URGENTE CASA DAS PRIMAS ACABOU PARA CLEITON
URGENTE: ACABOU A FUGA DE “DOG DOG” — CERCO, REFÉM E CORPOS NA MATA REVELAM O DESFECHO MAIS SOMBRIO DO CASO DAS PRIMAS
O mistério que durante quatro meses manteve duas famílias em uma espera quase insuportável chegou a uma virada tão dramática quanto devastadora. Na manhã de 21 de agosto de 2026, uma operação da Polícia Civil do Paraná terminou com a morte de Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog” e “Sagaz”, principal suspeito do desaparecimento de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos. Quase ao mesmo tempo, outro investigado foi preso em Umuarama e conduziu as equipes até uma área de mata em Paraíso do Norte, onde dois restos mortais foram encontrados.
Em poucas horas, o caso que parecia preso em um labirinto de pistas, silêncio e versões incompletas avançou de forma brutal. Clayton foi localizado em Mandaguari. Segundo a polícia, tentou escapar pelos telhados, invadiu outra residência e fez um morador refém. A ação terminou em confronto, e o suspeito morreu no local. O refém foi retirado sem ferimentos.

Enquanto as equipes ainda trabalhavam na cena, o segundo suspeito, de 29 anos, já estava sob custódia. De acordo com a investigação, ele teria auxiliado Clayton no crime e na ocultação dos corpos. Após a prisão, indicou um ponto isolado de mata. As buscas se estenderam pela manhã até que os agentes encontraram dois restos mortais, encaminhados à Polícia Científica em Maringá para exames e identificação oficial.
A descoberta destruiu a esperança mais íntima das famílias, mas também começou a responder à pergunta que as perseguia desde abril: onde estavam Letycia e Sttela?
UMA NOITE QUE COMEÇOU COMO PASSEIO E TERMINOU EM SILÊNCIO
A sequência dos últimos passos das primas foi reconstruída por câmeras, registros digitais e publicações nas redes sociais. Na noite de 20 de abril, por volta das 22h39, elas deixaram Cianorte em uma caminhonete conduzida por Clayton. Para Letycia, ele se apresentava como “Davi”, nome falso que, segundo a polícia, escondia a identidade de um homem já procurado por roubo.
Pouco depois, o veículo passou por Jussara, onde Sttela morava com a mãe. Ela entrou em casa para buscar uma mochila e voltou à caminhonete. Minutos mais tarde, publicou uma imagem e marcou a prima. O trio seguiu pela PR-323. À 1h10 de 21 de abril, câmeras registraram Letycia, Sttela e Clayton entrando em uma casa noturna de Paranavaí.
Até aquele momento, tudo parecia uma saída comum. As jovens apareciam juntas no estabelecimento, sem que familiares soubessem que aquelas se tornariam suas últimas imagens conhecidas. Conforme a Polícia Civil, uma discussão teria começado ainda dentro do local e continuado depois que o grupo entrou novamente no veículo. A última conexão digital de Sttela identificada pelos investigadores ocorreu às 3h17.
A investigação trabalha com a hipótese de que os homicídios tenham ocorrido entre 4h e 4h40 daquela madrugada. Segundo a versão apresentada pela polícia, o desentendimento se intensificou na caminhonete. Clayton teria mandado as jovens descerem e atirado contra uma delas. A outra teria tentado fugir e também foi atingida. As autoridades ainda apuram a motivação, avaliando possíveis conflitos relacionados a relacionamentos, dinheiro e outros desentendimentos.
Essa dinâmica representa uma conclusão investigativa divulgada pela Polícia Civil, e não uma decisão judicial. Clayton morreu antes de ser interrogado ou julgado pelo desaparecimento e pelas mortes. Portanto, a autoria, a motivação e a participação de cada pessoa ainda dependem da conclusão do inquérito, dos exames periciais e da avaliação do Ministério Público.
O HOMEM QUE VOLTOU SOZINHO
Depois do desaparecimento, um detalhe passou a atormentar investigadores e familiares: Clayton retornou sozinho a Cianorte. As primas não voltaram, não enviaram mensagens e não fizeram novas publicações. Segundo a polícia, ele deixou o município pouco depois, iniciando uma fuga que duraria aproximadamente quatro meses.
Com o avanço da apuração, os investigadores descobriram que “Davi” era, na verdade, Clayton Antônio da Silva Cruz. Ele possuía um mandado de prisão relacionado a um roubo cometido em Apucarana e era considerado pelas autoridades um indivíduo de alta periculosidade. A caminhonete usada naquela noite também teria circulado com placas adulteradas.
No dia 29 de abril, a Justiça decretou a prisão temporária do investigado. Em junho, a Polícia Civil pediu que seu nome fosse incluído na lista de procurados da Interpol, diante da possibilidade de que tivesse deixado o país. Equipes também fizeram buscas em áreas rurais com drones e equipamentos capazes de detectar alterações no solo, além de cumprirem mandados em cidades relacionadas ao caso.
Durante semanas, espalharam-se rumores de que o suspeito poderia estar no Paraguai, na Colômbia ou em outro ponto distante. Entretanto, a realidade que começava a se formar nos bastidores da investigação era diferente: Clayton ainda estaria circulando pelo Paraná.
O ERRO QUE LEVOU A POLÍCIA AO ESCONDERIJO
A localização do foragido surgiu após novos crimes investigados no interior do estado. Conforme a polícia, Clayton teria participado de um roubo em uma propriedade rural de São João do Ivaí, em 7 de agosto. As vítimas foram rendidas, joias foram levadas e um veículo utilizado na fuga acabou encontrado queimado. Ele também passou a ser relacionado a outros roubos de veículos ocorridos na região.
Informações obtidas pela Polícia Rodoviária Federal, somadas ao trabalho de inteligência da Polícia Civil, permitiram identificar o esconderijo em Mandaguari. O cerco foi montado por equipes especializadas. Para os investigadores, não se tratava apenas de cumprir um mandado: o alvo era considerado armado, perigoso e disposto a escapar.
Quando percebeu a aproximação policial, Clayton teria saído pelos fundos, subido nos telhados e atravessado imóveis. A fuga terminou em outra casa, onde um morador foi feito refém. Segundo a versão oficial, os policiais intervieram para conter a ameaça e proteger a vítima. Houve confronto, e o suspeito foi atingido mortalmente.
Na residência usada como esconderijo, os agentes encontraram um veículo roubado com placas clonadas, uma arma de fogo, colete balístico, material explosivo e joias. Os objetos passaram a integrar a investigação sobre as atividades atribuídas ao suspeito durante o período em que permaneceu foragido.
A perseguição havia terminado. Mas a pergunta mais importante continuava sem resposta: onde estavam as primas?
O SEGUNDO SUSPEITO QUEBROU O SILÊNCIO
A morte do principal investigado poderia ter levado consigo informações fundamentais. Quem participou do crime? Como os corpos foram ocultados? Onde exatamente as jovens tinham sido deixadas? Foi então que a prisão simultânea do segundo suspeito mudou completamente o rumo da operação.
O homem de 29 anos, detido em Umuarama, já tinha mandado de prisão por ocultação de cadáver relacionado ao caso e também era procurado por roubo e tráfico de drogas. Ele ainda foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Segundo os delegados responsáveis, o preso indicou o ponto onde os corpos haviam sido escondidos.
A área indicada fica em Paraíso do Norte. Policiais percorreram a região de mata até encontrarem dois restos mortais. A cena representava a resposta procurada por quatro meses e, ao mesmo tempo, a confirmação do pior cenário possível para parentes e amigos.
Até a atualização publicada em 23 de agosto, a identificação formal ainda dependia dos exames da Polícia Científica. Embora a investigação trabalhe com a convicção de que os restos pertencem a Letycia e Sttela, a confirmação técnica exige perícia. Também deverão ser analisados a causa das mortes, possíveis vestígios balísticos e outros elementos capazes de sustentar juridicamente a reconstrução apresentada pela polícia.
A DOR DE UMA MÃE DIANTE DA VERDADE
Depois de quatro meses esperando uma ligação, uma pista ou qualquer notícia, a mãe de Letycia falou publicamente sobre o desfecho. Sua reação não foi de comemoração pela morte do suspeito. Ela afirmou que não desejava a morte de ninguém e que jamais esperava receber a filha daquela forma.
Ainda assim, havia um sentimento difícil de explicar: a dolorosa possibilidade de finalmente encerrar a incerteza. Para a família, viver sem saber onde estavam as jovens significava acordar todos os dias dividida entre esperança e medo. A localização dos corpos não diminui a perda, mas permite que a ausência tenha um lugar e que uma despedida possa acontecer.
Letycia e Sttela tinham somente 18 anos e foram descritas por familiares como jovens alegres, próximas e cheias de planos. Em uma única madrugada, desapareceram sem deixar uma despedida. Durante quatro meses, seus rostos circularam em cartazes, reportagens e redes sociais, enquanto parentes pediam ajuda e investigadores reuniam fragmentos de uma história cada vez mais sombria.
O CASO AINDA NÃO TERMINOU
Apesar do impacto da operação, a investigação não está encerrada. A Polícia Civil ainda precisa esclarecer a motivação exata, confirmar cientificamente a identidade dos restos mortais, detalhar a participação do homem preso e verificar se outras pessoas colaboraram antes ou depois das mortes.
O investigado sobrevivente poderá responder criminalmente conforme as provas reunidas. A Justiça deverá analisar laudos, depoimentos, dados digitais, imagens de câmeras e materiais apreendidos. A morte de Clayton impede que ele responda em um processo, mas não elimina a obrigação de reconstruir cada etapa do ocorrido.
As perguntas permanecem: em que momento as jovens perceberam o perigo? O crime foi decidido durante a discussão ou existia alguma intenção anterior? Por que os corpos foram levados para aquela área? O comparsa participou apenas da ocultação ou teve um papel maior? Havia outras pessoas que sabiam do ocorrido durante os quatro meses de silêncio?
Depois de uma fuga pelos telhados, um refém, um confronto e uma prisão decisiva, o cerco finalmente se fechou. O homem apontado como principal suspeito não poderá apresentar sua versão. Mas o segundo investigado falou, o local foi revelado e a mata guardou durante quatro meses a resposta que duas famílias mais temiam encontrar.
O caso das primas de Cianorte não termina com alívio. Termina com luto, investigação e a obrigação de buscar justiça. Porque, por trás dos apelidos, das operações e das manchetes, existem duas jovens que saíram de casa para uma noite de diversão e nunca tiveram a oportunidade de voltar.