca de 2 milhões de assinaturas e o apoio de comitês de 29 países, formalizou sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz.
Em 1999, o Governo de Minas Gerais instituiu a Comenda da Paz Chico Xavier, concedida a personalidades dedicadas à causa humanitária e à cultura de paz.
Em 2006, foi eleito “O Maior Brasileiro da História” em enquete promovida pela revista Época. Em 2012, venceu o concurso O Maior Brasileiro de Todos os Tempos (SBT/BBC), superando Ayrton Senna na semifinal e obtendo 71,4% dos votos na final contra Santos Dumont e a Princesa Isabel.
Ao longo da vida, foi agraciado com títulos de cidadania honorária em mais de 100 municípios brasileiros, tornando-se tema de diversos documentários, biografias e canções compostas por nomes da MPB, como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Fábio Júnior e Vanusa.
As residências onde viveu em Pedro Leopoldo e Uberaba foram convertidas em centros de memória e museus abertos à visitação pública, assim como o espaço histórico da Fazenda Modelo.
Por meio da Lei Federal nº 14.201 de 2021, o nome de Francisco Cândido Xavier foi solenemente inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.