Foram só BEBER UM CHÁ a casa do vizinho… e desapareceram por 3 ANOS…

O QUINTAL DO HORROR: DUAS AMIGAS DESAPARECEM A CAMINHO DA ESCOLA — E O SEGREDO SOB O CONCRETO PARALISA UMA CIDADE INTEIRA

 

Oregon City parecia um lugar onde famílias acreditavam que o pior só acontecia nas grandes metrópoles. Perto de Portland, a cidade reunia bairros conhecidos, escolas próximas e rotinas previsíveis. Mas, no início de 2002, essa sensação de segurança seria destruída por dois desaparecimentos quase idênticos — e por um homem que, durante meses, apareceu diante das câmeras fingindo não saber de nada.

Na manhã de 9 de janeiro, Ashley Pond, de 12 anos, tomou café, despediu-se da mãe e saiu para pegar o ônibus escolar. O caminho até o ponto levava apenas oito minutos. Era curto e familiar. Mesmo assim, Ashley nunca chegou ao ônibus. Também não apareceu na escola, não foi à aula de dança e não telefonou para ninguém.

 

Quando a mãe percebeu que a filha não retornaria, começou a ligar para professores, colegas e responsáveis pela dança. Todos deram a mesma resposta: ninguém havia visto Ashley. A menina parecia ter desaparecido entre a porta de casa e o ponto de ônibus.

A polícia inicialmente considerou a possibilidade de fuga. A família vivia em uma área marcada por pobreza, conflitos domésticos e chamados frequentes às autoridades. Amigos e professores, porém, insistiam que Ashley não abandonaria tudo sem avisar. Ela era descrita como sensível, dedicada e muito ligada à rotina escolar.

Uma semana depois, cães farejadores vasculharam terrenos, porões, construções abandonadas e áreas industriais. Voluntários formaram grupos de busca, cartazes foram espalhados e o FBI passou a colaborar. Ainda assim, não havia testemunhas, cena de crime ou sinal de luta.

The murders of Ashley Pond and Miranda Gaddis by Ward Weaver III

Enquanto os agentes reconstruíam os últimos meses da menina, um nome apareceu repetidamente: Ward Weaver III, pai de uma amiga de Ashley e morador de uma casa próxima. Ela frequentava aquela residência, dormia no local e, algumas vezes, era levada à escola por Weaver.

O homem tinha um passado violento. Já havia sido condenado por agressão e era acusado por ex-companheiras de comportamento controlador. Professores também relataram atitudes inadequadas em relação a Ashley. Uma educadora afirmou ter visto Weaver beijar a menina na boca diante da escola. Em outra ocasião, Ashley contou a pessoas próximas que havia sofrido abuso durante uma viagem com a família dele.

 

Nenhuma acusação avançou. Faltavam provas materiais. Era a palavra de uma menina contra a de um adulto que negava tudo. Weaver dizia ser alvo de calúnias e apresentava Ashley como uma adolescente problemática. Para muitos, porém, a proximidade dele com a desaparecida era impossível de ignorar.

Então, em 8 de março de 2002, a tragédia se repetiu.

Miranda Gaddis, de 13 anos, amiga íntima de Ashley, preparou-se para ir à escola. O ônibus deveria passar por volta das 8h20. Miranda também nunca chegou ao ponto, não compareceu às aulas e desapareceu sem deixar vestígios.

 

O choque foi imediato. Miranda havia concedido entrevistas sobre o sumiço de Ashley e ajudado a polícia a compreender o que acontecia na casa de Weaver. Conhecia detalhes, ouvira relatos da amiga e alertava outras meninas para manter distância daquele homem. Agora, dois meses depois, também havia desaparecido no mesmo horário e na mesma região.

A hipótese de fuga perdeu força. Duas amigas parecidas, ligadas ao mesmo círculo social e desaparecidas a caminho da escola. Para os moradores, já não era coincidência. Havia alguém perseguindo meninas em Oregon City — e esse alguém provavelmente era conhecido das vítimas.

O medo tomou conta do bairro. Pais passaram a acompanhar os filhos até a escola. Crianças deixaram de brincar sozinhas. A delegacia foi pressionada por protestos, mas a investigação esbarrava no mesmo obstáculo: suspeitas não bastavam para obter uma condenação.

 

Ward Weaver apareceu na televisão e declarou que Ashley e Miranda provavelmente haviam fugido por causa de problemas familiares. Falava com calma e, por vezes, sorria. Disse não saber o que tinha acontecido e afirmou estar cooperando.

Por trás daquela aparente tranquilidade, os sinais se acumulavam.

Weaver falhou em um teste de polígrafo. Sua ex-esposa disse ao FBI que acreditava no envolvimento dele. Um cão farejador levado por um especialista independente reagiu perto de uma laje de concreto no quintal. Weaver pediu que o animal fosse mantido longe daquele área, alegando que pretendia construir uma banheira de hidromassagem.

 

A explicação pareceu frágil. A laje havia sido colocada às pressas, durante a noite, pouco depois do desaparecimento de Ashley. A ex-companheira lembrava-se de barulhos e movimentação incomum. Para tornar tudo ainda mais perturbador, o pai de Weaver também havia cometido assassinatos e enterrado uma vítima sob concreto.

Mesmo assim, as autoridades afirmavam não possuir base legal suficiente para uma escavação completa. O quintal permaneceu intacto. E Miranda continuou desaparecida.

Meses se passaram. Recompensas de dezenas de milhares de dólares foram anunciadas. Telefonemas chegavam de toda parte, mas a maioria trazia boatos, falsas pistas e pessoas interessadas no dinheiro. O caso parecia condenado ao silêncio.

A reviravolta aconteceu em 15 de agosto de 2002.

 

Weaver atacou a namorada adulta de seu filho dentro da própria casa. A mulher conseguiu escapar enrolada em uma cortina, correu pela rua e pediu ajuda. O suspeito tentou fugir de carro, mas foi capturado. A acusação inicial não tinha relação com Ashley ou Miranda, porém o episódio finalmente o tirou de circulação.

Poucos dias depois, um de seus filhos procurou a polícia e revelou que o pai havia dito ter feito “coisas ruins” e pretendia deixar a cidade. A declaração, somada ao ataque e ao histórico de suspeitas, deu às autoridades elementos para obter um mandado de busca amplo.

Em 23 de agosto, agentes cercaram a propriedade. Cerca de 40 policiais e especialistas começaram a examinar cada cômodo, o galpão, o solo e a misteriosa laje de concreto.

 

No dia seguinte, dentro de uma caixa de papelão encontrada no galpão, os investigadores localizaram restos humanos. A confirmação ainda levaria tempo, mas o pior parecia inevitável.

Quando a equipe removeu a laje e escavou o solo, encontrou um barril enterrado. Dentro dele estava outra vítima.

O quintal que durante meses permanecera diante dos olhos da polícia escondia o desfecho que duas famílias mais temiam.

Os exames identificaram Miranda Gaddis na caixa do galpão e Ashley Pond no barril sob o concreto. As duas amigas nunca haviam deixado Oregon City. Não estavam em outra cidade, não haviam fugido e não esperavam ser resgatadas em algum lugar distante. Estavam na propriedade do principal suspeito desde o começo.

 

A descoberta provocou indignação nacional. Familiares acusaram as autoridades de demora e omissão. A ex-esposa de Weaver afirmou que havia alertado o FBI e que uma busca mais rápida poderia ter evitado a morte de Miranda. Para ela, os sinais estavam todos ali: o histórico de violência, as denúncias de Ashley, a laje construída de madrugada e o alerta do cão.

A perícia encontrou impressões digitais de Weaver nos materiais usados para envolver e amarrar os corpos. Exames também indicaram alta concentração de álcool no organismo de Ashley, incompatível com sua idade e rotina. A causa exata das mortes não pôde ser determinada, mas o conjunto de evidências ligava diretamente o suspeito aos crimes e à ocultação.

Son of notorious child killer charged in homicide - KSBW

Mesmo diante disso, Weaver tentou sustentar uma versão improvável. Alegou que alguém poderia ter colocado os corpos em sua propriedade para incriminá-lo. Disse ser vítima de uma conspiração e insistiu que a acusação não poderia provar como as meninas morreram.

A estratégia não resistiu às provas.

Em 2004, após avaliações psiquiátricas e tentativas da defesa de adiar o processo, Weaver foi considerado apto a ser julgado. Para evitar a pena de morte, aceitou um acordo. Em 22 de setembro, declarou-se culpado de sete acusações, incluindo assassinato agravado, abuso e ocultação de cadáver.

 

A sentença foi de duas penas consecutivas de prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

Durante o julgamento, ele se recusou a explicar os últimos momentos das vítimas. Anos depois, em 2009, a irmã mais nova de Miranda decidiu enfrentá-lo na prisão. Queria respostas, mesmo sabendo que poderiam ser insuportáveis.

Na segunda visita, Weaver admitiu a responsabilidade pelas mortes e falou sobre a ocultação dos corpos com uma frieza desconcertante. Segundo o relato da família, chegou a dizer que também poderia ter feito o mesmo com ela caso fosse mais velha na época.

 

A história ganhou outro capítulo sombrio quando veio à tona o padrão de violência na família Weaver. O pai de Ward também havia sido condenado por assassinatos e enterrara uma vítima sob concreto. Mais tarde, um dos filhos de Ward seria condenado à prisão perpétua por matar um traficante.

Três gerações. Três homens presos por homicídio. Uma sequência familiar de violência que parecia repetir-se como uma herança terrível.

O caso de Ashley Pond e Miranda Gaddis permanece como símbolo doloroso de advertências ignoradas. Não faltaram sinais. Havia denúncias, testemunhos, histórico criminal, um polígrafo malsucedido, uma laje recém-construída e até um cão apontando para o local correto.

 

O que faltou foi agir a tempo.

A pergunta que permanece até hoje é devastadora: Miranda poderia ter sido salva caso a propriedade de Weaver tivesse sido investigada profundamente logo após o desaparecimento de Ashley?

Para as famílias, a resposta parece evidente. O principal suspeito estava diante dos investigadores desde os primeiros dias. Seu passado era conhecido. Seu comportamento havia sido denunciado. Seu quintal despertara a reação de um cão farejador. Ainda assim, as provas necessárias para uma busca demoraram meses para aparecer.

 

Ashley e Miranda saíram de casa acreditando que fariam um trajeto de poucos minutos até a escola. Seus nomes, porém, entraram para a história de Oregon City como lembrança de uma investigação que demorou a enxergar o perigo diante dos próprios olhos.

Por trás de uma casa comum, de um quintal silencioso e de uma camada de concreto, estava escondida uma verdade capaz de destruir duas famílias e assombrar uma cidade inteira: o homem mais suspeito esteve perto delas o tempo todo — e, por meses, conseguiu continuar livre.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

Recommended for You

View Archive arrow_forward