FÉ OBSCURA E SANGUE: A Pastora Teóloga que Inventou um Estupro e Armou a Execução Brutal do Vizinho em Três Lagoas

Em uma trama macabra onde o fanatismo religioso, a manipulação psicológica e a obsessão amorosa se fundem de forma estarrecedora, a cidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, presenciou um dos crimes mais friamente calculados e perturbadores da história recente do True Crime brasileiro. No centro desse pesadelo está Águeda da Silva Xavier: uma mulher que se apresentava à sociedade como pastora evangélica, teóloga, mentora e até psicoterapeuta, mas que, nos bastidores, arquitetou a execução de um pai de família inocente por não aceitar ser rejeitada.
O caso, que começou com a narrativa assustadora de uma suposta invasão domiciliar e violência sexual, terminou em um tribunal de júri com condenações pesadas, expondo uma teia de mentiras, uso do crime organizado e a destruição de uma família inteira.

A Máscara da Santidade e a Rejeição Amargurada

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Para a comunidade de Três Lagoas, Águeda Xavier era o retrato da devoção. Sempre vestindo saias longas, blusas fechadas e sem maquiagem, ela pregava em diversas congregações, lecionava oratória, dava aulas particulares e oferecia apoio social. Dentro da própria família, exercia papel de liderança e mentoria, sendo considerada uma segunda mãe por vários sobrinhos.
Porém, por trás da fachada de conselheira e mulher de fé, escondia-se uma personalidade perturbada e vingativa. No final de 2021, aos 41 anos, a pastora — solteira há mais de duas décadas — desenvolveu uma fixação obsessiva por Francisco Guitenberg Vieira Pinto, de 52 anos. Francisco era um homem evangélico, trabalhador da empresa Metal Frio, casado, pai de três filhos adultos e conhecido por sua rotina impecável e pacífica. Todos os dias, ele fazia o mesmo trajeto a pé entre a ponto de ônibus e sua casa, passando exatamente em frente à residência de Águeda.
Quando Francisco recusou as investidas românticas da pastora, mantendo-se fiel à sua família e ao seu casamento, o orgulho de Águeda ruiu. A rejeição transformou-se em um plano de vingança diabólico.

O “Falso Estupro” e a Metamorfose Surpreendente

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Em meados de novembro de 2021, Águeda começou a espalhar para familiares e conhecidos uma história aterrorizante: um homem de rosto coberto e óculos escuros teria invadido sua casa de madrugada, rendido-a com uma faca e a violentado brutalmente.
Imediatamente, a rotina e até o visual da religiosa mudaram de forma drástica. A pastora aposentou as saias longas, passou a vestir calças jeans coladas, maquiou o rosto com batom vibrante e adotou uma postura vaidosa que chocou a família. Para reforçar a farsa do abuso, ela aceitou ir a um posto de saúde acompanhada de uma sobrinha, mas exigiu entrar sozinha no consultório. Ao sair, mentiu dizendo ter levado “dois pontos nas partes íntimas” devido à violência do ataque.
Dias depois, Águeda apontou formalmente seu agressor para a família: alegou ter visto o vídeo de uma câmera de segurança onde Francisco passava na rua e “reconheceu” o vizinho como o estuprador. Ela apagou o suposto vídeo e nunca o entregou à polícia. A acusação era uma impossibilidade matemática e física — o suposto crime teria ocorrido à meia-noite, horário em que Francisco estava batendo cartão dentro da fábrica onde trabalhava.
Sobrinhas e sobrinhos da pastora, tomados pela revolta e acreditando ciegamente na mentira da líder espiritual, passaram a perseguir e encurralar Francisco na rua. O trabalhador chegou a pedir socorro a um vizinho policial civil e solicitou à empresa a mudança de seu itinerário de ônibus, temendo por sua vida. Mas o cerco já estava fechado.

O Aluguel da Arma do PCC e a Infiltração do Sobrinho Dependente

 
Determinada a ver Francisco morto, a pastora Águeda usou seus contatos no meio religioso para chegar ao crime organizado. Ela procurou a esposa de um homem conhecido no meio policial com conexões com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Por R$ 1.200 (sendo R$ 400 pagos como entrada), a religiosa alugou uma pistola 9mm com dois carregadores cheios e munições.
Com a arma em mãos, Águeda fotografou o armamento sobre sua cama e enviou a imagem para um sobrinho. Em seguida, foi ao encontro de outro sobrinho: Henrique da Silva Raimundo. Henrique era um homem destruído pelo vício severo em crack e cocaína, que vivia em estado de extrema vulnerabilidade emocional e profunda depressão após a separação de sua esposa.
Explorando a veneração que o rapaz cético e doente tinha por ela — a quem considerava uma mãe —, Águeda fez o apelo fatal: “Você tem como matar o homem que fez isso comigo? Foi o Francisco”.
Henrique concordou. Para colocar o plano em prática, a pastora envolveu outra sobrinha, Florísia, que buscou a bolsa preta contendo a pistola 9mm na casa de Águeda e a entregou nas mãos do executor na casa da avó.

17 Tiros na Luz do Dia e a Tentativa de Apagar os Rastros

 
Na tarde de 21 de dezembro de 2021, por volta das 14h, Henrique colocou seu plano em ação. Para não levantar suspeitas, vestiu calça jeans, camisa social, montou em uma bicicleta vermelha e prendeu um ancinho na garupa, fingindo ser um jardineiro a caminho do trabalho.
Ele pedalou até o cruzamento das ruas Bernardino Mendes e Abraão Matar, onde Francisco aguardava o ônibus da empresa na calçada. Sem dar qualquer chance de defesa ou diálogo, Henrique sacou a pistola 9mm e disparou 17 vezes contra o trabalhador. Francisco tombou morto no local, sob o testemunho chocado de pedestres.
Após a execução, o atirador fugiu de bicicleta, devolveu a arma para a tia e desapareceu no submundo do tráfico.
Enquanto a polícia isolava o local do crime, a pastora colocou em marcha uma operação para destruir provas. Ela levou seu celular Samsung a uma assistência técnica para ser totalmente formatado, registrando a ordem de serviço sob o nome falso de outra pastora. Em seguida, fugiu para a casa de uma amiga evangélica, escondendo a arma do crime com uma terceira religiosa, que acabou servindo de intermediária involuntária para a devolução do armamento ao integrante do PCC.

A Ruína da Quadrilha e a Sentença no Tribunal

A teia de mentiras começou a desmoronar quando investigadores da Polícia Civil de Três Lagoas ouviram os chefes de Francisco na fábrica, descobrindo o histórico de ameaças promovido pelos parentes da pastora. Ao apreenderem o celular de um dos sobrinhos de Águeda, os policiais encontraram a foto da pistola 9mm e mensagens explícitas que ligavam a religiosa diretamente ao planejamento da morte.
Em 27 de dezembro de 2021, a polícia deflagrou uma operação e prendeu Águeda e seus sobrinhos. Pressionados pelas evidências incontestáveis, os familiares quebraram o pacto de silêncio e confessaram que a pastora havia inventado o estupro e encomendado a execução do vizinho. O atirador Henrique, que permaneceu foragido por meses trabalhando em fazendas e supermercados do interior, foi finalmente capturado em setembro de 2023.
No dia 11 de março de 2026, o Tribunal do Júri de Três Lagoas selou o destino dos envolvidos após um julgamento tenso e repleto de comoção:

Águeda da Silva Xavier (A Pastora Mandante): Condenada a 16 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual.

Henrique da Silva Raimundo (O Sobrinho Atirador): Condenado por homicídio qualificado e porte de arma. Sua pena somou 2 anos pelo crime de arma mais as qualificadoras do homicídio reconhecidas pelo júri.

Florísia (A Sobrinha Cúmplice): Condenada a 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão por transportar a arma do crime e prestado falso testemunho à polícia.

A tragédia deixou cicatrizes profundas na comunidade e devastou as duas famílias. A mãe de Henrique sofreu um AVC ao descobrir o envolvimento do filho e da irmã no assassinato. E para a família do trabalhador Francisco Guitenberg, resta a dor irreparável de ter perdido um homem honrado para a vaidade ferida e a insanidade de uma mulher que usou a palavra de Deus para encobrir um rastro de sangue.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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