CASO DOS MENINOS DE BACABEIRA MA

O CASO DOS MENINOS DE BACABEIRA: ELES SAÍRAM PARA PESCAR, MAS O QUE ACONTECEU EM CAMPO DE PERIZES CHOCOU O MARANHÃO

 

Era para ser apenas mais um dia comum entre amigos. Quatro jovens saíram de casa com um plano simples: pescar em uma região próxima a Campo de Perizes, no Maranhão. Horas depois, porém, dois deles lutavam pela própria vida, enquanto outros dois haviam desaparecido sem deixar qualquer notícia.

O que aconteceu naquele 1º de agosto de 2017 transformou uma tarde aparentemente tranquila em um dos episódios criminais mais marcantes registrados naquela região.

Euler da Silva Costa, de 15 anos, Romário Viegas, de 18, Erisvan da Silva Costa, de 12, e Roberto da Luz dos Santos, de 11 anos, deixaram a Vila Samara, na região da Estiva, zona rural de São Luís, em direção a um açude localizado em Campo de Perizes, área situada entre São Luís, Bacabeira e Rosário.

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Eles pretendiam pescar.

Nenhum deles poderia imaginar que aquela saída terminaria de maneira tão brutal.

Segundo as informações apresentadas posteriormente durante a investigação, os quatro foram surpreendidos em uma área de mangue por um grupo de homens. Dois jovens conseguiram sobreviver ao ataque. Outros dois jamais voltariam para casa.

 

DOIS SOBREVIVENTES CHEGAM À BR-135

 

Euler e Romário ficaram gravemente feridos.

Mesmo em condições extremamente delicadas, conseguiram chegar até a BR-135 e pedir socorro. Um veículo que passava pela rodovia parou para ajudá-los.

Euler havia sido atingido no rosto, enquanto Romário apresentava ferimentos na perna e outros machucados provocados durante o ataque.

Os dois foram levados para o Hospital Socorrão II, em São Luís, onde permaneceram internados durante aproximadamente uma semana.

 

Enquanto familiares acompanhavam o estado de saúde dos sobreviventes, outra angústia começava.

Onde estavam Erisvan e Roberto?

As famílias ainda tinham esperança de encontrá-los vivos.

Mas o silêncio da região de Campo de Perizes aumentava a tensão a cada hora.

 

AS BUSCAS COMEÇAM

 

No dia 3 de agosto, familiares auxiliaram as autoridades nas buscas pelos dois meninos desaparecidos.

A área não era simples.

Campo de Perizes possui trechos de mata, mangue e terrenos de difícil acesso. Localizar alguém naquela região poderia exigir uma operação cuidadosa.

No dia seguinte, veio a notícia que ninguém queria receber.

 

Os corpos dos dois meninos foram encontrados enterrados em covas rasas em uma área isolada.

Segundo o relato da investigação, eles estavam a aproximadamente um quilômetro da BR-135, em um ponto de mata fechada e difícil acesso.

A descoberta provocou enorme comoção.

 

Uma pescaria entre amigos havia terminado com dois sobreviventes hospitalizados e duas famílias diante de uma perda irreparável.

Mas a investigação estava apenas começando.

 

UMA SUSPEITA ENVOLVENDO ANIMAIS

 

A polícia conseguiu avançar no caso após prender Antônio Coelho Machado, conhecido como Antônio Baixinho, e seu genro, Josian Serra Rego, conhecido como Amaral.

Durante depoimento, Antônio admitiu participação na morte dos meninos e contou aos investigadores que criava animais na região de Campo de Perizes.

Segundo sua versão, ele desconfiava que pessoas estariam levando seus porcos.

 

A investigação passou então a reconstruir o que teria acontecido naquela tarde.

De acordo com informações atribuídas ao delegado responsável pelo caso, os quatro jovens teriam ido pescar e, durante a permanência na região, surgiram suspeitas relacionadas ao furto de animais.

 

A partir dali, o encontro entre os rapazes e os acusados teria terminado em violência.

Ainda que diferentes versões tenham surgido posteriormente, uma questão chamou a atenção durante todo o processo: seria possível que apenas uma pessoa tivesse realizado tudo sozinha?

Essa dúvida se tornaria essencial durante o julgamento.

 

O ENTERRO DOS MENINOS MOBILIZA A COMUNIDADE

 

No dia 5 de agosto, familiares e amigos se reuniram para o velório e o sepultamento dos dois meninos.

A dor tomou conta da comunidade.

A história rapidamente ganhou repercussão porque envolvia vítimas muito jovens e circunstâncias extremamente graves.

 

Enquanto as famílias se despediam, investigadores continuavam trabalhando para identificar todos os possíveis participantes.

Dias depois, em 17 de agosto, foi realizada uma reprodução simulada dos acontecimentos.

Euler e Romário, os dois sobreviventes, participaram de uma das etapas.

 

Mais tarde, os acusados também foram levados para participar da reconstituição.

O objetivo era compreender detalhes como os pontos onde cada pessoa estava, a sequência dos acontecimentos e o local utilizado para esconder os corpos.

A polícia acreditava que, sem as informações obtidas durante as prisões, encontrar os meninos naquele trecho de mata poderia ter sido extremamente difícil.

 

NOVOS SUSPEITOS SÃO PRESOS

 

A investigação continuou avançando.

Em 1º de setembro, outros dois homens foram presos: Cleverson de Jesus Machado Vilaça, conhecido como Kefir, neto de Antônio, e Clayton Jorge Souza Vilaça, conhecido como Claudinho.

Poucos dias depois, em 5 de setembro, Herbert Luís Silva Carvalho se apresentou à delegacia.

 

Agora, os investigadores precisavam descobrir exatamente qual teria sido o papel de cada pessoa.

Durante os interrogatórios, surgiram diferentes versões.

Antônio declarou que teria saído à procura dos meninos acompanhado de outros homens. Segundo o relato apresentado no processo, parte do grupo estaria armada.

 

Ele também alegou, em determinado momento, que teria executado sozinho os dois meninos.

Essa versão, contudo, passou a ser questionada pela acusação.

A Justiça observou que existiam elementos que precisavam ser analisados com cuidado, principalmente diante das circunstâncias do crime, do transporte das vítimas e da ocultação dos corpos.

 

Ao final da fase inicial do processo, Antônio, Josian e Cleverson foram levados a julgamento pelas mortes de Roberto e Erisvan e pelos demais crimes relacionados ao ataque.

Quanto a Herbert e Clayton, a Justiça entendeu que não existiam elementos suficientes para sustentar participação deles nos mesmos termos.

 

O SOBREVIVENTE DIANTE DOS ACUSADOS

 

Em 8 de novembro de 2018, mais de um ano depois daquela tarde de agosto, o caso finalmente chegou ao Tribunal do Júri da comarca de Rosário.

Antônio, Josian e Cleverson estavam no banco dos réus.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Maranhão, os acusados teriam participado do ataque contra os quatro jovens, que terminou com a morte de Roberto e Erisvan e com a sobrevivência de Euler e Romário.

A acusação também sustentava tentativa de homicídio contra os dois sobreviventes, além de ocultação dos corpos.

Um dos momentos mais marcantes da sessão aconteceu quando Euler entrou para prestar depoimento.

Ele carregava sequelas do ferimento sofrido no rosto e apresentava dificuldades para falar.

 

Acompanhado pelo pai, contou diante do tribunal sua lembrança daquela tarde.

Segundo Euler, ele, o irmão Erisvan e os amigos estavam indo pescar quando foram surpreendidos por homens armados.

Para familiares e pessoas que acompanhavam o julgamento, ouvir o sobrevivente relatar aqueles minutos novamente tornou a sessão ainda mais dramática.

Romário, o outro sobrevivente, não compareceu à audiência.

 

“AGI SOZINHO”, DISSE ANTÔNIO

 

Durante seu interrogatório no Tribunal do Júri, Antônio voltou a admitir a autoria das mortes, mas insistiu que teria agido sozinho.

Ele também afirmou que teria escondido sozinho os corpos.

O Ministério Público colocou essa versão em dúvida.

 

Para a acusação, as circunstâncias indicavam a possível participação de outras pessoas, especialmente considerando os depoimentos produzidos durante a investigação.

Outro ponto analisado foi o relato sobre a agressão aos sobreviventes.

Segundo as informações apresentadas durante o julgamento, existiam versões apontando que Cleverson e Josian também teriam participado diretamente do ataque.

Os jurados precisavam decidir quais versões eram compatíveis com as provas reunidas ao longo de mais de um ano.

 

12 HORAS DE JULGAMENTO

 

Foram aproximadamente 12 horas de julgamento.

Depois dos depoimentos, interrogatórios, manifestação do Ministério Público e argumentos das defesas, a sentença finalmente foi anunciada.

Antônio Coelho Machado recebeu pena de 43 anos de prisão.

 

Josian Serra Rego foi condenado a 47 anos.

Cleverson de Jesus Machado Vilaça recebeu pena de 44 anos.

As penas deveriam inicialmente ser cumpridas em regime fechado.

 

Os advogados dos condenados não aceitaram o resultado e anunciaram recursos contra as sentenças.

O julgamento encerrava uma etapa importante do processo judicial, mas jamais seria capaz de apagar o que aconteceu naquele 1º de agosto.

 

UM CASO QUE PERMANECE NA MEMÓRIA

 

Passados anos, o caso dos meninos de Bacabeira ainda impressiona pela sequência de acontecimentos.

Quatro jovens saíram de casa para pescar.

Dois conseguiram chegar feridos até uma rodovia e pedir socorro.

 

Outros dois desapareceram em uma região de mata e somente foram encontrados após o avanço das investigações.

A história também expôs o enorme impacto que um crime pode provocar muito além das vítimas diretas.

Pais, irmãos, amigos e uma comunidade inteira acompanharam dias de buscas, prisões, reconstruções, depoimentos e finalmente um julgamento que ultrapassou 12 horas.

 

Para Euler e Romário, sobreviver significou carregar não apenas as marcas físicas daquela tarde, mas também a memória dos amigos que não conseguiram voltar para casa.

Para as famílias de Roberto e Erisvan, nenhuma condenação poderia devolver os meninos.

 

E talvez seja justamente por isso que o caso continue sendo lembrado.

Não apenas pelas penas aplicadas ou pelos nomes dos acusados, mas pela transformação brutal de um passeio simples em uma tragédia que marcou para sempre várias famílias.

Naquela manhã, quatro jovens saíram imaginando que retornariam depois de uma pescaria.

 

Ao anoitecer, nada mais seria igual.

O caso de Campo de Perizes permanece como uma das histórias que ainda despertam perguntas, indignação e tristeza entre aqueles que acompanharam as investigações no Maranhão.

Você se lembrava desse caso ocorrido em 2017? O que mais chama sua atenção em toda essa história: a sobrevivência de Euler e Romário, a descoberta dos dois meninos ou as versões apresentadas durante o julgamento?

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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