7 SINAIS NO SEU CORPO QUE SEU CORAÇÃO PODE NÃO ESTAR BEM (E OS 7 SINTOMAS DE PROBLEMAS CARDÍACOS)
ALERTA NO CORPO: 7 SINAIS DE QUE SEU CORAÇÃO PODE NÃO ESTAR BEM — E OS SINTOMAS QUE VOCÊ NÃO DEVE IGNORAR
O coração pode começar a dar sinais de alerta muito antes de uma emergência. Alguns aparecem nas pernas, nos olhos, na pele e até nas orelhas. Outros surgem como falta de ar, cansaço, dor no peito ou dificuldade para dormir deitado. O problema é que muita gente só percebe que algo estava errado quando a situação já se tornou grave.
Você olha para o espelho todos os dias. Observa o rosto, ajeita o cabelo, troca de roupa, calça os sapatos e segue a rotina. Mas dificilmente imagina que uma pequena alteração no corpo possa ter alguma ligação com o coração.
Uma marca diagonal na orelha. Uma placa amarelada perto dos olhos. Tornozelos que começam a inchar no fim do dia. Pelos que desaparecem das pernas. Uma ferida no pé que demora para cicatrizar.

Separadamente, esses sinais podem ter várias explicações e, na maioria das vezes, não significam uma doença cardíaca grave. Porém, quando aparecem acompanhados de fatores de risco ou de sintomas como falta de ar, dor no peito e cansaço intenso, merecem uma atenção muito maior.
As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. E um dos maiores perigos é justamente acreditar que problemas do coração sempre começam com uma dor súbita e intensa no peito.
Nem sempre é assim.
O organismo pode enviar sinais muito antes.
1. UMA PEQUENA MARCA NA ORELHA QUE CHAMA A ATENÇÃO
Existe uma dobra diagonal no lóbulo da orelha conhecida popularmente como sinal de Frank.
Ela ganhou esse nome depois de ter sido descrita, décadas atrás, em pacientes que apresentavam doença arterial coronariana.
Desde então, diversos estudos analisaram uma possível associação entre essa prega e alterações cardiovasculares.
Mas é importante deixar uma coisa clara: ter essa dobra não significa que a pessoa necessariamente possui artérias obstruídas.
Ela também pode aparecer naturalmente com o envelhecimento.
O interesse médico aumenta principalmente quando a marca surge em pessoas mais jovens ou está presente junto com outros fatores de risco, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade ou forte histórico familiar de infarto.
Da mesma forma, não ter a prega não significa que as artérias estão perfeitas.
Ou seja: a orelha não substitui exame médico.
Mas pode ser um detalhe que, dentro de um conjunto de informações, desperte atenção.
2. PELOS DESAPARECENDO DAS PERNAS
Pouca gente relacionaria perda de pelos nas pernas com circulação sanguínea.
Mas existe uma explicação.
Os folículos dos pelos precisam receber sangue, oxigênio e nutrientes para funcionar adequadamente. Quando a circulação arterial para as pernas está muito comprometida, podem aparecer mudanças na pele e nos pelos.
A doença arterial periférica acontece quando artérias que levam sangue aos membros ficam estreitadas, geralmente por aterosclerose.
Além da redução dos pelos, podem surgir pele fria, brilhante ou mais fina, crescimento lento das unhas e feridas que cicatrizam mal.
Mas o sintoma clássico costuma aparecer durante a caminhada.
A pessoa começa a andar e sente uma dor, peso ou câimbra na panturrilha. Para alguns minutos e melhora. Volta a andar e a dor retorna.
Esse padrão recebe o nome de claudicação intermitente.
O detalhe preocupante é que a aterosclerose não precisa existir apenas nas pernas. Uma pessoa com doença arterial periférica também pode apresentar aterosclerose em outras regiões, inclusive nas artérias que irrigam o coração.
Por isso, não se deve olhar apenas para a perna. É preciso avaliar o risco cardiovascular como um todo.
3. PLACAS AMARELAS AO REDOR DOS OLHOS
Você já viu alguém com pequenas placas amareladas nas pálpebras, especialmente próximas ao canto interno dos olhos?
Essas lesões são chamadas de xantelasmas.
Elas costumam ser indolores e podem crescer lentamente. Em muitos casos, o incômodo é apenas estético.
Porém, o xantelasma pode estar associado a alterações no metabolismo das gorduras, incluindo colesterol ou triglicerídeos elevados.
Isso não acontece com todas as pessoas.
É possível apresentar xantelasma e ter exames de colesterol dentro de valores considerados normais. Da mesma forma, muita gente com colesterol alto nunca desenvolverá essas placas.
Mesmo assim, sua presença pode ser um bom motivo para conversar com um médico e avaliar o perfil lipídico, principalmente quando existem outros fatores de risco cardiovascular.
A mensagem é simples: aquele pequeno depósito amarelo talvez não seja apenas uma questão estética.
4. UM ANEL ESBRANQUIÇADO AO REDOR DA CÓRNEA
Outro sinal visível pode aparecer nos olhos.
É o chamado arco corneano, frequentemente observado como um anel branco, cinza ou azulado ao redor da parte externa da córnea.
Em pessoas idosas, essa alteração é extremamente comum e geralmente está relacionada ao envelhecimento.
Nesse contexto, costuma não representar um problema.
A situação muda quando aparece muito cedo.
Em pessoas jovens, um arco corneano pode motivar investigação de alterações importantes nos níveis de colesterol, especialmente quando existe histórico familiar de colesterol extremamente elevado ou doença cardiovascular precoce.
O arco não costuma prejudicar a visão.
Mas, dependendo da idade e do histórico da pessoa, pode funcionar como mais uma pista para avaliar a saúde metabólica.
5. LÁBIOS OU PELE FICANDO AZULADOS
A cianose é uma coloração azulada ou arroxeada da pele, dos lábios ou das extremidades.
Ela pode ocorrer por exposição intensa ao frio, mas também pode indicar baixa oxigenação do sangue ou alteração importante da circulação.
Problemas pulmonares graves, doenças cardíacas e outras condições podem causar esse aspecto.
Se a coloração azulada aparece de repente, principalmente acompanhada de falta de ar, confusão, dor no peito ou dificuldade para respirar, a situação merece avaliação urgente.
Esse não é um sinal para observar durante dias esperando que desapareça sozinho.
Mudanças importantes de coloração associadas a dificuldade respiratória podem representar uma emergência.
6. FERIDAS NOS PÉS E PERNAS QUE NÃO CICATRIZAM
Uma pequena ferida no pé normalmente melhora.
Mas quando uma lesão permanece aberta durante muito tempo, fica cada vez mais dolorosa ou apresenta sinais de comprometimento da circulação, o problema precisa ser investigado.
Feridas nas pernas podem ter várias causas.
Existem úlceras relacionadas a problemas venosos, diabetes, pressão prolongada, infecções e também à circulação arterial insuficiente.
Nas úlceras arteriais, o sangue tem dificuldade para chegar ao tecido.
Sem oxigênio e nutrientes suficientes, a cicatrização fica prejudicada.
Pessoas com diabetes precisam de cuidado especial porque alterações nos nervos podem diminuir a sensibilidade. Isso significa que uma lesão séria pode não provocar a dor que normalmente serviria como alerta.
Feridas persistentes nos pés não são algo que deve ser tratado apenas com curativo doméstico.
É necessário descobrir a causa.
7. TORNOZELOS E PERNAS COMEÇAM A INCHAR
No fim do dia, o sapato parece menor.
A meia deixa marcas profundas na pele.
Ao pressionar o tornozelo com o dedo, fica uma pequena depressão por alguns segundos.
Esse tipo de inchaço recebe o nome de edema.
Existem diversas causas possíveis: problemas venosos, doenças renais, certos medicamentos, alterações no fígado e longos períodos sentado ou em pé.
Mas também pode surgir em casos de insuficiência cardíaca.
Quando o coração não consegue bombear o sangue adequadamente, pode ocorrer acúmulo de líquido no organismo.
O edema relacionado à insuficiência cardíaca frequentemente aparece junto com outros sintomas — e é aí que o quadro se torna especialmente importante.
OS 7 SINTOMAS QUE PODEM INDICAR QUE ALGO ESTÁ ERRADO
Os sinais visíveis são apenas uma parte da história.
O que a pessoa sente também pode revelar muito.
Falta de ar durante atividades que antes eram fáceis
Subir poucos degraus e ficar extremamente ofegante.
Caminhar uma distância curta e precisar parar.
Sentir que a capacidade física caiu de forma inexplicável.
A falta de ar desproporcional ao esforço pode acontecer por problemas cardíacos, pulmonares, anemia, falta de condicionamento e diversas outras causas.
Mas uma mudança recente e progressiva merece investigação.
Tosse persistente, principalmente acompanhada de falta de ar
Tosse não significa automaticamente problema cardíaco.
Infecções respiratórias e outras doenças pulmonares são causas muito mais comuns.
Porém, em casos de insuficiência cardíaca, o acúmulo de líquido nos pulmões pode provocar tosse, dificuldade respiratória e sensação de congestão.
Se a pessoa apresenta falta de ar importante, piora rápida ou secreção espumosa rosada, precisa de atendimento médico imediato.
Não conseguir dormir deitado
Esse é um sinal que muitas pessoas normalizam.
Primeiro usam um travesseiro.
Depois dois.
Depois três.
Até que começam a sentir que respirar sentado é mais confortável do que deitado.
A falta de ar que piora quando a pessoa se deita pode ocorrer em insuficiência cardíaca e deve ser investigada.
Há ainda pessoas que acordam durante a madrugada com sensação súbita de sufocamento.
Esse episódio também merece atenção.
Fraqueza e cansaço fora do normal
O coração é responsável por fornecer sangue para músculos, cérebro e outros órgãos.
Quando existe comprometimento importante da função cardíaca, atividades simples podem começar a provocar exaustão.
Mas fadiga é um sintoma extremamente inespecífico.
Anemia, distúrbios da tireoide, infecções, falta de sono e vários outros problemas também podem causar cansaço.
Por isso, o alerta surge especialmente quando a fadiga aparece junto com falta de ar, edema, dor no peito ou redução acentuada da capacidade física.
Acordar várias vezes para urinar
Levantar durante a noite para urinar recebe o nome de nictúria.
Ela pode ocorrer por inúmeras razões, incluindo aumento da próstata, diabetes, excesso de líquidos à noite e uso de determinados medicamentos.
Em algumas pessoas com insuficiência cardíaca, porém, a redistribuição de líquidos quando o corpo fica deitado pode aumentar a produção de urina.
Sozinha, a nictúria não diagnostica nada.
Associada a inchaço, falta de ar e fadiga, merece atenção.
Dor na panturrilha ao caminhar
Você anda.
A panturrilha começa a doer.
Você para.
A dor melhora.
Volta a caminhar.
Ela retorna.
Esse padrão é extremamente importante porque pode indicar dificuldade de circulação arterial nas pernas.
É um sintoma que muita gente atribui apenas à idade ou à falta de condicionamento físico.
Mas deve ser investigado.
DOR NO PEITO: O ALERTA QUE NÃO PODE SER MINIMIZADO
Entre todos os sintomas, esse é aquele que exige atenção especial.
Problemas cardíacos podem provocar pressão, aperto, peso, queimação ou desconforto no centro do peito.
A sensação pode irradiar para braços, costas, pescoço, mandíbula ou região superior do abdômen.
Também podem aparecer falta de ar, suor frio, náusea, fraqueza ou tontura.
E nem todo infarto produz a clássica dor intensa mostrada nos filmes.
Algumas pessoas — especialmente idosos, mulheres e pacientes com diabetes — podem apresentar sintomas mais sutis.
Por isso, diante de uma dor ou pressão no peito nova, intensa, prolongada ou acompanhada de falta de ar, suor frio, desmaio ou mal-estar importante, o mais seguro é procurar atendimento de emergência.
Não espere horas tentando descobrir sozinho se é “gás”, ansiedade ou dor muscular.
A MELHOR ESTRATÉGIA AINDA É EVITAR QUE O PROBLEMA CHEGUE
O coração não depende apenas de sorte.
Grande parte do risco cardiovascular está ligada a fatores que podem ser identificados e tratados.
Atividade física regular ajuda a controlar peso, glicemia, pressão e colesterol.
Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de infarto, derrame e doença arterial periférica.
Uma alimentação baseada principalmente em frutas, vegetais, legumes, cereais integrais, fontes adequadas de proteína e gorduras insaturadas pode contribuir para a saúde cardiovascular.
Pressão alta, diabetes e colesterol elevado precisam de acompanhamento.
E existe um detalhe essencial: algumas pessoas fazem tudo certo e, mesmo assim, precisam de medicamentos.
Isso não representa fracasso.
Genética e histórico familiar também desempenham um papel importante.
Quem teve pai, mãe ou irmãos com doença cardiovascular precoce deve conversar com seu médico sobre a necessidade de uma avaliação mais detalhada.
SEU CORPO PODE ESTAR TENTANDO AVISAR
Uma dobra na orelha não confirma artéria entupida.
Xantelasma não significa infarto iminente.
Pelos diminuindo na perna não provam doença cardíaca.
E inchaço nos tornozelos pode ter muitas explicações.
O perigo está em juntar vários sinais, apresentar fatores de risco e continuar ignorando mudanças importantes.
O corpo raramente entrega um diagnóstico pronto.
Ele oferece pistas.
E algumas delas podem estar diante dos seus olhos há meses.
Observe suas pernas.
Observe sua respiração.
Perceba se sua capacidade para caminhar mudou.
Preste atenção se começou a dormir sentado ou com vários travesseiros.
E, acima de tudo, não minimize dor no peito ou falta de ar súbita.
Quando o coração começa a pedir atenção, esperar que os sintomas “passem sozinhos” pode ser uma aposta perigosa. Reconhecer os sinais não serve para provocar medo — serve para fazer você agir enquanto ainda há tempo.